Um mês após a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, a investigação da Polícia Federal entra na fase final, ainda dependendo de exames essenciais para esclarecer todos os detalhes do caso.
O que falta para a Polícia Federal concluir o inquérito?
A Polícia Federal aguarda dois laudos considerados decisivos para encerrar o caso: o toxicológico e o necroscópico. Esses exames devem confirmar a causa da morte e se houve qualquer interferência externa.
Enquanto isso, a investigação já aponta que Mourão teria tentado tirar a própria vida, vindo a óbito após sofrer com a falta de oxigenação no cérebro. A conclusão final será enviada ao Supremo Tribunal Federal ainda neste mês.
Quais foram os principais resultados das perícias realizadas sobre Sicário?
Até o momento, cinco perícias foram conduzidas, sendo que três já tiveram seus laudos concluídos. Elas analisaram o local da cela, as roupas do preso e o celular disponibilizado para contato com familiares.
Nos exames, não foram encontrados vestígios de drogas nas roupas, e as imagens da carceragem indicam que Mourão estava sozinho na cela. Os registros também mostram que ele recebeu atendimento dos agentes após o incidente.
Como a ligação misteriosa de Sicário ainda intriga os investigadores?
Um dos pontos que seguem em aberto envolve uma ligação feita por Mourão após a prisão. Ele tentou contato com familiares e com uma terceira pessoa ainda não identificada pela PF.
A corporação continua investigando para descobrir quem era esse interlocutor. A identificação pode trazer novos elementos relevantes sobre os últimos momentos do empresário antes da morte.
Como foi a cronologia desde a prisão até a morte?
A sequência de acontecimentos é considerada crucial para entender o caso. Abaixo, os principais momentos do dia da prisão:
- 6h: Mourão é preso em casa durante operação da PF
- 9h: Chegada à carceragem em Belo Horizonte
- 12h: Interrogatório por cerca de duas horas
- 15h20: Tentativa de suicídio na cela
- 16h15: Chegada do Samu
- 17h56: Internação no Hospital João XXIII
Dois dias depois, foi confirmado o falecimento após o protocolo de morte encefálica. A linha do tempo reforça o intervalo entre o ocorrido e o início do socorro.
O que mostram as imagens e o atendimento prestado?
As câmeras de segurança da carceragem foram analisadas detalhadamente pela PF. As imagens mostram que Mourão estava sozinho e não houve interferência de terceiros no momento do ocorrido.
Após cerca de dez minutos, os agentes perceberam a situação e iniciaram manobras de reanimação, incluindo massagem cardíaca. O atendimento de emergência foi acionado logo em seguida.
O que pode acontecer após a conclusão do caso?
Com a finalização do inquérito, a defesa e familiares devem decidir os próximos passos. Entre as possibilidades está o pedido de uma investigação paralela ou até uma ação judicial contra o Estado.
Nos bastidores, a estratégia dependerá diretamente dos resultados finais dos laudos. O desfecho do caso pode ter impacto relevante tanto no campo jurídico quanto na repercussão pública.