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Início Tecnologia

O maior ladrão de eletricidade pode não ser o ar-condicionado, e muita gente só percebe na conta

Por Larissa Hisashi
15/mar/2026
Em Tecnologia
O maior ladrão de eletricidade pode não ser o ar-condicionado, e muita gente só percebe na conta

Conjunto de TV e consoles pode consumir mais energia que ar-condicionado moderno

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Em muitas casas, o maior ladrão de eletricidade na sala não é o ar-condicionado, mas o conjunto que gira em torno da televisão. Quando TV grande, console de jogos, amplificador e box de streaming funcionam ao mesmo tempo, o consumo pode superar com folga o de um ar condicionado moderno em uso normal, algo que costuma aparecer na fatura ao fim do mês em períodos de jogos, maratonas de séries ou noites de cinema em família.

Quem é o verdadeiro ladrão de eletricidade na sala?

Ao observar só a etiqueta de consumo de uma TV ou de um ar-condicionado, a impressão pode ser enganosa. Um split eficiente opera entre 800 e 1.200 watts em uso típico, enquanto um conjunto com TV grande, console e amplificador pode ultrapassar 1.500 watts em jogos intensos ou filmes com som envolvente.

O que transforma o sistema de entretenimento no maior vilão é a soma dos aparelhos ligados por longos períodos. A TV pode consumir de 150 a 400 watts, o console mais de 200 watts em jogo intenso, e amplificador, caixas de som e boxes de streaming completam um consumo comparável a eletrodomésticos pesados.

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O maior ladrão de eletricidade pode não ser o ar-condicionado, e muita gente só percebe na conta
O maior gasto da sala pode estar no sistema de entretenimento (Créditos: depositphotos.com / pozitivo)

Por que o sistema de entretenimento consome energia mesmo em espera?

Boa parte do consumo não acontece apenas durante o uso intenso, mas também nos intervalos. Modos de espera, atualizações automáticas e downloads em segundo plano mantêm consoles, TVs e boxes ativas 24 horas, gerando o chamado consumo fantasma.

Vários dispositivos em standby, ligados o tempo todo, somam um gasto significativo ao mês. Recursos como streaming em 4K, alta taxa de atualização, brilho máximo e som elevado aumentam ainda mais a conta se os perfis de imagem não forem otimizados para eficiência energética.

Como medir o consumo de TV, console e box?

Medir o consumo é o ponto de partida para controlar o ladrão de eletricidade na sala. Sem dados concretos, decisões de economia ficam no campo das suposições, e muitos subestimam o impacto de manter o sistema ligado por horas diárias.

Um medidor de tomada simples mostra, em tempo real, quantos watts cada aparelho usa em jogo, pausa, espera e desligado na tomada. Assim fica claro, por exemplo, quando um console em standby à noite consome quase tanto, ao longo do mês, quanto o uso regular de um fogão elétrico.

Com mais de 130 mil visualizações, o vídeo do canal Elétrica de A à Z mostra como calcular corretamente o consumo de aparelhos:

Quais ações simples reduzem o consumo do entretenimento doméstico?

Com as medições em mãos, é possível definir ajustes práticos de uso diário que geram economia sem abrir mão do conforto. A seguir, algumas ações ajudam a cortar desperdícios no sistema de entretenimento:

  • Desligar consoles, boxes e amplificadores na tomada ou em régua com interruptor quando não houver uso por várias horas.
  • Usar tomadas inteligentes com temporizador para aparelhos que não precisam ficar ligados na madrugada.
  • Ativar modos de economia de energia na TV, reduzindo brilho excessivo e limitando a taxa de atualização.
  • Concentrar downloads e atualizações em horários curtos e programados, evitando funcionamento constante em segundo plano.
  • Reunir vários aparelhos em um único filtro de linha com chave, facilitando o desligamento completo ao final do dia.

Quando vale a pena trocar equipamentos para economizar energia?

Nem toda troca de aparelho traz o mesmo retorno financeiro, por isso é importante priorizar os maiores gastadores identificados na medição. TVs de plasma antigas, consoles de gerações passadas e amplificadores antigos costumam aparecer no topo da lista.

Em geral, vale começar substituindo a TV mais antiga por um modelo LED ou OLED eficiente, depois atualizar consoles e boxes com bons modos de suspensão, trocar amplificadores por barras de som mais econômicas e, por fim, adotar réguas e tomadas inteligentes para controlar melhor todo o sistema.

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