O novo Anel Viário da Região Metropolitana de Goiânia entrou oficialmente no radar das grandes obras de infraestrutura do país ao ser incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), garantindo previsão de recursos federais e reposicionando a capital e seu entorno no mapa da logística nacional.
Como será o projeto do novo Anel Viário da Grande Goiânia?
O novo Anel Viário foi concebido como rota de desvio para tráfego de longa distância, conectando municípios da Grande Goiânia sem necessidade de passagem pelos trechos mais adensados da capital. O traçado começa em Goianápolis, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal na BR-153, passa por Senador Canedo, cruza Goiânia e Aparecida de Goiânia e segue até a região de Hidrolândia.
Com cerca de 44 km de extensão, o contorno deve funcionar como eixo estruturante para o escoamento de cargas e a circulação regional. A expectativa é reduzir conflitos entre tráfego urbano e de longa distância e criar um novo corredor logístico para o Centro-Oeste, articulado com o sistema rodoviário federal.
Quais são as principais características técnicas do novo Anel Viário?
Segundo o projeto, o anel viário contará com 45 obras de arte especiais, incluindo 10 pontes e 35 viadutos, além de 26 km de interligações com outras rodovias estratégicas da região metropolitana. O pavimento usará solo-cimento com revestimento rígido, tecnologia aplicada em rodovias de alta demanda por garantir maior durabilidade e menor necessidade de manutenção constante.
Para 2035, o Volume Médio Diário (VMD) projetado é de 21.844 veículos, reforçando a relevância da estrutura para o transporte regional de cargas e passageiros. Estudos técnicos também apontam potencial de redução de acidentes e de custos operacionais para o setor produtivo, com reflexos positivos na competitividade logística do Estado de Goiás. Veja detalhes sobre o projeto no vídeo divulgado pelo Prefeito de Goiânia, Sandro Mabel:
Como o Anel Viário deve impactar a mobilidade na Região Metropolitana de Goiânia?
A principal função do novo anel é retirar o tráfego pesado da BR-153, hoje responsável por conciliar fluxos urbanos e de longa distância em trechos densamente povoados. Ao transferir caminhões e veículos de carga para o contorno, o sistema viário tende a ganhar fluidez, sobretudo nos horários de pico e nas travessias urbanas mais críticas.
Com um traçado que contorna áreas urbanas consolidadas, a via deve influenciar a expansão da malha viária e a localização de novos empreendimentos industriais, logísticos e de serviços. Entre os principais efeitos esperados para a mobilidade urbana e regional estão:
- Redução de congestionamentos em corredores hoje sobrecarregados pela passagem de carretas.
- Melhora na segurança viária, com menor convivência entre veículos pesados e tráfego local.
- Integração entre municípios da Grande Goiânia, com novas conexões e acessos às rodovias.
- Reorganização do transporte de cargas, favorecendo rotas mais eficientes ao setor produtivo.
Qual é a importância econômica e política do novo projeto?
O orçamento atualizado do novo Anel Viário de Goiânia é de cerca de R$ 948 milhões, segundo o Sistema de Custos Referenciais de Obras (Sicro). A inclusão no PAC garante uma fonte estruturada de financiamento federal, reduz o risco de paralisações por falta de recursos e permite planejar etapas de implantação com maior previsibilidade para os municípios envolvidos.
Na dimensão econômica, o projeto é tratado como infraestrutura estratégica para fortalecer a logística regional, beneficiando agronegócio, indústria e comércio atacadista, além de atrair centros de distribuição, parques industriais e polos de serviços ao longo do traçado. Politicamente, o avanço foi viabilizado por articulação em Brasília liderada pelo prefeito Sandro Mabel, com participação do deputado federal José Nelto, do senador Vanderlan Cardoso e de parlamentares da bancada goiana, consolidando o anel como prioridade regional. Veja os impactos econômicos:
Importância Econômica do Novo Anel Viário
Principais benefícios para a Região Metropolitana de Goiânia
Melhoria da logística e transporte
Facilita o escoamento de produtos e reduz custos de transporte para empresas e indústrias.
Atração de investimentos
Infraestrutura moderna tende a incentivar novos negócios e empreendimentos na região.
Geração de empregos
Obras e operação do anel viário criam vagas diretas e indiretas.
Desenvolvimento regional
Integra municípios da região metropolitana, estimulando comércio e serviços locais.
Redução de congestionamentos
Aumenta eficiência no tráfego, beneficiando o setor de transporte e distribuição.
Quais são os principais desafios para tirar o novo Anel Viário do papel?
Apesar da inclusão no PAC, a obra ainda depende da conclusão dos projetos executivos, dos licenciamentos ambientais, das desapropriações e da definição do cronograma físico-financeiro. Essas etapas exigem coordenação entre União, Estado, prefeituras e órgãos técnicos, além de diálogo com comunidades impactadas e com o setor produtivo.
Especialistas destacam a necessidade de integrar o anel viário ao planejamento urbano da região metropolitana, já que a nova rodovia tende a induzir o surgimento de bairros, áreas industriais e corredores comerciais. Nesse cenário, o projeto deixa de ser apenas uma via de contorno e passa a atuar como eixo de ordenamento territorial e desenvolvimento econômico para Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Goianápolis e Hidrolândia.