As crianças das décadas de 1960 e 1970 eram consideradas “fortes”, mas a psicologia revela que grande parte dessa força veio da negligência emocional, não de uma criação superior. Entenda o que isso significa para a saúde mental dos adultos de hoje.
O que a psicologia diz sobre a criação nas décadas de 1960 e 1970?
A psicologia aponta que modelos parentais dessas décadas eram mais permissivos em relação à supervisão e menos focados em validação emocional. Isso resultava em crianças com maior independência prática, porém com menor suporte afetivo estruturado. Crianças das décadas de 1960 e 1970 frequentemente precisavam lidar sozinhas com frustrações, conflitos e emoções, o que contribuiu para o desenvolvimento de estratégias próprias de enfrentamento.
Negligência pode gerar autorregulação emocional?
De acordo com os estudos de Huang (2025), a autorregulação emocional pode surgir tanto de ambientes saudáveis quanto de contextos adversos, onde a ausência de suporte força a criança a criar mecanismos internos para gerir o stresse.
Contudo, essa autorregulação pode não ser saudável, estando frequentemente associada à repressão emocional ou à dificuldade de expressão afetiva. O controlo psicológico e a superproteção parental podem, assim, comprometer o bem-estar e aumentar a vulnerabilidade a sintomas depressivos.
Quais características marcaram essas crianças?
Crianças das décadas de 1960 e 1970 desenvolveram traços comportamentais específicos, resultado direto do contexto social e familiar da época.
A tabela abaixo apresenta os perfis psicológicos observados e suas respectivas características:
Essa “força emocional” é realmente positiva?
A psicologia contemporânea questiona a ideia de que essa força emocional seja totalmente benéfica. Embora exista resiliência, também podem existir impactos negativos no bem-estar psicológico. Muitos adultos que cresceram nesse contexto apresentam desafios como dificuldade de conexão emocional, ansiedade reprimida e padrões de comportamento evitativos.