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Onde um precipício protege uma cidade cercada por paredões gigantescos que chegam a 800m de altitude e paisagens de tirar o fôlego

Por Maura Pereira
11/fev/2026
Em Geral
O acesso à Chapada dos Guimarães é feito pela rodovia MT-251, em um trajeto de aproximadamente uma hora partindo de Cuiabá. / Imagem ilustrativa

O acesso à Chapada dos Guimarães é feito pela rodovia MT-251, em um trajeto de aproximadamente uma hora partindo de Cuiabá. / Imagem ilustrativa

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A cidade de Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, está a cerca de 800 metros de altitude e fica a aproximadamente 65 km de Cuiabá. É ali que se encontra o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, considerado o mais acessível do Centro-Oeste, mas essa proximidade pode enganar. Apesar da estrada MT-251 ser extremamente cênica, passando pelo imponente precipício do Portão do Inferno, a logística interna dos passeios é fragmentada, com regras específicas e acessos controlados, o que costuma frustrar o turista desavisado.

O que torna a Chapada o centro magnético do Brasil?

A região é mundialmente famosa por abrigar o Centro Geodésico da América do Sul, ponto equidistante entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Fundada em 1751 como uma missão jesuíta, a cidade cresceu cercada por lendas de OVNIs e magnetismo, tornando-se um polo do turismo esotérico nacional. O centro histórico, com a Igreja de Sant’Ana do Sacramento, preserva o charme colonial em meio a lojas de cristais e artesanatos místicos.

O Parque Nacional, criado para proteger os 3.300 km² de biodiversidade, abriga o icônico Véu de Noiva. Embora a queda de 86 metros seja o símbolo do estado, a logística interna exige atenção: para preservar o ecossistema e garantir a segurança, o acesso a muitos atrativos é controlado, transformando a contemplação em um exercício de respeito à natureza bruta do Mato Grosso.

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Onde os "Portões do Inferno" guardam uma cidade com paredões gigantescos que chegam a 800 metros de altitude e belezas naturais de tirar o fôlego
Chapada dos Guimarães tem 3.300 km² de parque nacional, 487 cachoeiras, 157 km de paredões e relevo de chapadas no bioma Cerrado, MT. // Créditos: Wikipédia

Como desbravar as cachoeiras e mirantes escondidos?

O roteiro pelos paredões da Chapada exige planejamento técnico e, em muitos casos, o apoio de guias credenciados e veículos 4×4. Enquanto alguns pontos são de fácil acesso para contemplação, as experiências mais dramáticas e exclusivas do parque estão escondidas em trilhas restritas que revelam a imensidão do bioma Cerrado.

  • Cachoeira Véu de Noiva: O mirante principal oferece a vista clássica da queda livre em meio ao cânion de arenito.
  • Cidade de Pedra: Formações que lembram ruínas medievais no topo das falésias, onde araras vermelhas sobrevoam o abismo.
  • Circuito das Cachoeirinhas: Roteiro autoguiado que permite o banho refrescante em poços de águas cristalinas.
  • Vale do Rio Claro: Expedição em veículo tracionado que leva a flutuações em rios transparentes e ao icônico Crista de Galo.
  • Caverna Aroe Jari: A maior gruta de arenito do Brasil, que abriga a famosa Lagoa Azul com seus tons hipnotizantes.

A imensidão das paisagens no topo do Mato Grosso é um espetáculo à parte. O vídeo é do canal Viajantes de Estação em Estação • S2Station, que conta com mais de 43 mil inscritos, e apresenta um roteiro completo de quatro dias com os principais pontos da região.

O misticismo e os OVNIs são reais?

A cidade vibra com o turismo esotérico. Acredita-se que a região seja um ponto magnético forte e corredor de OVNIs, o que atrai comunidades alternativas e ufólogos. O comércio local reflete isso, com muitas lojas de cristais, duendes e artesanato hippie no centrinho histórico, ao redor da Igreja de Sant’Ana.

Independente da crença, o Mirante do Centro Geodésico (que marca o centro da América do Sul) oferece uma vista espetacular da planície pantaneira e é o ponto favorito para “sentir a energia” ou apenas ver um pôr do sol inesquecível.

A cidade que abriga paredões que chegam a 800 metros de altitude e belezas naturais de tirar o fôlego
Chapada dos Guimarães fascina com paredões imensos, trilhas mágicas e energia mística que renovam a alma no Centro Geodésico do Brasil! // Créditos: Wikipédia

Existe hora certa para subir a serra?

O clima na Chapada é tropical semiúmido, influenciado pela altitude de 800 metros, o que garante temperaturas mais amenas que as da planície cuiabana. A temperatura mais alta já registrada na estação meteorológica local atingiu 40,2°C durante picos de calor extremo na seca, alertando para a importância da hidratação e do planejamento sazonal para evitar incêndios ou trombas d’água.

Planejamento sazonal
Melhores épocas e atividades para aproveitar a cidade
Maio a julho
15°c a 30°c
Melhor época, céu azul, visibilidade máxima e águas cristalinas.
Agosto a setembro
20°c a 38°c
Seca crítica, calor intenso e fumaça podem atrapalhar a paisagem.
Outubro a março
22°c a 34°c
Estação chuvosa, vegetação verde e cachoeiras com volume máximo.
Abril
19°c a 32°c
Transição suave, clima agradável e trilhas menos movimentadas.

Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo.

Como acessar o topo do Mato Grosso?

O acesso à Chapada dos Guimarães é feito pela rodovia MT-251, em um trajeto de aproximadamente uma hora partindo de Cuiabá. A estrada é famosa pela passagem no “Portão do Inferno”, um precipício impressionante onde a rodovia parece flutuar sobre o abismo, oferecendo uma das entradas mais cênicas do turismo brasileiro.

Para quem chega de avião, o aeroporto de referência é o de Várzea Grande (CGB), que serve a região metropolitana da capital. A partir de lá, o aluguel de um carro é recomendado, embora muitos atrativos internos exijam veículos 4×4 específicos dos guias locais para superar os bancos de areia e as trilhas acidentadas do parque nacional.

Vivencie a Chapada dos Guimarães

A Chapada dos Guimarães é o lugar onde a natureza bruta se encontra com o misticismo no coração do Brasil.

  • Contemple a queda livre do Véu de Noiva a partir de mirantes estrategicamente posicionados.
  • Sinta a energia do Centro Geodésico da América do Sul com vista para o Pantanal.
  • Explore as ruínas naturais da Cidade de Pedra e observe o voo das araras.

Respeite as regras do parque, contrate um guia de confiança e deixe-se envolver pela magia mato-grossense!

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