O anúncio de um financiamento de R$ 9,2 bilhões do BNDES para obras em rodovias do Oeste e Sudoeste do Paraná marca um novo ciclo de investimentos em infraestrutura viária no estado, fortalecendo o escoamento da produção agrícola e o turismo de fronteira.
Como será o financiamento do BNDES para rodovias do Paraná?
O financiamento do BNDES para rodovias do Paraná foi estruturado para viabilizar um pacote de obras até 2034, com foco em ampliação de capacidade e segurança. Do total de R$ 9,2 bilhões, cerca de R$ 8,6 bilhões vêm de debêntures incentivadas coordenadas pelo banco.
Outros R$ 605 milhões serão aportados pela linha Finem, destinada a projetos de longo prazo, o que reforça a sustentabilidade financeira do contrato. O modelo adotado é o project finance limited recourse, em que a receita futura do projeto funciona como principal garantia para os investidores.
Qual o impacto do plano de investimentos da EPR Iguaçu na geração de empregos?
O plano de investimentos da EPR Iguaçu chega a R$ 12,7 bilhões até 2034, somando recursos próprios e de mercado. A estimativa é de geração de mais de 25 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de implementação e operação das rodovias.
Esse pacote faz parte da estratégia federal de ampliar a capacidade da malha rodoviária em corredores que ligam o interior produtivo aos portos do Paraná, como Paranaguá. A iniciativa também busca reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade das exportações agrícolas e industriais. Veja os benefícios para o estado:
Impacto do Plano de Investimentos da EPR Iguaçu
Recursos e efeitos esperados na geração de empregos e no desenvolvimento logístico
Investimento Total
Geração de Empregos
Objetivos do Plano
Como a duplicação de rodovias no Oeste e Sudoeste do Paraná vai impactar a região?
A duplicação de 462,4 km de rodovias prioriza trechos de alto fluxo entre Foz do Iguaçu, Cascavel, Guarapuava, Francisco Beltrão e Pato Branco. Estão previstos ainda dois novos contornos urbanos em Lindoeste e Marmeleiro, para desviar o tráfego pesado das áreas centrais.
Para organizar o tráfego e aumentar a segurança, o pacote de obras inclui um conjunto de intervenções específicas ao longo do corredor, voltadas a pedestres, veículos de carga e transporte coletivo:
- 31,4 km de faixas adicionais em pontos críticos;
- 87,1 km de vias marginais, separando trânsito local e de longa distância;
- implantação de área de escape e novos viadutos;
- 38 passarelas para pedestres e ciclovias em trechos urbanos;
- 131 melhorias de acessos e 134 pontos de ônibus;
- barreiras acústicas, passagens de fauna e caixas de contenção para produtos perigosos.
Quais serão os serviços de operação nas rodovias concedidas?
Paralelamente às obras, a EPR Iguaçu já mantém uma estrutura de serviços aos usuários, com foco em rapidez de atendimento. Há socorro médico de emergência, ambulâncias de resgate e de UTI móvel, além de guinchos leves e pesados para remoção de veículos.
O Centro de Controle Operacional (CCO) monitora o tráfego em tempo real, com câmeras, sensores meteorológicos e controle dinâmico de velocidade. A concessionária dispõe de 11 bases operacionais, caminhões-pipa, caminhões boiadeiros e canais de informação e reclamações para os usuários.
Qual a importância desse investimento em rodovias do Paraná?
O investimento do BNDES em rodovias paranaenses é estratégico por conectar regiões agrícolas de alta produtividade no Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul aos portos do litoral. Essa melhoria reduz custos logísticos, tempos de deslocamento e perdas no transporte de grãos, carnes e outros produtos.
As intervenções priorizam segurança viária e integração urbana, com duplicações, contornos, passarelas e vias marginais que reduzem colisões frontais e atropelamentos. Melhorias em pontes como Tancredo Neves, Ponte da Amizade e a nova Ponte Brasil–Paraguai reforçam a ligação com Paraguai e Argentina, apoiando o desenvolvimento regional sustentável.