Os novos investimentos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante colocam a infraestrutura portuária brasileira no centro das estratégias de logística e desenvolvimento regional, com foco em modernização, geração de empregos e maior competitividade no comércio exterior.
Quais os impactos do investimento aprovado pelo Fundo da Marinha Mercante?
Durante a 12ª Reunião Extraordinária realizada nesta quinta-feira (12/2), a aprovação de R$ 5,1 bilhões em investimentos portuários pelo Fundo da Marinha Mercante representa um reforço relevante para a infraestrutura logística nacional, com ações voltadas à modernização, ampliação de capacidade e redução de gargalos. As iniciativas buscam elevar a eficiência operacional dos terminais, criar empregos diretos e melhorar o ambiente para exportações e importações.
Entre os principais projetos está a modernização dos Terminais 16 e 17 do Porto de Santos, em São Paulo, vinculados à Operadora CLI Sul, com investimento de R$ 678,2 milhões para atualização de equipamentos e reorganização operacional. Também se destaca a implantação de um novo Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto do Pecém, no Ceará, orçado em R$ 795,1 milhões, reforçando o papel do complexo como polo logístico e industrial regional.
Como os novos investimentos portuários contribuem para a economia e o emprego?
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), os empreendimentos têm potencial para gerar 5.346 postos de trabalho diretos em diferentes regiões do país. A prioridade recai sobre a modernização de estruturas, expansão de áreas de armazenagem e implantação de novos terminais de uso privado, criando um ambiente favorável à atração de operadores e novas cargas.
Na avaliação das autoridades, o Fundo da Marinha Mercante cumpre papel estratégico ao financiar projetos que aumentam a capacidade logística do país, geram renda e impulsionam economias locais. As intervenções também contribuem para reduzir custos operacionais, melhorar o fluxo de exportações e importações e fortalecer a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor. Veja os benefícios do projeto:
Impactos Econômicos dos Investimentos Portuários
Como os novos investimentos do Fundo da Marinha Mercante contribuem para economia e emprego
Eficiência Portuária
Aumentam a capacidade e eficiência dos portos, reduzindo custos logísticos para empresas.
Comércio Exterior
Estimulam importações e exportações, facilitando o comércio internacional.
Empregos Diretos
Criam empregos em construção, operação e manutenção portuária.
Empregos Indiretos
Geram empregos em transporte, armazenamento e serviços ligados ao comércio.
Investimentos Privados
Atraem capital privado e fortalecem cadeias produtivas regionais.
Desenvolvimento Local
Impulsionam arrecadação tributária e promovem o desenvolvimento econômico regional.
Como os investimentos portuários se distribuem pelo território nacional?
Os R$ 5,1 bilhões em investimentos do Fundo da Marinha Mercante estão distribuídos por diferentes estados, atendendo grandes complexos e terminais regionais com forte impacto na logística de granéis, contêineres e cargas gerais. No Porto de Paranaguá, no Paraná, foi aprovada a expansão e modernização do terminal PAR-09, com aporte estimado em R$ 1,14 bilhão e criação de cerca de 1.200 empregos diretos.
No Porto do Pecém, além do novo TUP de R$ 795,1 milhões, foi autorizado o Terminal de Uso Privado da Nordeste Logística, também com R$ 795,1 milhões e projeção de 1.000 empregos diretos. Na Região Norte, o Porto de Santana, no Amapá, receberá R$ 127,8 milhões para um sistema de armazenagem e expedição, enquanto o Porto de Aratu, na Bahia, terá novos silos e melhorias estruturais voltadas à movimentação de granéis sólidos e líquidos. Veja detalhes sobre os investimentos aprovados pelo FMM (Reprodução/Instagram/Ministério de Portos e Aeroportos):
Onde se concentram os principais projetos em execução?
Alguns portos concentram os projetos de maior volume financeiro e relevância operacional, consolidando sua posição em corredores estratégicos de exportação e importação. Esses investimentos reforçam o escoamento de granéis agrícolas, cargas industriais e granéis líquidos, além de ampliar a capacidade de atendimento a navios de grande porte:
- Porto de Santos (SP) – modernização dos Terminais 16 e 17, com R$ 678,2 milhões aplicados em equipamentos e infraestrutura.
- Porto de Paranaguá (PR) – expansão do PAR-09, com R$ 1,14 bilhão para aumentar a capacidade de granéis e cargas gerais.
- Porto do Pecém (CE) – novo TUP e terminal da Nordeste Logística, dois projetos de R$ 795,1 milhões cada.
- Porto de Santana (AP) – implantação de sistema de armazenagem e expedição, com R$ 127,8 milhões.
- Porto de Aratu (BA) – construção de novos silos e melhorias estruturais para granéis sólidos e líquidos.
Qual é o papel do Fundo da Marinha Mercante no financiamento portuário?
O Fundo da Marinha Mercante é o principal instrumento federal de apoio a projetos de infraestrutura naval e portuária no Brasil, administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Operando por meio de instituições financeiras como BNDES, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal, o Fundo pode financiar até 90% do valor de cada empreendimento.
Após aprovação pelo Conselho Diretor, os projetos têm prazo de até 450 dias para contratação, com possibilidade de prorrogação mediante critérios técnicos e regulatórios. O Fundo atua como alavanca para obras de modernização de terminais, construção de novos berços, ampliação de armazenagem e automação, sinalizando a continuidade da política de fortalecimento da logística marítima e promovendo maior eficiência na cadeia de comércio exterior.