O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra contra o Irã não deve se arrastar por anos. A declaração ocorre em meio à escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e aliados no Oriente Médio.
Como Netanyahu avalia a guerra contra o Irã?
Durante entrevista ao programa “Hannity”, da Fox News, Benjamin Netanyahu declarou que o confronto pode ser “rápido e decisivo”. Segundo ele, apesar da intensidade dos ataques, não se trata de uma guerra sem fim.
O premiê destacou que a campanha pode levar semanas, mas rejeitou comparações com conflitos prolongados da região. A fala busca sinalizar controle estratégico, mesmo com a ampliação das frentes de combate.
Como o conflito se espalha e atinge países do Golfo?
Após os ataques conjuntos liderados pelo presidente Donald Trump, o Irã retaliou com mísseis e drones contra Israel, forças americanas e países aliados. A morte do líder supremo Ali Khamenei marcou o ponto mais crítico da escalada.
Os impactos já atingem rotas aéreas e o transporte global de energia no Golfo. Explosões foram registradas em Tel Aviv, enquanto sistemas de defesa interceptaram projéteis iranianos.
Quais os impactos dos ataques?
A ofensiva iraniana também atingiu alvos estratégicos fora de Israel. Entre os principais episódios recentes estão:
- Drones contra a embaixada dos EUA em Riad, com danos limitados
- Ataque a base aérea americana no Barein, reivindicado pela Guarda Revolucionária
- Ampliação das operações israelenses no sul do Líbano
Esses movimentos elevaram o número de vítimas civis em diferentes países. Centenas de mortes foram registradas desde o início da ofensiva, aumentando a pressão internacional por contenção.
Como os Estados Unidos prometem intensificar ofensiva militar?
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que “os golpes mais duros ainda estão por vir”. Segundo ele, o objetivo central é destruir as capacidades iranianas de mísseis balísticos, tanto de lançamento quanto de fabricação.
Rubio declarou que, no momento, não há plano para envio de forças terrestres, mas ressaltou que nenhuma opção está descartada. A Casa Branca ainda não detalhou prazos para o encerramento da operação.
Como Israel avalia uma invasão terrestre ao Irã?
O tenente-coronel Nadav Shoshani afirmou que a campanha foi planejada com um escopo de semanas. Ele reconheceu que o tempo pode variar conforme os desdobramentos no campo de batalha.
Questionado sobre uma possível invasão terrestre ao Irã, o porta-voz classificou a hipótese como improvável. A estratégia atual prioriza ataques aéreos e ações de precisão contra alvos militares estratégicos.