O governo da Toscana lançou o projeto Residenzialità in Montagna para combater o despovoamento de áreas rurais com menos de cinco mil habitantes. Candidatos com cidadania europeia que já residem em território italiano podem receber subsídios entre R$ 59 mil e R$ 177 mil para aquisição de imóveis.
Por que a Toscana é o destino ideal para descendentes de italianos?
A facilidade migratória para quem possui dupla nacionalidade torna a Itália a porta de entrada mais acessível em comparação aos Estados Unidos ou Suíça. Brasileiros com passaporte europeu que já vivem no país europeu podem solicitar o auxílio financeiro para migrar de cidades grandes para vilas montanhosas.
Diferente de regiões isoladas no sul, as vilas toscanas oferecem infraestrutura de alta qualidade e proximidade com centros globais como Florença. O investimento cobre até 50% dos gastos com a moradia, transformando o sonho da casa própria na Europa em uma meta financeiramente viável.
Como funciona a seleção para o subsídio em 2026?
O processo seletivo prioriza núcleos familiares com filhos menores de idade e profissionais que pretendem atuar em regime de trabalho remoto nas montanhas. O orçamento estadual é distribuído conforme a pontuação dos candidatos, analisada pela autoridade administrativa da região da Toscana.
Existem regras estritas para evitar fraudes ou o uso do imóvel apenas para fins turísticos durante as férias. Para entender a competitividade deste programa em relação a outras localidades internacionais, analise os dados comparativos:
Quais vilas participam do projeto de repovoamento?
Atualmente, diversas comunas montanas participam do edital, incluindo destinos históricos como Radicondoli e San Casciano dei Bagni. Essas localidades oferecem atrativos que vão desde centros termais terapêuticos até vilas medievais preservadas nos Apeninos.
O programa Residenzialità in Montagna foca em municípios com baixa densidade demográfica, onde o governo regional busca injetar nova energia econômica e social. A escolha da vila deve considerar a logística pessoal, visto que o transporte individual é indispensável nessas áreas montanhosas.
No canal Se Liga no Roteiro, que conta com 69,1 mil inscritos e já ultrapassa as 17 mil visualizações neste vídeo, é apresentado um guia completo para explorar a Toscana, na Itália, combinando cenários cinematográficos com dicas práticas de economia e logística:
Quais são os passos práticos para garantir a vaga?
O interessado deve comprovar que o imóvel escolhido será sua residência principal e assinar um compromisso de permanência por cinco anos. As inscrições são realizadas eletronicamente via plataforma oficial, exigindo documentação técnica da propriedade e comprovantes de nacionalidade.
A preparação deve começar com antecedência para a análise das listas de municípios elegíveis publicadas nos editais da União Europeia. Para ter sucesso na candidatura, o proponente precisa seguir estas diretrizes operacionais fundamentais:
- Confirme se você já possui residência registrada em uma cidade italiana que não seja classificada como montana.
- Acesse o edital oficial no portal da região da Toscana para verificar os prazos de inscrição atualizados para 2026.
- Selecione um imóvel compatível com as regras, evitando propriedades de luxo ou castelos que são excluídos do benefício.
O que fazer se você não possui cidadania europeia?
Estrangeiros sem ascendência italiana podem buscar o visto de nômade digital, modalidade implementada pela Itália para atrair talentos globais. Outra alternativa reside no visto de empreendedor, comum em regiões como a Calábria, que exige a abertura de um negócio local.
Embora o caminho seja mais longo, a qualidade de vida e a segurança jurídica justificam o esforço de planejamento migratório. Veja como aplicar isso na prática através da observação ativa das oportunidades em solo europeu.