Mesmo sem carro, uma mudança na fiscalização pode levar pedestres a multas de até R$ 218 em 2026. A nova regra segue tendência de rigor no trânsito e já é adotada em países como a Colômbia.
Como funciona a fiscalização para pedestres na Colômbia?
Na Colômbia, o rigor com quem circula a pé é uma realidade consolidada por meio do Código Nacional de Tránsito. Desde o início de 2025, cidades como Bogotá e Medellín ampliaram a presença de agentes para coibir comportamentos de risco nas vias públicas.
Os valores das multas foram atualizados com base na Unidade de Valor Tributário, abandonando a indexação pelo salário mínimo. Atravessar fora da faixa ou ignorar o semáforo pode resultar em cobranças que chegam a COP 161.035, o equivalente a aproximadamente R$ 218 na cotação atual.
Quais comportamentos geram multa para quem anda a pé?
As infrações cometidas por quem não está em veículos motorizados geralmente envolvem a obstrução do fluxo ou a exposição ao perigo desnecessário. De acordo com os regulamentos da Secretaria de Mobilidade de Bogotá, a prioridade é educar o cidadão sobre o uso correto das calçadas e passarelas.
O governo colombiano oferece um incentivo para quem deseja aprender com o erro: a conclusão de um curso de segurança viária garante 50% de desconto no valor da autuação. Confira abaixo as principais situações passíveis de punição financeira para o pedestre:
- Andar pela pista de rolamento quando houver calçada disponível.
- Cruzar a via fora da faixa de pedestres ou em locais sem sinalização.
- Utilizar passarelas de forma incorreta ou ignorar sua existência em vias de fluxo rápido.
- Agarrar-se em veículos em movimento para facilitar o deslocamento.
O que diz o Código de Trânsito Brasileiro sobre o tema?
No Brasil, a previsão legal de multar quem anda a pé existe desde a criação do CTB em 1997, embora a aplicação prática seja extremamente rara. O artigo 254 descreve seis condutas proibidas, classificando todas elas como infrações de natureza leve.
Diferente das multas para carros, a punição para o pedestre infrator equivale a 50% do valor de uma multa leve padrão. Segundo diretrizes do Ministério dos Transportes, o valor atualizado gira em torno de R$ 44,19, mas a falta de um procedimento para lavrar o auto sem o CPF dificulta a cobrança.
Por que a comparação entre os países é relevante?
A nova regra colombiana foca na redução drástica de mortes no trânsito, um problema que também assola as metrópoles brasileiras. Dados do Observatório Nacional de Segurança Viária indicam que o Brasil registrou mais de 33 mil mortes em acidentes apenas no ano de 2022.
A experiência internacional mostra que a fiscalização punitiva, quando aliada a programas educativos, altera o comportamento da população. A tabela a seguir compara as principais diferenças na gestão do trânsito entre as duas nações no exercício de 2026:
Como evitar autuações e garantir a segurança nas ruas?
Independentemente da rigidez da nova regra, o respeito às faixas de travessia e à sinalização luminosa é a melhor forma de preservar a vida. Em grandes centros urbanos, a pressa muitas vezes leva o pedestre a cruzar vias de alta velocidade de forma perigosa, aumentando o risco de atropelamentos.
Fique atento às atualizações da Lei nº 14.599/2023, que reforçou a responsabilidade das prefeituras na gestão do tráfego local. O planejamento de uma cidade mais segura passa pela conscientização de todos os agentes envolvidos, garantindo que o direito de ir e vir não comprometa a integridade física de ninguém.