O projeto de pavimentação da PR-405, entre Guaraqueçaba e Antonina, no Litoral do Paraná, avançou com a publicação do resultado final da licitação para o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e o anteprojeto de engenharia, etapa considerada decisiva para integrar o trecho à malha viária pavimentada, com foco na preservação ambiental e na proteção das comunidades locais.
Qual é a nova fase do projeto de pavimentação da PR-405?
Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), o consórcio responsável pelos estudos técnicos foi definido após o prazo para recursos, sem contestações. Com isso, o processo segue para a etapa de homologação e assinatura de contrato, que detalhará prazos, obrigações e entregas relacionadas ao futuro da rodovia.
O avanço administrativo é visto como um marco para tirar do isolamento um dos trechos rodoviários mais críticos do Estado, hoje formado majoritariamente por estrada de terra. A pavimentação deverá considerar tanto a melhoria da mobilidade quanto a proteção de áreas sensíveis do Litoral do Paraná.
Como será o anteprojeto de engenharia da PR-405 no litoral do Paraná?
A licitação concluída pelo DER/PR definiu o Consórcio SE – EIA/RIMA PR-405 como vencedor para elaborar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) e o anteprojeto de engenharia. O consórcio é formado pelas empresas STE – Serviços Técnicos de Engenharia S.A. e Engemin – Engenharia e Geologia Ltda, com proposta no valor de R$ 6.952.631,57.
O trecho em análise liga Guaraqueçaba ao entroncamento com a PR-340, em Antonina, em uma extensão de 76,61 quilômetros. Após a homologação, o consórcio deverá coletar dados em campo, ouvir comunidades, sistematizar informações e propor soluções técnicas que orientarão o futuro projeto executivo da rodovia. O Secretário de Governo e Gestão de Alm. Tamandaré, Gerson Colodel, divulgou mais informações sobre o projeto de pavimentação na rodovia:
Como o EIA/RIMA da PR-405 pode alterar o acesso a Guaraqueçaba?
O EIA/RIMA da PR-405 será o documento central para avaliar de que forma a pavimentação poderá alterar a dinâmica ambiental e social entre Guaraqueçaba e Antonina. Os estudos envolvem equipes multidisciplinares e abrangem levantamentos de fauna e flora, análises de ruídos, qualidade do ar e comportamento de cursos d’água ao longo do traçado.
Na região da PR-405, o escopo anunciado pelo DER/PR inclui o patrimônio arqueológico e cultural, além de comunidades indígenas e tradicionais que dependem da rodovia. Para organizar esses aspectos, o estudo deverá contemplar de forma integrada os seguintes temas principais:
- Mapeamento da biodiversidade local, incluindo fauna e flora sensíveis;
- Análise de patrimônio cultural, arqueológico e sítios históricos;
- Estudo de recursos hídricos, como rios, riachos e áreas alagadas;
- Avaliação de impactos sobre comunidades indígenas e tradicionais;
- Propostas de medidas compensatórias, mitigadoras e de monitoramento.
O RIMA apresentará essas informações em linguagem acessível, subsidiando audiências públicas e consultas com moradores, entidades e órgãos públicos. Esse material será fundamental para o licenciamento ambiental e para garantir transparência e participação social em todas as etapas.
Quais intervenções a pavimentação da PR-405 deve priorizar?
Além da análise ambiental, o anteprojeto de engenharia da rodovia PR-405 definirá as intervenções necessárias para atender às demandas de segurança, mobilidade e acesso às comunidades locais. As soluções propostas deverão estar alinhadas às exigências ambientais e às necessidades de quem utiliza a estrada diariamente, incluindo transporte escolar, turismo e escoamento de produção.
Entre os pontos previstos estão melhorias no entroncamento com a PR-340, adequação de acessos para terras indígenas e outras comunidades, intervenções em acessos a pontos turísticos e áreas de interesse público, requalificação das 13 pontes ao longo do trecho e previsão de acostamentos ou áreas de estacionamento em trechos estratégicos. A abordagem busca reduzir acidentes, melhorar a fluidez do trânsito e garantir segurança para pedestres e moradores. Veja detalhes do projeto:
🚧 Intervenções previstas na pavimentação da PR-405
Projeto entre Guaraqueçaba e Antonina busca ampliar segurança, mobilidade e acesso regional
🛣️Melhorias viárias
- Adequação do entroncamento com a PR-340
- Implantação de acostamentos estratégicos
- Áreas de parada e estacionamento
🌎Acesso às comunidades
- Melhor acesso a terras indígenas
- Integração com comunidades locais
- Suporte ao transporte escolar
🌉Estruturas e pontes
- Requalificação das 13 pontes existentes
- Melhoria estrutural do trecho
- Maior segurança para veículos e pedestres
✅Impactos esperados
- Redução de acidentes
- Maior fluidez no trânsito
- Fortalecimento do turismo regional
- Melhor escoamento da produção
Quais órgãos participam do licenciamento ambiental da PR-405 no litoral do Paraná?
Para que a pavimentação da PR-405 avance além da fase de estudos, o projeto precisará de licenças e autorizações de diferentes órgãos de controle. O edital prevê que o consórcio contratado auxilie na preparação da documentação necessária para o licenciamento ambiental perante o Instituto Água e Terra (IAT), responsável pela análise no âmbito estadual.
O processo também envolve instituições federais e estaduais, como Iphan, Funai, Incra e outros órgãos setoriais ligados a áreas protegidas, recursos naturais ou grupos sociais impactados. O futuro da pavimentação dependerá do atendimento a normas ambientais, sociais e culturais, para que o trecho deixe a condição de isolamento frequente e se integre de forma planejada e sustentável à infraestrutura do Litoral do Paraná.