Quase um mês após sofrer uma derrota inédita no Senado, o ministro da AGU, Jorge Messias, voltou a se reunir com aliados do governo em Brasília e reacendeu as discussões sobre uma possível nova indicação ao STF pelo presidente Lula.
Como Jorge Messias reencontrou aliado de Lula após derrota no Senado?
O advogado-geral da União participou de um jantar na segunda-feira (25/5) com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Segundo aliados, foi o primeiro encontro entre os dois desde a rejeição da indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal, em 29 de abril.
A reunião ocorreu em Brasília e também contou com a presença do senador Weverton Rocha (PDT-MA), responsável pela relatoria da indicação no Senado. O encontro foi visto como um gesto político importante após semanas de especulações nos bastidores. As informações são do Metrópoles.
Como a derrota histórica de Messias gerou suspeitas no governo?
Após a rejeição do nome de Jorge Messias pelos senadores, surgiram rumores de que aliados do governo teriam falhado na articulação política. Parte do entorno do ministro chegou a levantar suspeitas sobre a atuação de Jaques Wagner durante a votação.
Mesmo diante das especulações, Messias evitou ampliar a crise interna. O chefe da AGU chegou a agradecer publicamente o apoio recebido do líder do governo durante todo o processo de indicação ao STF.
Qual a relação entre Messias e Jaques Wagner?
A proximidade entre os dois políticos não começou agora. Antes de assumir o comando da Advocacia-Geral da União, em 2023, Jorge Messias trabalhou como chefe de gabinete de Jaques Wagner no Congresso Nacional.
Aliados afirmam que a relação de amizade entre ambos ajudou a reduzir os ruídos após a derrota no Senado. O jantar teria servido também para alinhar estratégias políticas e diminuir tensões internas no governo Lula.
Lula avalia insistir na indicação de Messias ao STF
Nos bastidores do Palácio do Planalto, cresce a possibilidade de o presidente Lula tentar novamente indicar Jorge Messias para uma vaga no Supremo. A movimentação ganhou força após sinais enviados pelo próprio presidente a integrantes do governo. Entre os fatores que alimentam essa hipótese, estão:
- o apoio de aliados próximos ao presidente;
- a defesa pública da prerrogativa presidencial;
- a tentativa do governo de reforçar sua articulação política;
- a relação de confiança entre Lula e Jorge Messias.
Integrantes do Planalto saem em defesa da nova indicação
Na segunda-feira, o secretário especial para Assuntos Jurídicos do Planalto, Marcelo Weick, publicou um artigo defendendo o direito de Lula de reenviar o nome de Jorge Messias ao STF. O texto foi divulgado pelo portal especializado Jota.
O artigo também recebeu a assinatura de Ademar Borges Filho, atual secretário-executivo do Ministério da Justiça. A publicação reforçou o discurso de que a Constituição permite ao presidente insistir na escolha de um indicado rejeitado anteriormente.
Como o governo tenta reorganizar articulação após crise no Senado?
A derrota de Jorge Messias no Senado foi interpretada por integrantes do governo como um dos momentos mais delicados da articulação política de Lula em 2026. O episódio expôs dificuldades na construção de maioria dentro da Casa.
Agora, o Planalto trabalha para reorganizar sua base aliada e evitar novos desgastes em votações estratégicas. O reencontro entre Messias e Jaques Wagner é visto por aliados como um sinal de reaproximação e tentativa de reconstrução política dentro do governo.