Um projeto de R$ 850 milhões para construir um terminal portuário e estaleiro no litoral norte do Rio de Janeiro será retomado ainda este ano. A BR Offshore anunciou que a pedra fundamental do empreendimento será lançada na próxima semana.
Qual é a importância do Complexo Logístico Farol/Barra do Furado?
O Complexo Logístico Farol/Barra do Furado terá foco nas atividades offshore do setor de petróleo e gás, com capacidade para atender também às futuras usinas eólicas no mar.
O projeto visa transformar a região de Quissamã e Campos em um polo estratégico de logística e serviços marítimos, promovendo desenvolvimento econômico local.
Por que o projeto foi interrompido no passado?
O projeto foi anunciado em 2011, com previsão de obras em 2012, e contaria com parte da infraestrutura financiada por prefeituras, estados e governo federal.
No entanto, a recessão de 2014 a 2016 e os impactos da Operação Lava-Jato sobre a indústria petrolífera levaram à paralisação das obras públicas iniciadas. Veja detalhes desse projeto no vídeo divulgado pelo Prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho:
Como será a retomada e o financiamento do projeto?
A retomada do projeto será impulsionada pela entrada do Banco Fator, que assumirá uma participação minoritária e liderará o financiamento do empreendimento.
O presidente da BR Offshore, Ricardo Vianna, estima que o complexo comece a operar entre 2027 e 2028, atendendo à demanda por desmantelamento de embarcações e serviços offshore. A estrutura financeira do projeto envolve:
- Fator Empreendimentos e Participações liderando o pool de bancos
- Emissão de CRIs ligados ao desenvolvimento imobiliário da área
- Aproveitamento de recursos privados e públicos já aplicados
- Maximização do financiamento dos R$ 850 milhões necessários
Quais são as perspectivas e impactos para o mercado?
O projeto é liderado por Ricardo Vianna e Paulo Salles, em parceria com os empresários Carlos Eduardo Veiga e Benjamin Sodré Neto.
Apesar do cenário macroeconômico desafiador e das taxas de juros elevadas, Vianna aposta no crescimento da demanda por exploração de petróleo, gás e serviços offshore. Veja os impactos do projeto:
Quais ajustes foram feitos no projeto original?
O projeto original previa um estaleiro dedicado à manutenção de embarcações de apoio offshore. Com a retomada, o foco mudou para o desmantelamento e reciclagem de embarcações, mantendo parte da infraestrutura existente.
A área será de 1 milhão de metros quadrados, na entrada do Canal da Flecha, e poderá atender atividades futuras de energia eólica. Estruturas como o píer para o transpasse de areia serão aproveitadas.