A Anvisa realizou uma grande operação de fiscalização que resultou na apreensão de lotes falsificados dos medicamentos Mounjaro e Botox. A medida visa proteger a saúde pública contra produtos de procedência desconhecida que apresentam riscos graves, como a falta de eficácia e possíveis contaminações por fabricação clandestina.
Quais foram os lotes de Mounjaro e Botox identificados como falsos?
A fabricante Eli Lilly do Brasil identificou unidades falsificadas do lote D838838 do medicamento Mounjaro, que apresentavam rótulos com impressão de baixa qualidade e borrões. Já no caso do Botox, a ABBVIE Farmacêutica alertou sobre o lote C7936C3, cujas datas de validade e fabricação não correspondem aos registros oficiais da empresa.
As autoridades sanitárias proibiram imediatamente o armazenamento, a comercialização, a distribuição e o consumo desses produtos em todo o território nacional. É fundamental que os consumidores verifiquem as embalagens e, em caso de dúvida, entrem em contato com o SAC das fabricantes ou consultem o portal oficial da agência reguladora.
Por que o uso de implantes de Nestorone foi proibido?
A agência determinou o recolhimento e a proibição da manipulação de implantes hormonais contendo Nestorone em todas as farmácias magistrais do país. O motivo principal é que essa substância ativa não possui avaliação de segurança nem aprovação de eficácia pela agência, tornando seu uso experimental e irregular para fins comerciais.
A fiscalização também atingiu outros produtos populares comercializados de forma indevida na internet. Confira abaixo os principais itens que foram alvos da ação recente:
Quais são as punições para farmácias e fabricantes irregulares?
Empresas como a Moridezam Manipulações e a Bios Farmacêutica tiveram suas atividades suspensas devido a irregularidades graves nos processos de fabricação e venda. No caso da Bios, a inspeção detectou falhas críticas no sistema de ar e rastreabilidade de produtos estéreis, o que compromete diretamente a segurança do paciente.
Além da apreensão dos itens, os estabelecimentos podem sofrer multas pesadas e o cancelamento do alvará de funcionamento. Veja os principais pontos de atenção apontados pela Anvisa sobre as irregularidades encontradas:
- Falta de receita individualizada para produtos manipulados vendidos online.
- Instalações inadequadas que comprometem a esterilização de injetáveis.
- Nomes fantasias ou códigos usados para esconder a real composição química.
- Propaganda irregular em redes sociais sem os avisos de segurança obrigatórios.
A venda de medicamentos manipulados sem prescrição de um profissional habilitado é considerada uma infração sanitária direta contra as normas da RDC 327/2019 e outras resoluções vigentes.
O que o consumidor deve fazer ao encontrar um produto suspeito?
Caso o cidadão identifique produtos das marcas ShoopNatu, Magaraz ou Flora Caps sendo vendidos sem a devida sinalização de registro, ele deve realizar uma denúncia à vigilância sanitária local. O uso de xaropes e extratos naturais sem registro, como o Xarope Magaraz, oferece riscos pela falta de controle sobre os ingredientes utilizados na fórmula.
A Anvisa recomenda que a compra de medicamentos seja feita apenas em farmácias estabelecidas e que o comprador exija sempre a nota fiscal. Ao notar qualquer alteração física no produto, como no lote da Hyporfarma que continha vidro, o uso deve ser interrompido imediatamente e o fato comunicado ao Centro de Vigilância Sanitária do estado.
Como verificar a autenticidade de um medicamento no Brasil?
A forma mais segura de garantir a procedência é consultar o número de registro no site da Anvisa ou através do aplicativo oficial da agência. Medicamentos biológicos e injetáveis de alto custo, como o Mounjaro e o Ozempic, são alvos frequentes de quadrilhas de falsificação, exigindo atenção redobrada aos detalhes do selo de segurança e do lacre.
Mantenha-se atento aos anúncios de “fórmulas naturais” que prometem os mesmos efeitos de remédios consagrados, pois muitos são fabricados por empresas sem Autorização de Funcionamento (AFE). A segurança do tratamento depende diretamente da procedência dos insumos e do rigor técnico da indústria farmacêutica responsável pela distribuição.