O governo das Maldivas confirmou a recuperação dos corpos de cinco mergulhadores italianos que morreram durante uma expedição em cavernas submarinas no Atol de Vaavu, em um dos acidentes mais graves já registrados no país.
Como foi o caso dos mergulhadores italianos nas Maldivas?
O grupo de mergulhadores italianos desapareceu após uma imersão em áreas profundas e de difícil acesso no arquipélago das Maldivas. As vítimas realizavam uma exploração em cavernas submarinas quando o acidente ocorreu.
Segundo autoridades locais, cinco italianos morreram, sendo que um dos corpos havia sido recuperado na última quinta-feira (15/5), enquanto os demais foram localizados e resgatados nesta segunda-feira (18/5).
Como foi o resgate de alto risco nas cavernas submarinas?
A operação de busca foi classificada como extremamente perigosa devido às condições do ambiente subaquático, com profundidades elevadas e correntes imprevisíveis. Equipes locais contaram com apoio internacional para concluir a missão.
Para reforçar a operação, três mergulhadores finlandeses especializados em cavernas subaquáticas se juntaram às equipes de resgate. A ação, no entanto, também resultou em outra tragédia durante os trabalhos:
- O sargento-mor Mohamed Mahudhee morreu durante as buscas
- A causa foi associada a complicações por descompressão
- A operação envolveu áreas consideradas inacessíveis até para mergulhadores experientes
- Autoridades classificaram o resgate como um dos mais arriscados já realizados no país
Quem eram as vítimas do acidente de mergulho?
As vítimas faziam parte de um grupo experiente de mergulhadores, pesquisadores e profissionais ligados à biologia marinha e ao mergulho técnico. Todos estavam em uma expedição científica e recreativa.
Entre os nomes confirmados pelas autoridades italianas estão profissionais e familiares ligados à área acadêmica e ao mergulho profissional:
- Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova
- Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica e filha de Monica
- Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim
- Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho de Pádua (corpo recuperado anteriormente)
- Federico Gualtieri, instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha
As vítimas estavam em uma das regiões mais procuradas por mergulhadores experientes no Oceano Índico.
Onde ocorreu o acidente no Atol de Vaavu?
O acidente aconteceu no Atol de Vaavu, a cerca de 65 quilômetros da capital Malé, em uma região conhecida por sua biodiversidade e formações submarinas complexas.
Os mergulhadores exploravam cavernas a aproximadamente 50 metros de profundidade, bem abaixo do limite recomendado para mergulho recreativo, que gira em torno de 30 metros. O local é formado por recifes, ilhas e canais profundos, sendo famoso entre turistas, mas também reconhecido por sua dificuldade técnica e riscos elevados.
Por que o local é considerado perigoso para mergulho?
Apesar da beleza natural, a região do acidente é marcada por condições que aumentam significativamente o risco de incidentes subaquáticos. Correntes fortes e estruturas estreitas tornam a navegação difícil. Além disso, a profundidade das cavernas e a baixa visibilidade em alguns pontos elevam o nível de complexidade para qualquer operação de mergulho técnico.
Esse cenário ajuda a explicar por que acidentes são relativamente frequentes nas Maldivas, que já registraram 112 mortes em incidentes marítimos nos últimos seis anos, segundo autoridades locais.