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Início Política

Acordo na Câmara barra o ‘PL da misoginia’ em 2026

Por Junior Melo
09/abr/2026
Em Política
Deputado Nikolas Ferreira reage ao receber óleo de peroba 'de presente' de deputada do Psol

Nikolas Ferreira - Foto: Instagram

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O projeto que ficou conhecido como “PL da misoginia” não deve avançar na Câmara em 2026 após um acordo entre lideranças partidárias, adiando a discussão para depois das eleições.

Por que o PL da misoginia não será votado neste ano?

A decisão de não pautar o projeto foi tomada em reunião de líderes na Câmara dos Deputados. Segundo Nikolas Ferreira, houve consenso para adiar a análise até o período pós-eleitoral.

O presidente da Casa, Hugo Motta, confirmou o entendimento. Com isso, o texto permanece parado, sem previsão de votação nos próximos meses. Veja o vídeo publicado por Nikolas:

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PL da “Misoginia” enterrado. Continuamos na luta da defesa REAL das mulheres. A pressão funciona 👍🏻 pic.twitter.com/WzNNh5Yvm3

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 8, 2026

O que prevê o projeto aprovado no Senado?

A proposta já foi aprovada pelo Senado em março e aguarda apreciação dos deputados. O texto busca incluir a misoginia na Lei do Racismo, ampliando a proteção legal contra discriminação.

Na prática, o projeto estabelece pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa. A medida tem como objetivo endurecer punições para condutas consideradas discriminatórias contra mulheres.

Quais são as críticas levantadas por parlamentares?

Deputados contrários ao projeto apontam preocupações com o alcance da proposta. Para Nikolas Ferreira, o texto pode abrir margem para interpretações amplas.

Ele afirmou que a lei poderia se tornar um instrumento subjetivo, com potencial de restringir manifestações. O parlamentar também questionou possíveis enquadramentos dentro da norma.

Quais argumentos foram usados contra o projeto?

Nos bastidores, parte da resistência ao projeto se baseia em pontos considerados controversos. Entre os principais argumentos apresentados por críticos, destacam-se:

  • Possível uso da lei para limitar a liberdade de expressão
  • Interpretações amplas sobre o que configura misoginia
  • Risco de censura indireta em debates públicos
  • Dúvidas sobre termos e definições incluídas no texto

Esses pontos foram reforçados por Gustavo Gayer, que classificou a proposta como uma possível forma de censura à população.

O que dizem os bastidores do acordo político?

O adiamento da votação foi resultado de um acordo entre líderes partidários, embora os detalhes não tenham sido divulgados oficialmente. A decisão indica uma tentativa de evitar temas sensíveis durante o período eleitoral.

Esse tipo de articulação é comum em momentos estratégicos, quando pautas polêmicas podem gerar desgaste político. Assim, o projeto acabou sendo retirado da agenda imediata da Câmara.

Quando o projeto pode voltar à pauta?

Com o acordo firmado, o texto só deve voltar a ser discutido após as eleições. Até lá, permanece sem avanço legislativo e sem novas movimentações relevantes.

A retomada do debate dependerá do cenário político e da disposição das lideranças. Por enquanto, o PL da misoginia segue “engavetado”, sem prazo definido para votação.

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