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Megainvestimento de quase R$ 1 bilhão é aprovado para construção de nova usina de etanol de milho que promete impulsionar economia da Bahia

Por Felipe Dantas
23/fev/2026
Em Geral
Megainvestimento de quase R$ 1 bilhão é aprovado para construção de nova usina de etanol de milho que promete impulsionar economia da Bahia

Usina de etanol de milho

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O recente anúncio de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou quase R$ 1 bilhão para a construção de uma usina de etanol de milho na Bahia marca um passo relevante para o setor de biocombustíveis no país e para a transição energética brasileira.

Como será o investimento do BNDES na nova usina de etanol de milho na Bahia?

O pacote de financiamento aprovado para a usina de etanol de milho em Luís Eduardo Magalhães soma R$ 950 milhões e combina diferentes fontes de crédito de longo prazo. Desse total, R$ 350 milhões virão do Fundo Clima e R$ 600 milhões serão liberados pela linha Finem do BNDES, voltada a grandes empreendimentos industriais e de infraestrutura.

O objetivo é viabilizar a sexta biorrefinaria da Inpasa Agroindustrial S/A no Brasil e a primeira da empresa na Bahia, em uma área de 125.280,50 m² na zona rural do município. O projeto adota o conceito de biorrefinaria, integrando produção de etanol, energia elétrica e coprodutos, o que melhora a eficiência econômica e ambiental do empreendimento.

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Planta da Inpasa em Sidrolândia, MS – Foto: Inpasa Brasil

Quais são as principais capacidades produtivas da nova usina?

A usina foi planejada para processar grandes volumes de matéria-prima e diversificar a oferta de produtos, reduzindo a dependência exclusiva da venda de etanol. Segundo as projeções, a unidade terá capacidade de moer até 1 milhão de toneladas de milho por ano, além de sorgo e outros grãos cultivados no oeste baiano.

Essa escala permitirá à Inpasa atender diferentes mercados de biocombustíveis, insumos agroindustriais e geração de energia, com os seguintes resultados estimados anuais:

  • Até 498 milhões de litros de etanol anidro e hidratado;
  • Cerca de 248,9 mil toneladas de DDGs (dried distillers grains), coproduto rico em proteína para alimentação animal;
  • Aproximadamente 24.862 toneladas de óleo vegetal para uso industrial e na cadeia de biodiesel;
  • Cerca de 185 GWh de energia elétrica, com potencial de suprir parte da demanda local.

Quais impactos econômicos a usina de etanol de milho deve gerar na região?

A instalação da usina tende a alterar a dinâmica econômica de Luís Eduardo Magalhães e de todo o oeste baiano, hoje um importante polo do agronegócio. Na fase de construção, a previsão é de cerca de 300 empregos diretos e mais de 3 mil empregos indiretos, envolvendo obras civis, fornecimento de equipamentos, logística e serviços especializados.

Com o início da operação, a expectativa é de abertura de 450 a 500 postos de trabalho diretos, além de forte efeito indireto sobre comércio, transporte, alimentação e serviços. A Bahia tende a deixar de ser majoritariamente importadora de etanol para tornar-se exportadora de biocombustíveis, integrando-se de forma mais competitiva ao mercado. Veja os benefícios regionais:

🌱 Impactos Econômicos da Usina de Etanol de Milho

Investimento de quase R$ 1 bilhão aprovado pelo BNDES na Bahia

👷
Geração de empregos diretos e indiretos durante a construção e operação da usina.
💰
Aumento da renda regional com maior circulação de dinheiro no comércio e serviços locais.
🌽
Valorização da produção agrícola, especialmente do milho cultivado na região.
🚜
Estímulo ao agronegócio com expansão das áreas plantadas e modernização do campo.
🚛
Fortalecimento da logística regional com investimentos em transporte e armazenagem.
🏛️
Aumento da arrecadação de impostos municipais e estaduais.
🏭
Atração de novos investimentos industriais ligados aos biocombustíveis.
🐄
Produção de DDG/DDGS para ração animal, fortalecendo a pecuária local.
⚡
Redução da dependência de combustíveis fósseis com ampliação da energia renovável.
📈
Dinamização econômica dos municípios do entorno e desenvolvimento regional.

Como o Fundo Clima apoia à expansão do etanol de milho?

O Fundo Clima, administrado pelo BNDES e vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, apoia projetos que reduzam emissões ou mitiguem efeitos das mudanças climáticas. Criado em 2009, o fundo financia estudos, máquinas, tecnologias e plantas industriais voltadas à economia de baixo carbono e à transição energética.

No caso da usina de etanol de milho na Bahia, os recursos do Fundo Clima ajudam a estruturar uma planta que combina biocombustível renovável, cogeração de energia elétrica e aproveitamento de coprodutos. Essa integração contribui para menor intensidade de carbono por unidade de energia produzida e amplia a competitividade.

Plantação de milho em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia – Foto: Inpasa Brasil

Como a Inpasa fortalece a cadeia do agronegócio e dos biocombustíveis?

A Inpasa vem ampliando sua presença no mercado brasileiro de biocombustíveis desde 2018, com um modelo de biorrefinaria baseado no processamento de milho e outros grãos. A aprovação do primeiro financiamento junto ao BNDES representa um marco para a empresa, que passa a contar com suporte financeiro estatal para acelerar sua expansão regional.

Na prática, a combinação entre crédito do BNDES, uso de recursos do Fundo Clima e o modelo de negócios da Inpasa integra agronegócio, transição energética e desenvolvimento regional.

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