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A única cidade brasileira na lista mundial da gastronomia, tem um mercado de 1625 e serve açaí salgado com peixe frito

Por Maura Pereira
07/abr/2026
Em Geral
A cidade perto da Amazônia que está conquistando o Brasil com sua gastronomia premiada pelo sabor

Belém é rara: uma metrópole onde a floresta, o rio e a cidade se encontram no mesmo horizonte. / Imagem ilustrativa

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Na foz da Amazônia, às margens da Baía do Guajará, uma metrópole de 1,4 milhão de habitantes mistura prédios do ciclo da borracha com cheiro de tucupi fresco e pregão de vendedores de açaí antes do sol nascer. Belém é a única cidade do Brasil na Rede de Cidades Criativas da Gastronomia da UNESCO (desde 2015), abriga o maior mercado a céu aberto da América Latina e serve pratos com ingredientes que não existem em nenhum outro lugar do mundo. Em novembro de 2025, a capital do Pará sediou a COP30, a primeira conferência climática da ONU realizada na Amazônia.

O forte que virou cidade e o mercado que nasceu de um posto de impostos

Francisco Caldeira Castelo Branco fundou Belém em 12 de janeiro de 1616, erguendo o Forte do Presépio na foz do igarapé Piry para proteger a entrada da Amazônia de corsários europeus. O povoado recebeu o nome de Feliz Lusitânia e cresceu ao redor da fortaleza, formando o bairro hoje conhecido como Cidade Velha.

Em 1625, os portugueses instalaram a Casa de Haver o Peso, um posto de aferição de mercadorias e arrecadação de impostos. O nome deformou-se ao longo dos séculos e batizou o Mercado Ver-o-Peso, tombado pelo IPHAN em 1977. Com quase 400 anos de história e 25 mil m² de área, o complexo reúne o Mercado de Carne, o Mercado de Peixe, a Feira do Açaí, praças e o casario do Boulevard Castilhos França. Quem chega ao amanhecer vê barcos descarregando açaí, peixe fresco e frutas que o restante do Brasil nem conhece pelo nome.

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A cidade também possui um porto movimentado, recebendo navios de cruzeiro e embarcações regionais que navegam pelos rios da Amazônia. / Créditos: depositphotos.com / gustavofrazao

Açaí salgado, tacacá que adormece a boca e maniçoba de 7 dias

Em Belém, açaí é refeição, não sobremesa. A polpa grossa é servida em tigela ao lado de peixe frito e farinha de mandioca, sem açúcar, sem granola, sem banana. Essa é a versão original, diferente da que o Sudeste popularizou. A culinária paraense nasce da fusão de saberes indígenas, africanos e portugueses, com receitas que carregam mais de 300 anos de história.

  • Tacacá: caldo quente de tucupi (extraído da mandioca brava) com goma de tapioca, camarão seco e jambu, a planta que provoca dormência e formigamento na boca. Servido em cuias pelas tacacazeiras de rua ao entardecer.
  • Pato no tucupi: prato emblemático do Pará. O pato é assado e cozido no tucupi fermentado com jambu e ervas. Presença obrigatória no almoço do Círio de Nazaré.
  • Maniçoba: chamada de “feijoada paraense”, leva folha de mandioca brava (maniva) cozida por até sete dias para eliminar o ácido cianídrico. Depois ganha carnes salgadas e defumadas.
  • Filé de filhote empanado: servido com açaí grosso e farinha de tapioca no Ver-o-Peso. O peixe filhote, o dourado e o pirarucu são espécies que só existem nos rios amazônicos.

O vídeo “BELÉM (PARÁ). A Metrópole da Amazônia é a melhor cidade do Norte do Brasil?”, do canal Coisas do Mundo, apresenta uma visão abrangente da capital paraense, destacando sua importância histórica, econômica e cultural

O Círio que reúne milhões e transforma outubro em mês sagrado

O Círio de Nazaré é a maior procissão católica do Brasil e uma das maiores do mundo. Todo segundo domingo de outubro, milhões de devotos tomam as ruas de Belém para acompanhar a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. A corda que liga o berlinda à multidão é símbolo de sacrifício e união, conectando pessoas de todas as classes sociais. A “Quadra Nazarena”, período de festividades que cerca o Círio, transforma a cidade por semanas com festas, feiras de artesanato e o tradicional almoço do Círio, onde o pato no tucupi é protagonista.

A energia cultural não se limita a outubro. O carimbó (patrimônio imaterial do Brasil), o tecnobrega e as festas de aparelhagem sonora fazem de Belém uma das capitais musicais mais originais do país. Os casarões da Cidade Velha, os azulejos portugueses e os boulevards do ciclo da borracha convivem com a floresta que cerca a cidade em todas as direções.

O que visitar na porta de entrada da Amazônia?

Belém concentra patrimônio histórico, natureza de várzea e orla fluvial em distâncias curtas.

  • Mercado Ver-o-Peso: maior feira a céu aberto da América Latina. Açaí fresco, peixes, frutas regionais, ervas e “mandingas” amazônicas. Funciona de segunda a sábado, das 5h às 18h30.
  • Estação das Docas: antigo porto revitalizado em 2000, com restaurantes, espaços culturais e vista para a Baía do Guajará.
  • Theatro da Paz: inaugurado em 1878, em estilo neoclássico. Pinturas de Domenico de Angelis no teto. Símbolo da riqueza do ciclo da borracha.
  • Forte do Presépio e Cidade Velha: marco fundador de Belém (1616). Museu, casarões coloniais e a Catedral da Sé.
  • Ilha do Combu: a 15 minutos de barco. Cultivo de açaí, trilhas na mata, restaurantes à beira do rio e produção de chocolate de cacau nativo.
  • Mangal das Garças: parque naturalístico com viveiros de aves, borboletário e mirante com vista para a cidade.
A cidade perto da Amazônia está conquistando moradores com seu bem-estar e surpreende quem não conhece
Belém é a capital do Pará, localizada na foz do rio Amazonas, com rica história e cultura. // Reprodução: Wikimedia Commons

Quando ir a Belém e como é o clima?

O clima é equatorial úmido, quente o ano inteiro (23-33°C). Chove quase todos os dias, mas a intensidade varia. O “inverno amazônico” (janeiro a maio) concentra as chuvas mais fortes. O período mais seco (junho a novembro) favorece passeios ao ar livre.

🌧️ Chuvoso
Janeiro a Maio
24°C a 32°C
Temperatura
Conhecido como o “inverno amazônico”. É o tempo de explorar o Ver-o-Peso, os museus e se refugiar na inigualável gastronomia local.
⛈️ Chuva Alta
☀️ Seco
Junho a Novembro
24°C a 33°C
Temperatura
Época do Círio de Nazaré (outubro). Perfeito para as ilhas, pôr do sol na Estação das Docas e passeios de barco.
🌤️ Chuva Baixa
⛅ Transição
Dezembro
24°C a 32°C
Temperatura
O início das chuvas mais frequentes. Ideal para as festas de fim de ano e para conhecer o revitalizado Mercado de São Brás.
🌦️ Chuva Média

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

A cidade perto da Amazônia está conquistando moradores com seu bem-estar e surpreende quem não conhece
Belém encanta com suas praças, mercados populares e culinária típica amazônica. // Créditos: YouTube @partiubr

Como chegar à metrópole da Amazônia

O Aeroporto Internacional Val-de-Cans recebe voos diretos de São Paulo, Brasília, Manaus e outras capitais. Dentro de Belém, a combinação de táxi, aplicativo e barco é a forma mais prática de circular entre o centro e as ilhas. A Ilha do Marajó, famosa pela fauna e pelas praias fluviais, fica a algumas horas de balsa. A Agência Gov (Governo Federal) mantém informações sobre a cidade no contexto da COP30 e do turismo gastronômico.

Prove o prato que a floresta inventou

Belém é a metrópole onde o mercado mais antigo do Brasil acorda antes do sol, o açaí é salgado e acompanha peixe, o tacacá adormece a boca, a maniçoba cozinha por uma semana e o Círio reúne milhões numa corda só. A UNESCO reconheceu em 2015 o que os belenenses já sabiam: a culinária que nasce da floresta, do rio e da mão indígena é patrimônio do mundo. A COP30 mostrou ao planeta que a porta da Amazônia tem endereço, cheiro de tucupi e gosto de jambu.

Você precisa chegar ao Ver-o-Peso de madrugada, pedir um açaí grosso com filé de filhote, ver o sol nascer sobre a Baía do Guajará e entender por que Belém é a única cidade brasileira que a UNESCO colocou na lista da gastronomia mundial.

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