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A vila no Nordeste om mais de 20 praias cercadas por floresta que enriqueceu com o cacau e renasceu pelo surfe

Por Maura Pereira
06/mar/2026
Em Geral
A vila no Nordeste que enriqueceu com o cacau e renasceu pelo surfe com mais de 20 praias cercadas por Mata Atlântica

Itacaré nasceu da colonização jesuítica e preserva até hoje vestígios desse período em sua arquitetura. / Imagem Ilustrativa

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A 70 km de Ilhéus, o litoral sul da Bahia guarda um trecho onde a floresta praticamente invade a areia. Itacaré nasceu do cacau, ficou esquecida por décadas e renasceu como um dos destinos de ecoturismo mais preservados do Brasil.

A vila do cacau que o isolamento salvou

Por volta de 1720, o jesuíta Luís da Grã ergueu uma capela dedicada a São Miguel junto à foz do Rio de Contas, sobre uma antiga aldeia de índios pataxós. O povoado virou município em 1732 e só recebeu o nome Itacaré em 1931. Segundo pesquisa da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o nome vem do tupi: “itacá” (rio ruidoso) e “ré” (diferente).

No século XIX, o porto da cidade escoava toneladas de cacau para o mundo. O cultivo no sistema cabruca, que planta o fruto sob a sombra da Mata Atlântica, preservou a floresta enquanto outras regiões desmatavam para cana e café. Quando a praga da vassoura-de-bruxa devastou as lavouras nos anos 1980, a vila entrou em silêncio. A mata avançou de volta sobre os morros e as praias permaneceram selvagens até a inauguração da BA-001 em 1998, considerada a primeira estrada ecológica do país.

Eleita a favorita no Nordeste, um "Caribe" encanta com águas cristalinas e uma preservação ambiental de tirar o fôlego
Itacaré atrai visitantes com charme rústico e mar cristalino // Créditos: depositphotos.com / Junot

Quais praias e trilhas valem a caminhada?

A costa de Itacaré alterna enseadas protegidas e ondas fortes, quase todas emolduradas por morros cobertos de floresta. A plataforma continental estreita, de apenas 8 milhas, garante ondas consistentes o ano inteiro.

  • Praia da Concha: a mais próxima do centro, com águas calmas, farol quadrado e pôr do sol no Mirante da Ponta do Xaréu.
  • Praia da Tiririca: palco de campeonatos nacionais de surfe, com ondas fortes e pista de skate com vista para o mar.
  • Prainha: enseada em formato de ferradura protegida por morros de coqueiros, acessível por trilha de 30 minutos pela mata.
  • Jeribucaçu: 5 km ao sul, onde o rio de mesmo nome deságua na areia entre fazenda e floresta.
  • Itacarezinho: faixa de 3,5 km para caminhadas longas e observação de tartarugas marinhas entre setembro e março.

Fora do mar, a Cachoeira do Tijuípe forma piscina natural ao pé da queda, e a Cachoeira do Cleandro exige passeio de barco pelo Rio de Contas seguido de trilha moderada. Para quem busca adrenalina, há rafting nas corredeiras do rio e arvorismo com tirolesa de 280 metros sobre a floresta.

Itacaré é um refúgio baiano que mistura praias urbanas acessíveis com trilhas para paraísos rurais e cachoeiras. O vídeo é do canal Vamos Fugir Blog, que conta com mais de 103 mil inscritos, e apresenta um roteiro completo incluindo a Prainha, a Praia da Concha, o tour de observação de baleias e visitas a fazendas de cacau:

62 mil hectares de floresta protegida às suas costas

A Área de Proteção Ambiental Costa de Itacaré/Serra Grande, criada em 1993 pelo governo da Bahia, protege 62.960 hectares de floresta, praias e manguezais. A região é reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. O município ainda preserva 31% de sua cobertura florestal original, com mais de 22 mil hectares de mata, 93 de mangue e 573 de restinga.

A fauna inclui espécies ameaçadas como o macaco-prego-do-peito-amarelo, um dos 25 primatas em maior risco de extinção no mundo. O Parque Estadual da Serra do Conduru, vizinho à APA, complementa o mosaico de conservação da região.

Itacaré é o refúgio baiano que conquista viajantes do mundo // Créditos: depositphotos.com / PedroTruffi

O que comer entre o dendê e o cacau?

A culinária de Itacaré mistura frutos do mar frescos com a tradição baiana do dendê. A Rua da Pituba (Rua Pedro Longo) concentra a maior parte dos restaurantes e bares, com música ao vivo e forró pé-de-serra à noite.

  • Moqueca itacareense: peixe fresco, leite de coco e dendê servidos na panela de barro.
  • Bobó de camarão: creme de aipim com camarões graúdos, onipresente nos cardápios da Pituba.
  • Chocolate artesanal: fazendas como a Vila Rosa, em Taboquinhas, oferecem tour do cacau à barra, com degustação.

Quando o clima favorece cada tipo de passeio em Itacaré?

O clima tropical super úmido mantém temperaturas altas o ano inteiro, sem estação seca marcada. As chuvas se distribuem ao longo dos meses, mas o inverno concentra pancadas mais frequentes.

VERÃO
DEZ – FEV
24-29°C
Chuva alta. Momento vibrante para curtir praias e o surfe, com o clássico espetáculo do pôr do sol.
OUTONO
MAR – MAI
23-28°C
Chuva alta. Clima ideal para explorar o melhor do turismo rural com trilhas, rafting e cachoeiras.
INVERNO
JUN – AGO
21-26°C
Chuva Média-alta. Melhor época para o surfe e saborear o sabor autêntico das fazendas de cacau.
PRIMAVERA
SET – NOV
22-28°C
Chuva Média. Estação de tranquilidade para tartarugas marinhas e piscinas naturais.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

A cidade do litoral que se destaca pela Mata Atlântica preservada e águas cristalinas de tirar o fôlego
Otimize sua viagem a Itacaré com dicas de pousadas econômicas, roteiros de buggy e traslados do aeroporto de Ilhéus para aventuras práticas. // Créditos: depositphotos.com / Junot

Como chegar à costa do cacau?

O acesso mais prático é pelo Aeroporto de Ilhéus (IOS), a 70 km, com voos a partir de Salvador, São Paulo e Belo Horizonte. De Ilhéus, a BA-001 segue pelo litoral até Itacaré em cerca de 1h15. Transfers e táxis fazem o trajeto diariamente. De Salvador, são aproximadamente 440 km pela BR-101 até Ilhéus, com empresas de ônibus operando linhas diretas.

Onde a mata encontra o mar

Itacaré é um daqueles raros destinos em que a natureza ditou o roteiro. O isolamento que quase apagou a vila do mapa foi o mesmo que preservou sua floresta, suas praias e sua identidade.

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Vale a pena percorrer as trilhas entre morros de Mata Atlântica, mergulhar numa cachoeira depois do surfe e terminar o dia com uma moqueca na Pituba, ouvindo o som do Rio de Contas encontrando o Atlântico.

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