A fintech brasileira Stone anunciou nesta terça-feira (10/3) a demissão de mais de 300 funcionários, equivalente à cerca de 3% do quadro total da empresa, estimado entre 11 mil e 12 mil colaboradores.
Como a Stone justificou os cortes recentes?
A empresa afirmou que os desligamentos fazem parte de um ajuste pontual na sua estrutura, voltado para simplificação e aumento de eficiência. Segundo a Stone, as operações seguem normalmente, sem impacto para clientes ou parceiros.
Mesmo com o comunicado, o momento das demissões gerou críticas, já que ocorreu durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria de tecnologia da informação. O sindicato considera que isso fragiliza a relação com os trabalhadores.
O que o sindicato diz sobre as demissões em massa?
O Sindpd-SP classificou os desligamentos como uma demissão em massa e acusou a empresa de conduta antissindical. Para o sindicato, os cortes representam desrespeito ao processo de negociação coletiva em curso.
Segundo o sindicato, o Supremo Tribunal Federal já definiu que demissões em massa devem ser precedidas de diálogo com a entidade representativa. Realizar os cortes nesse período, portanto, seria irregular e pressionaria indevidamente os trabalhadores. Veja a publicação do sindicato:
Quais ações legais o sindicato pretende tomar?
O Sindpd-SP informou que vai recorrer à Justiça do Trabalho para contestar as demissões e buscar a reintegração dos funcionários. A entidade vê os cortes como uma ameaça ao equilíbrio das negociações coletivas e à segurança dos trabalhadores. Para reforçar a gravidade da situação, o sindicato detalhou os possíveis impactos da decisão da Stone:
- Desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho em negociação.
- Pressão sobre trabalhadores durante o período de negociação.
- Fragilização do ambiente de negociação e da confiança sindical.
- Risco de ações legais e pedidos de reintegração na Justiça do Trabalho.
Qual o contexto financeiro da Stone antes das demissões?
As demissões acontecem pouco tempo após a Stone reportar resultados financeiros positivos. No último trimestre de 2025, a fintech teve lucro de R$ 707 milhões, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2024. Veja os detalhes:
Como a decisão da fintech brasileira impacta trabalhadores e o setor?
A decisão da fintech gerou repercussão entre especialistas, trabalhadores e veículos de imprensa. Muitos apontam que demissões em massa durante negociações sindicais podem afetar a confiança entre empresas e sindicatos.
O episódio também levanta debates sobre gestão e práticas corporativas, reforçando que ações como essas podem influenciar a imagem institucional e a relação com colaboradores em setores altamente dependentes de estabilidade e engajamento.