O governo do Rio Grande do Sul intensificou a agenda de infraestrutura viária e anunciou um pacote de investimentos de mais de R$ 2,8 bilhões em obras estruturais, conduzidas pela Secretaria de Logística e Transportes (Selt) e pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).
Como o governo Leite estrutura os investimentos em obras viárias?
O programa de investimentos do governo Leite reúne obras de recuperação de estradas danificadas, construção de novas ligações regionais, pavimentação de acessos municipais e ampliação de pontes estratégicas em diferentes regiões do Estado.
O uso combinado de recursos do Tesouro do Estado e do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) permite atender emergências decorrentes de desastres naturais e, ao mesmo tempo, financiar projetos de longo prazo. A orientação é ampliar a capacidade da malha rodoviária de enfrentar enchentes, deslizamentos e outros impactos meteorológicos.
Quais são as principais obras viárias em execução no Rio Grande do Sul?
Entre as obras prioritárias, a recuperação da ERS-348, na região Central, se destaca pelo grau de complexidade, com aporte de R$ 229,45 milhões via Funrigs para dois trechos de rodovia e duas pontes. As intervenções abrangem 13 quilômetros entre Agudo e Dona Francisca e 10 quilômetros entre São João do Polêsine e Dona Francisca, incluindo as pontes sobre o Arroio Guarda Mor e sobre o Rio Soturno.
Na mesma região, a ERS-149, entre Nova Palma e São João do Polêsine, passa por recuperação, enquanto acessos municipais recebem pavimentação nas rodovias ERS-516, VRS-805, ERS-347 e ERS-524, além das ligações regionais na RSC-392 e na ERS-348. Nos Campos de Cima da Serra, avançam as ligações da ERS-020 e da ERS-427:
🚧 Principais obras viárias em execução no Rio Grande do Sul
10 km entre São João do Polêsine e Dona Francisca
Quais obras reforçam a mobilidade e a segurança na Região Metropolitana?
Na Região Metropolitana, o pacote inclui a construção de uma variante na ERS-118, nas proximidades da ERS-040, e um novo acesso à área do Parque Estadual de Itapuã pela mesma rodovia. O investimento de R$ 17,5 milhões busca melhorar o fluxo local, reduzir congestionamentos e facilitar a ligação entre áreas urbanas e zonas industriais.
Essas intervenções pretendem reorganizar o tráfego, reduzir conflitos entre veículos pesados e trânsito urbano e aumentar a segurança viária. Ao melhorar acessos planejados e sinalizados, o governo busca integrar mobilidade e conservação ambiental, oferecendo rotas mais eficientes para moradores, turistas e operadores logísticos. Veja detalhes sobre obras no estado (Reprodução/Instagram/Concessionária Caminhos da Serra Gaúcha):
Quais benefícios econômicos e sociais são esperados com as novas obras viárias?
Os investimentos em rodovias e pontes pretendem consolidar uma rede viária mais segura, eficiente e resiliente, capaz de sustentar o crescimento econômico e a recuperação pós-desastres. A seguir, estão alguns dos principais benefícios esperados com a conclusão das obras e projetos previstos:
- Reforço das rotas de escoamento da produção agrícola, industrial e de serviços.
- Melhoria da mobilidade regional entre municípios, distritos e polos turísticos.
- Ampliação da resiliência da infraestrutura frente a enchentes e eventos climáticos extremos.
- Integração entre turismo, logística e desenvolvimento urbano, com foco em segurança viária.
- Redução de custos operacionais no transporte e aumento da competitividade das cadeias produtivas.
Como os investimentos impactam o Vale do Taquari?
No Vale do Taquari, fortemente impactado pelas enchentes, a recuperação das rodovias estaduais ganhou prioridade, com obras na ERS-129, entre Estrela e Roca Sales, e na ERS-332, entre Anta Gorda e Arvorezinha. Com R$ 163,3 milhões via Funrigs, essas intervenções buscam restabelecer a circulação segura de pessoas e cargas.
A pavimentação do acesso municipal para Travesseiro, pela VRS-811, recebe R$ 11,8 milhões e amplia a integração da região com a malha estadual, fortalecendo a logística de pequenas propriedades rurais e empresas locais. Essas ações fazem parte de uma estratégia de distribuição regional de recursos.