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Quem tem problema no coração pode ganhar R$ 1.621 por mês pelo programa do governo

Por Guilherme Silva
18/mar/2026
Em Geral
Quem tem problema no coração pode ganhar R$ 1.621 por mês pelo programa do governo

Pessoas com doenças cardíacas severas possuem direito ao auxílio assistencial de um salário mínimo

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Pessoas que sofrem de doenças cardíacas graves, como insuficiência cardíaca ou arritmias severas, podem ter direito ao BPC/LOAS. Em 2026, o valor deste auxílio assistencial é de R$ 1.621, correspondente ao salário mínimo nacional, sendo destinado a cidadãos que comprovem baixa renda e incapacidade de longo prazo.

O que é o BPC/LOAS e quem pode solicitar o benefício?

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é regido pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Diferente de uma aposentadoria, ele não exige contribuições prévias ao INSS. O foco é amparar pessoas com deficiência física ou mental que limite sua participação plena e efetiva na sociedade por mais de dois anos.

Para ter acesso, a renda familiar por pessoa deve ser de até 1/4 do salário mínimo (R$ 405,25 em 2026). No entanto, decisões judiciais têm flexibilizado esse cálculo, descontando gastos elevados com medicamentos e tratamentos contínuos que não são fornecidos gratuitamente pelo sistema público de saúde.

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Meu INSS - Créditos: depositphotos.com / rafapress
Perito do INSS avalia é a gravidade da limitação – Créditos: depositphotos.com / rafapress

Quais cardiopatias são aceitas na perícia médica do INSS?

Não existe uma lista fechada de CIDs que garanta o benefício automaticamente. O que o perito do INSS avalia é a gravidade da limitação. Pacientes classificados com NYHA III ou IV (limitação acentuada ou total para esforços físicos) possuem chances elevadas de aprovação.

Entre as condições mais comuns que geram o pagamento do benefício, destacam-se:

  • Insuficiência Cardíaca Congestiva (CID I50): Cansaço extremo e falta de ar.
  • Cardiomiopatias (CID I42): Alterações no músculo cardíaco que impedem o bombeamento.
  • Arritmias Graves (CID I47–I49): Batimentos irregulares com risco de desmaios (síncope).
  • Doença Coronária (CID I25): Obstruções graves nas artérias que nutrem o coração.

Como estruturar um laudo médico eficiente para aprovação?

Um laudo genérico é o principal motivo de negativa no INSS. O documento, emitido por um cardiologista, deve conter o diagnóstico preciso, o CID correspondente e, principalmente, a descrição das limitações do paciente no dia a dia, como a incapacidade de caminhar curtas distâncias sem fadiga extrema.

Além do laudo, exames complementares como o Ecocardiograma (com foco na Fração de Ejeção abaixo de 40%) e relatórios de internações recentes são fundamentais. O perito social também avaliará as condições de moradia e a vulnerabilidade da família para fechar o parecer favorável ao pagamento de R$ 1.621.

Confira a documentação essencial para o processo:

Passo a passo para solicitar o benefício em 2026

O primeiro passo obrigatório é a inscrição ou atualização no CadÚnico. Sem isso, o pedido sequer é analisado. Após essa etapa, o requerimento pode ser feito de forma totalmente digital pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135, agendando-se as perícias médica e social.

Caso o benefício seja negado inicialmente, o cidadão pode recorrer administrativamente ou ingressar com uma ação judicial. Na justiça, a avaliação costuma ser mais detalhada, levando em conta o contexto social real do enfermo.

Créditos: depositphotos.com / rafapress
Aplicativo Meu INSS – Créditos: depositphotos.com / rafapress

Quais são as limitações e regras do BPC?

É importante lembrar que o BPC/LOAS não paga 13º salário e não gera pensão por morte para os dependentes. Se o beneficiário falecer, o pagamento é cessado imediatamente. Além disso, o exercício de atividade remunerada é monitorado: desde 2019, a legislação permite trabalho por até dois anos sem cancelamento automático do benefício, mas a renda passa a ser reavaliada para verificar a manutenção dos critérios.

Manter o Cadastro Único atualizado a cada dois anos é vital para evitar bloqueios. Em 2026, a integração de sistemas do governo está mais rigorosa, cruzando dados bancários e de consumo para garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa de assistência para sobreviver com dignidade diante de uma doença cardíaca grave.

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