A possível estreia do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro, reacendeu um debate jurídico e eleitoral no entorno da pré-campanha presidencial ligada ao senador Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, aliados avaliam o risco de o longa ser barrado pelo TSE durante o período eleitoral.
Qual documentário sobre Bolsonaro foi suspenso pelo TSE?
Nas eleições de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a suspensão do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, produzido pela Brasil Paralelo. A decisão ocorreu após pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro Benedito Gonçalves entendeu que a obra poderia ampliar a exposição eleitoral de Bolsonaro sob formato de documentário. O filme acabou liberado somente após o encerramento do segundo turno. As informações são da colunista Malu Gaspar, via jornal O Globo.
Filme “Dark Horse” preocupa aliados de Flávio Bolsonaro
Nos bastidores da direita, há receio de que o novo longa seja interpretado como instrumento de propaganda eleitoral antecipada. A produção recebeu financiamento de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, fato que já gerou desgaste político.
Parte da equipe ligada a Flávio avalia que o lançamento próximo às eleições poderia reabrir a polêmica envolvendo conversas atribuídas ao senador e ao empresário. Outros aliados defendem antecipar a estreia para reduzir o impacto do assunto.
Como a produção internacional aposta em ator famoso?
O filme terá o ator norte-americano Jim Caviezel no papel de Bolsonaro. Segundo informações divulgadas no site IMDb, integrantes do clã Bolsonaro também aparecem na trama com personagens específicos. Entre os nomes já ligados à produção estão:
- Michelle Bolsonaro
- Carlos Bolsonaro
- Eduardo Bolsonaro
- Flávio Bolsonaro, interpretado pelo ator Marcus Ornellas
Qual a comparação com desfile pró-Lula?
Aliados de Flávio Bolsonaro também recordam um episódio recente envolvendo o carnaval. Em fevereiro, o TSE rejeitou pedidos para impedir um desfile da escola Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula.
O espetáculo exibido na televisão trouxe referências ao Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e críticas a Bolsonaro. Mesmo após questionamentos apresentados pelo PL, o caso acabou arquivado pela Justiça Eleitoral.
Como as diferenças entre os casos podem influenciar decisão?
Há uma distinção considerada importante por especialistas e integrantes da campanha bolsonarista. Em 2022, Bolsonaro era candidato à reeleição e aparecia diretamente como protagonista do documentário suspenso pelo TSE.
Agora, embora “Dark Horse” trate da trajetória do ex-presidente, quem deve disputar a eleição é Flávio Bolsonaro. Ainda assim, interlocutores reconhecem que a Justiça Eleitoral poderá analisar o contexto político e o impacto do longa sobre o eleitorado.
Lançamento perto das eleições amplia tensão política
A previsão atual é que “Dark Horse” chegue aos cinemas em setembro, apenas um mês antes do primeiro turno presidencial. O calendário acendeu alerta entre aliados do senador, que acompanham o risco de novas disputas judiciais.
Nos bastidores, o entendimento é que qualquer decisão do TSE sobre o filme poderá criar um precedente relevante para futuras produções audiovisuais ligadas a campanhas eleitorais no Brasil.