O anúncio de novas obras rodoviárias no Rio Grande do Sul marca uma etapa relevante para a infraestrutura da Serra e do Vale do Caí e na ERS-122, com foco na mobilidade, segurança viária e recuperação de áreas afetadas por enchentes recentes.
Quais são as principais obras anunciadas no Bloco 3?
O ponto central do anúncio é a duplicação do contorno norte de Caxias do Sul, na ERS-122, em um segmento de 11 quilômetros. As obras começam nas próximas semanas e priorizam trechos com maior fluxo de veículos e importância logística para a região.
Ainda em 2026, está previsto o início da duplicação da RS-453 entre Farroupilha e Bento Gonçalves, conectando importantes polos industriais, comerciais e turísticos. Essas duplicações fazem parte do pacote da concessão do Bloco 3, complementado por novas ações específicas de resiliência após eventos de enchentes.
Onde serão realizadas as melhorias nas rodovias do Bloco 3?
O Bloco 3 da concessão abrange 271,5 quilômetros de rodovias na Serra Gaúcha e no Vale do Caí, formando um corredor que integra cidades industriais, regiões turísticas e áreas agrícolas. A gestão é feita pela concessionária CSG – Caminhos da Serra Gaúcha, responsável pelas obras, operação e manutenção das vias.
Essas rodovias são consideradas estratégicas para o transporte de cargas, o deslocamento diário de moradores e o desenvolvimento econômico regional, reforçando a importância do pacote de investimentos:
- ERS-122 – do km 0 ao km 168;
- ERS-240 – do km 0 ao km 33;
- RSC-287 – do km 0 ao km 21;
- ERS-446 – do km 0 ao km 14;
- RSC-453 – do km 101 ao km 121;
- BR-470 – do km 220 ao km 233.
Como a nova ponte sobre o Arroio Tega e as obras de resiliência impactam a região?
Entre as intervenções de maior destaque está a construção da nova ponte sobre o Arroio Tega, apontada como antigo gargalo para o tráfego regional. A estrutura deve ser entregue em julho deste ano, aumentando a capacidade de passagem de veículos e reduzindo filas em períodos de maior movimento.
Com cerca de 40 metros de altura e investimento de aproximadamente R$ 50 milhões, a ponte é considerada uma obra de grande porte. Paralelamente, estão previstas 14 obras de resiliência, abrangendo contenções em encostas para reduzir riscos de deslizamentos e bloqueios provocados por chuvas intensas. Veja os detalhes da nova ponte:
Como a duplicação na ERS-122 vai beneficiar a mobilidade na região?
Com a duplicação das rodovias, a entrega da ponte sobre o Arroio Tega e a realização das obras de resiliência, a malha viária da Serra e do Vale do Caí entra em um ciclo de transformação estrutural. A combinação de ampliação de pistas e reforço em pontos de risco tende a redesenhar o fluxo de veículos em uma área de intensa atividade econômica.
A evolução dessas obras, acompanhada pelo governo estadual e pela CSG, será observada por moradores, transportadores e empresas que dependem diretamente da qualidade das rodovias. A concessão do Bloco 3 permanece no centro do planejamento de longo prazo para a infraestrutura rodoviária do Rio Grande do Sul. Veja mais obras sendo entregues em rodovias do RS:
Quais são os benefícios esperados com as obras de resiliência?
As intervenções de resiliência buscam adaptar a concessão às novas demandas de reconstrução e prevenção de danos após enchentes recentes. Elas incluem reforço em áreas de encosta, melhorias em pontes e ações de estabilização de solo para garantir maior segurança e continuidade do tráfego:
- Reforço da segurança em áreas de encosta;
- Redução de interrupções causadas por chuvas intensas;
- Melhor escoamento de cargas pelas principais rodovias;
- Aumento da fluidez no contorno de Caxias do Sul e entre Farroupilha e Bento Gonçalves;
- Melhor integração entre Serra e Vale do Caí.