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Justiça de MG condena empresa por apelidos ofensivos contra funcionário ruivo em R$ 3.000

Por Guilherme Silva
12/mar/2026
Em Geral
Justiça de MG condena empresa por apelidos ofensivos contra funcionário ruivo em R$ 3.000

Trabalhador de Barbacena será indenizado após sofrer apelidos pejorativos frequentes

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A 8.ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) reformou uma decisão para garantir o direito à dignidade de um trabalhador em Barbacena. O funcionário de uma marmoraria será indenizado por danos morais após ser alvo constante de piadas e apelidos pejorativos relacionados à sua aparência física.

O que motivou a ação judicial por assédio moral contra a marmoraria?

O profissional, que atuava no acabamento de pedras, relatou que durante quase quatro anos foi humilhado por colegas devido à sua pele avermelhada e cabelos ruivos. Provas fotográficas anexadas ao processo mostraram pedras de mármore marcadas com giz contendo termos como “Chupa-cabra” e “Vermelho” dentro do imóvel da empresa.

Embora a primeira instância tenha negado o pedido inicialmente, o recurso ao tribunal superior demonstrou que as brincadeiras causavam desconforto evidente. A omissão da diretoria em coibir tais práticas na sociedade de trabalho foi considerada um fator determinante para a configuração do abuso psicológico no Brasil.

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PIX martelo da justiça e notas de dinhiero BRL em cima da mesa
PIX martelo da justiça e notas de dinhiero em cima da mesa

Por que o TRT-MG reverteu a decisão e condenou a empresa?

O desembargador relator Sércio da Silva Peçanha destacou que o empregador tem o dever legal de zelar por um ambiente de convivência respeitoso. A negligência da marmoraria em interromper as ofensas feriu o patrimônio moral do trabalhador, justificando a reparação financeira na comunidade.

A decisão, tomada por unanimidade, fixou o valor de R$ 3.000,00 para a indenização. O montante seguiu os princípios da razoabilidade, visando punir a conduta ilícita sem gerar enriquecimento sem causa, culminando em um acordo final entre as partes envolvidas na família profissional.

Quais fundamentos jurídicos embasam a condenação por danos morais?

A condenação por danos morais em casos de apelidos pejorativos encontra respaldo em diversas camadas da legislação brasileira. O foco é proteger a integridade psíquica do cidadão em sua residência laboral, impedindo que o preconceito seja normalizado como diversão.

Confira os principais artigos que sustentam essa proteção ao trabalhador:

Dispositivo LegalFoco da ProteçãoAplicação no Caso
Art. 1.º, III da CFDignidade da Pessoa HumanaProteção contra humilhação
Art. 5.º, X da CFDireito à IndenizaçãoReparação por dano à honra
Art. 186 do Código CivilAto IlícitoDever de reparar o erro cometido
Art. 932, III do CCResponsabilidade IndiretaEmpresa responde por atos de funcionários
PIX e dinheiro embaixo do celular - Créditos: depositphotos.com / Etalbr
PIX e dinheiro embaixo do celular – Créditos: depositphotos.com / Etalbr

Como diferenciar brincadeiras aceitáveis de assédio moral grave?

O limite entre a descontração e o crime é o respeito e o consentimento. Quando apelidos geram constrangimento repetitivo e a chefia ignora as queixas, a situação transita para o assédio. No território nacional, o TST já possui jurisprudência consolidada que pune a perseguição disfarçada de piada.

Para evitar processos e manter a saúde da empresa, siga estas diretrizes:

  • Implemente códigos de ética que proíbam explicitamente apelidos baseados em características físicas.
  • Realize reuniões periódicas sobre diversidade e respeito mútuo entre as equipes.
  • Crie um canal de denúncias onde o colaborador se sinta seguro para relatar abusos no trabalho.
  • Documente qualquer medida disciplinar tomada contra agressores para provar a diligência da gestão.
  • Promova um ambiente onde a aparência do indivíduo não seja pauta de discussões na residência corporativa.

Qual a importância da prova documental e testemunhal?

Este caso reforça que fotos de mensagens ofensivas e o apoio de testemunhas são cruciais para o sucesso de uma ação de danos morais. Sem o registro das pedras escritas, o trabalhador teria dificuldades em provar a reincidência das ofensas perante os magistrados no Brasil.

Zelar pela dignidade humana é um investimento na produtividade e na paz social de qualquer negócio. Ao combater o assédio, a empresa protege seu patrimônio jurídico e garante que cada cidadão possa exercer seu ofício com o orgulho e o respeito que a Constituição Federal assegura a todos os brasileiros.

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