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Vice-presidente da GM alerta donos de carros da Chverolet que trocar correia banhada a óleo não é tão simples quanto parece

Por Guilherme Silva
10/abr/2026
Em Geral
Vice-presidente da GM alerta donos de carros da Chverolet que trocar correia banhada a óleo não é tão simples quanto parece

Lubrificação adequada previne degradação mecânica e assegura longevidade aos motores turbo modernos

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A manutenção da correia banhada a óleo tornou-se um tema central para proprietários de veículos como Onix e Tracker. O alerta recente da montadora reforça que a negligência nesse componente pode causar danos irreversíveis ao motor.

O que é o sistema de correia banhada a óleo nos motores modernos?

Diferente do sistema seco tradicional, a correia banhada a óleo trabalha lubrificada internamente nos motores 1.0 e 1.2 turbo de 3 cilindros. Essa engenharia reduz o ruído, diminui a vibração e melhora a eficiência energética do veículo no dia a dia.

Contudo, essa tecnologia exige que o lubrificante esteja sempre em perfeitas condições. Caso o motorista utilize um produto fora das especificações, a borracha da correia começa a se decompor, soltando detritos que entopem a bomba de óleo e comprometem todo o conjunto mecânico.

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Correia degradada soltando detritos em óleo contaminado
Correia degradada soltando detritos em óleo contaminado

Qual foi o alerta feito pelo vice-presidente da GM?

Em entrevista ao portal AutoPapo, Fábio Rua, vice-presidente da GM para o Brasil e América do Sul, destacou que o procedimento de troca é mais complexo do que parece. Segundo o executivo, a intervenção exige ferramentas específicas e um conhecimento que muitas oficinas independentes ainda não possuem.

O alerta foi dado em conversa com os jornalistas Boris Feldman e Felipe Boutros, do AutoPapo, reforçando que o uso de óleos sem a certificação correta é a principal causa de problemas. A General Motors mantém o sistema por sua leveza, mas exige fidelidade absoluta ao plano de manutenção oficial.

Quanto custa manter ou consertar esse sistema em 2026?

Os valores para cuidar da correia banhada a óleo variam drasticamente dependendo do estado de conservação do motor. Manter as revisões em dia é significativamente mais barato do que lidar com as consequências de uma contaminação por borra química.

Para ajudar no planejamento financeiro, apresentamos a estimativa de custos para diferentes cenários de manutenção:

Custos de manutenção para evitar dor de cabeça - correia banhada a óleo
Custos de manutenção para evitar dor de cabeça

Como garantir que a correia dure até 240 mil quilômetros?

A fabricante afirma que o componente foi projetado para durar 240 mil km ou 15 anos (o que ocorrer primeiro), desde que as regras sejam seguidas à risca. O ponto mais crítico é o uso exclusivo do óleo com certificação Dexos 1 Gen 3, que contém aditivos específicos para não agredir a borracha da correia.

Seguir o manual é a única forma de evitar que o sistema se torne uma armadilha financeira. Confira os passos essenciais para a preservação do motor:

  • Troca de óleo rigorosamente a cada 10 mil km ou 1 ano.
  • Uso obrigatório de lubrificante com certificação Dexos 1 Gen 3 original.
  • Agendamento de inspeções periódicas através do aplicativo Meu Chevrolet.
  • Evitar o uso de solventes ou aditivos de óleo não homologados pela marca.
  • Realizar serviços pesados apenas na rede de concessionárias autorizadas.

Por que a montadora não utiliza corrente de comando nesses motores?

Muitos motoristas questionam a escolha da GM pela borracha em vez da corrente metálica, que teoricamente dura mais. A explicação técnica reside no peso e no consumo de combustível, já que a corrente exigiria um redesign completo do bloco do motor.

De acordo com dados da Chevrolet, a correia lubrificada permite que o motor opere de forma mais silenciosa e atenda às metas rígidas de emissões. Além disso, nos modelos mais recentes, a borracha foi reformulada para ser mais tolerante a variações térmicas.

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