• Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
sábado, 28 de março de 2026
Terra Brasil Notícias
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Conecte-se
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
Terra Brasil Notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Início Geral

O “paraíso mágico” no Brasil tem águas que desafiam a gravidade e ninguém consegue afundar completamente

Por Maura Pereira
28/mar/2026
Em Geral
Com águas que desafiam a gravidade e ninguém afunda, esse paraíso no Brasil encanta com águas cristalinas e dunas imensas

Essa força impede que os visitantes toquem o fundo, mesmo em pontos com mais de 20 metros de profundidade. / Imagem ilustrativa

EnviarEnviarCompartilharCompartilhar

No leste do Tocantins, onde o sinal de celular some e o asfalto dá lugar a cerca de 165 km de estradas de areia, o Jalapão preserva um cerrado praticamente intocado. O “paraíso mágico” é um cenário que reúne dunas de tom alaranjado, nascentes de águas cristalinas que dão a sensação de não permitir que o corpo afunde e comunidades quilombolas que transformam a sempre-viva em fonte de renda, revelando a riqueza desse paraíso brasileiro.

Um parque gigante no coração do Brasil

Criado em 2001 pelo governo do Tocantins, o Parque Estadual do Jalapão completou 25 anos em janeiro de 2026. Com mais de 158 mil hectares concentrados no município de Mateiros, a unidade é administrada pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Em 2023, as áreas das dunas e da Serra do Espírito Santo receberam cerca de 54 mil visitantes.

O parque faz parte de um conjunto de áreas protegidas que inclui a APA do Jalapão, com 461 mil hectares, e a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins. Juntas, essas unidades formam o maior bloco contínuo de cerrado preservado em alto nível do Brasil. A região também abriga fauna ameaçada, como o pato-mergulhão.

Leia Também

As obras na BR-430/BA ganham destaque com investimento de R$ 33 milhões e impacto direto entre 5 municípios baianos

5 cortes de cabelo feminino para mulheres acima de 35 anos que valorizam o visual e estão em alta

A duplicação da BR-280/SC ganha força com 77% de execução e obras que mudam a mobilidade de 25 mil veículos por dia em Santa Catarina

O paraíso brasileiro onde a areia dourada e águas cristalinas se encontram em um mesmo cenário
Caminhe fácil pelas dunas do Jalapão, nade no Fervedouro do Ceiça e relaxe em veredas com palmeiras buriti no cerrado. // Créditos: depositphotos.com / pedromoraesphotos

O que são os fervedouros e por que ninguém afunda?

Os fervedouros são nascentes de rios subterrâneos onde a pressão da água que brota da areia cria um fenômeno chamado ressurgência. Essa força impede que os visitantes toquem o fundo, mesmo em pontos com mais de 20 metros de profundidade. A sensação é de flutuar sem esforço em piscinas naturais de tons entre o azul-turquesa e o verde-esmeralda.

Já foram descobertos mais de vinte fervedouros na região, cada um com tamanho e cor diferentes. O Fervedouro do Ceiça foi o primeiro a ser aberto ao turismo. O Fervedouro Bela Vista é considerado o mais bonito, com a maior piscina entre todos. O Buritizinho se destaca pela água de azul intenso. Todos exigem agendamento e acompanhamento de guia local.

O Jalapão, situado no extremo leste do Tocantins, é um dos destinos mais impressionantes do Brasil, conhecido pelas suas águas cristalinas, fervedouros únicos e paisagens de dunas alaranjadas. O vídeo é do canal Rolê Família, que conta com cerca de 52 mil subscritores, e apresenta um guia completo de 5 dias realizado com a agência Nativos Jalapão:

Dunas, cachoeiras e formações rochosas que mudam de cor

As Dunas do Jalapão nasceram da erosão do arenito da Serra do Espírito Santo. O vento moldou a areia fina ao longo de milhares de anos e criou as únicas dunas formadas dentro do bioma Cerrado. No fim da tarde, o dourado da areia se transforma em cobre, e o silêncio só é quebrado pelo vento que desce a serra. A visitação acontece entre 14h e 17h30.

  • Cachoeira da Velha: a maior queda do parque, com 15 metros de altura em formato de ferradura. O volume de água impede o banho, mas a Prainha do Rio Novo fica logo adiante.
  • Cachoeira do Formiga: poço de águas verde-esmeralda com fundo de areia branca. Trilha curta e acessível para famílias.
  • Pedra Furada: formação de arenito com aberturas esculpidas pelo vento, a 1,5 km de trilha leve. As frestas filtram a luz do pôr do sol.
  • Serra da Catedral: paredões de arenito que lembram torres góticas, a 35 km de Ponte Alta do Tocantins.
O paraíso brasileiro onde a areia dourada e águas cristalinas se encontram em um mesmo cenário
Jalapão oferece Fervedouro do Sussu, Cachoeira da Velha, Prainha do Rio Novo e Morro da Pedra para ecoturismo acessível. // Créditos: Wikipédia

Capim dourado: o ouro que nasce das veredas

O capim dourado não é capim. É uma sempre-viva (Syngonanthus nitens) nativa das veredas do Jalapão, cujo brilho dourado vem da alta concentração de alumínio no solo. Indígenas da etnia Xerente ensinaram a técnica de costura aos moradores da comunidade quilombola de Mumbuca, no início do século XX. Desde então, o saber passa de geração em geração.

Em 2024, Mateiros foi declarada Capital Nacional do Capim Dourado por lei federal. O artesanato é reconhecido como patrimônio cultural brasileiro. A colheita só é permitida entre 20 de setembro e 20 de novembro, e a matéria-prima não pode sair da região in natura. Na loja da Associação de Mumbuca, artesãs vendem bolsas, biojoias e mandalas costuradas com seda de buriti.

O que comer no cerrado profundo?

A culinária do Jalapão reflete a vida no campo e a riqueza do cerrado. As refeições são preparadas em fogão a lenha, com ingredientes colhidos no dia.

  • Paçoca de carne de sol: feita no pilão, servida com arroz, feijão e mandioca. É o prato mais tradicional da região.
  • Doces e sucos de buriti: a palmeira onipresente no Jalapão aparece em sobremesas, sorvetes e bebidas.
  • Galinha caipira: criada solta nos povoados, servida com arroz de pequi nos restaurantes comunitários.
As dunas nasceram da erosão natural das rochas de arenito da Serra do Espírito Santo. / Créditos: depositphotos.com / pedromoraesphotos

Quando ir ao Jalapão?

Faz calor o ano inteiro, mas há duas estações bem definidas. A seca, de maio a setembro, é a melhor época: estradas mais firmes, fervedouros mais cristalinos e céu aberto. Na estação chuvosa, de outubro a abril, a paisagem fica verde, mas os acessos podem virar atoleiros.

Sazonalidade e condições para atividades
Análise climática para planejamento de viagem e roteiros regionais
Estação
Meses
Temperatura
Chuva
O que fazer
Seca
Mai-Set
20-35°C ☀️
Baixa
Fervedouros, dunas e trilhas.
Chuvosa
Out-Abr
22-33°C 🌧️
Alta
Cachoeiras com volume cheio.
Informação: O período de seca é o mais indicado para garantir o acesso às dunas e fervedouros.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo para Mateiros, cidade-base do Jalapão. Condições podem variar.

Como chegar ao Jalapão saindo de Palmas?

O ponto de partida é Palmas, que recebe voos diretos de Brasília, São Paulo e Goiânia. De lá, são cerca de 300 km até Mateiros pela TO-050 e TO-255. O trecho asfaltado vai até Ponte Alta do Tocantins (135 km); depois, são 165 km de estrada de terra que exigem veículo 4×4. A viagem leva de cinco a seis horas. Agências credenciadas pelo Naturatins operam pacotes com transporte, guia e hospedagem.

O cerrado que ainda parece segredo

O Jalapão entrega o que poucos destinos brasileiros conseguem: silêncio absoluto, paisagens que mudam de cor a cada hora do dia e o encontro com comunidades que vivem do cerrado sem degradá-lo. Entre dunas, fervedouros e o brilho do capim dourado, a região prova que o interior do Brasil ainda guarda cenários capazes de surpreender viajantes experientes.

Você precisa cruzar o cerrado de janela aberta, flutuar num fervedouro e ver o sol desaparecer atrás das dunas para entender por que o Jalapão ainda parece um segredo bem guardado.

EnviarCompartilharTweet93Compartilhar148
ANTERIOR

A duplicação da BR-280/SC ganha força com 77% de execução e obras que mudam a mobilidade de 25 mil veículos por dia em Santa Catarina

PRÓXIMO

Anvisa proíbe venda de leite condensado comum em casas brasileiras e faz alerta aos consumidores

Please login to join discussion
grupo whatsapp

© 2023 Terra Brasil Notícias

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
  • Conecte-se