Fundada em 1549, Salvador foi a primeira capital do Brasil e ainda guarda o maior conjunto de arquitetura colonial da América Latina. O ar de cidade-mãe se sente em cada ladeira de pedra da capital baiana.
A cidade que nasceu para ser o coração da colônia
A escolha do sítio não foi por acaso. Portugal queria um ponto estratégico na costa brasileira, com defesa natural e acesso rápido ao mar, e encontrou tudo isso na entrada da Baía de Todos os Santos.
O traçado seguiu a topografia acidentada, dividindo Salvador em Cidade Alta, com funções administrativas e religiosas, e Cidade Baixa, voltada ao porto e ao comércio. Esse desenho original ainda organiza o centro histórico, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como um dos mais importantes exemplares do urbanismo ultramarino português.
Por que o Pelourinho virou Patrimônio da Humanidade?
O Pelourinho foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1985. O título reconhece um acervo de cerca de 3 mil edifícios construídos entre os séculos XVIII e XX, espalhados por ladeiras de paralelepípedo e largos coloridos.
Caminhar por ali é entender por que Salvador é chamada de Roma Negra. A densidade de tradições afro-brasileiras se manifesta em rodas de capoeira, batuques de blocos como Olodum e nos terreiros de candomblé que sobrevivem à pressão do tempo.
O vídeo do canal “Sonhe Alto Viagens” apresenta um roteiro completo de 5 dias em Salvador, Bahia, atualizado para 2026, com dicas de quem morou na cidade por 14 anos.
O que visitar além do centro histórico na capital baiana?
A cidade tem mais de 50 km de orla e atrações que vão muito além das fachadas coloridas do Pelô. Algumas ficam a poucos minutos do centro.
- Igreja e Convento de São Francisco: interior quase inteiramente revestido em ouro, classificada como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.
- Elevador Lacerda: liga a Cidade Alta à Cidade Baixa em segundos e abre uma vista completa da Baía de Todos os Santos.
- Farol da Barra: o Forte de Santo Antônio abriga o Museu Náutico da Bahia e é parada obrigatória no fim de tarde.
- Mercado Modelo: prédio tombado pelo IPHAN, com mais de 260 lojas de artesanato em dois pavimentos.
- Basílica do Senhor do Bonfim: famosa pelas fitinhas coloridas e pela tradicional Lavagem em janeiro.
- Dique do Tororó: lago urbano com oito esculturas de orixás flutuando sobre a água.
O que comer em Salvador para entender a cidade
A gastronomia baiana é tão importante que o ofício de baiana do acarajé foi reconhecido pelo IPHAN em 2005 como Patrimônio Cultural do Brasil. Cada prato carrega séculos de fusão entre África, Portugal e povos originários.
- Acarajé: bolinho de feijão-fradinho frito em azeite de dendê, recheado com vatapá, caruru e camarão seco.
- Moqueca baiana: peixe ou frutos do mar cozidos lentamente em panela de barro, com leite de coco e dendê.
- Bobó de camarão: creme de mandioca com camarão, dendê e leite de coco, servido com arroz.
- Vatapá: pasta espessa feita com pão, camarão, amendoim, castanha e leite de coco.
- Cocada: doce vendido nos tabuleiros das baianas em dezenas de versões e cores.
Quando o clima favorece cada tipo de passeio
Salvador tem sol o ano inteiro, mas o regime de chuvas varia bastante. O verão é mais seco e os meses do outono concentram as chuvas mais fortes da costa.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar e circular pela primeira capital do país
O Aeroporto Internacional de Salvador recebe voos diretos de praticamente todas as capitais brasileiras e de várias cidades europeias. Do aeroporto ao centro são cerca de 28 km, com ligação por metrô, ônibus e aplicativos de transporte. Dentro da cidade, o metrô é prático para deslocamentos mais longos, e o Uber costuma ser a opção mais usada para chegar aos pontos turísticos.
Vá conhecer a cidade onde o Brasil começou
Salvador reúne história, fé, ritmo e mar em uma combinação que poucas cidades do mundo entregam. É impossível atravessar o Pelourinho ou ver o pôr do sol na Baía de Todos os Santos sem entender por que a capital baiana ganhou o apelido de Capital da Alegria.
Você precisa subir a Cidade Alta e sentir Salvador, a única cidade brasileira que respira história colonial e batuque afro ao mesmo tempo.