O anúncio da construção de novos acessos à fábrica de celulose da Arauco em Inocência, no Mato Grosso do Sul, marca uma nova etapa na infraestrutura logística do Estado, integrando investimentos públicos e privados que devem redesenhar a economia regional.
Como será o investimento de R$ 26,9 milhões na fábrica da Arauco?
O Governo de Mato Grosso do Sul confirmou investimento de R$ 26,9 milhões na implantação e pavimentação de dois acessos que ligarão a Rodovia MS-377 ao complexo industrial da Arauco, em construção em Inocência. Essas vias específicas para o fluxo da fábrica buscam reduzir conflitos entre veículos leves e pesados e aumentar a segurança.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, os acessos fazem parte de um pacote de obras de cerca de R$ 1,3 bilhão no entorno do Projeto Sucuriú. O ato de assinatura contou com o governador Eduardo Riedel, os ministros Renan Filho e Simone Tebet, senadores e o diretor da ANTT, reforçando o caráter estratégico da infraestrutura viária.
Como o Projeto Sucuriú pode transformar a logística e a economia regional?
O Projeto Sucuriú, em construção pela Arauco em Inocência, é apontado como futura maior fábrica de celulose de linha única do mundo, com investimento de cerca de US$ 4,6 bilhões (aproximadamente R$ 25 bilhões). A previsão é de início das operações até o fim de 2027, com capacidade de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
Na fase de obras, a empresa estima mobilizar cerca de 14 mil trabalhadores, entre empregos diretos e indiretos, exigindo estrutura de transporte, alojamento e serviços. Após a operação, projeta-se cerca de 6 mil postos de trabalho fixos, impulsionando cadeias de transporte, serviços, fornecimento de insumos e a expansão da base florestal no Nordeste do Estado. Veja imagens das obras da fábrica no vídeo divulgado pela Semadesc/MS:
Quais os impactos da fábrica de celulose no emprego e no desenvolvimento regional?
Ao concentrar recursos em acessos rodoviários, o governo busca preparar Inocência e municípios vizinhos para absorver o impacto da nova fábrica, evitando gargalos de mobilidade. A experiência de outros polos industriais mostra que vias não adaptadas ao tráfego pesado podem comprometer o desempenho das empresas e a rotina da população local.
Essas obras funcionam como “porta de entrada” do Projeto Sucuriú na malha de transportes do Estado, estimulando novos empreendimentos em indústria de base florestal, transporte de cargas e serviços especializados. A sinergia entre o investimento privado de grande porte e as intervenções públicas em rodovias tende a ampliar a arrecadação e diversificar atividades econômicas na região. Veja os impactos na região:
Impactos do Projeto da Fábrica da Arauco
Efeitos no emprego e no desenvolvimento regional em Inocência
Geração de Empregos Diretos
Criação de vagas na fábrica para operação, manutenção e administração.
Empregos Indiretos
Aumento de oportunidades em serviços, transporte, comércio e fornecedores locais.
Desenvolvimento Econômico Regional
Circulação de renda na cidade e municípios vizinhos, estimulando a economia local.
Valorização Imobiliária
Potencial aumento na demanda por moradias e infraestrutura urbana.
Fortalecimento de Setores Locais
Estímulo à cadeia produtiva e negócios parceiros da indústria.
Quais impactos logísticos são esperados com os novos acessos rodoviários?
A construção dos acessos à fábrica é fundamental na organização do fluxo logístico do Projeto Sucuriú, ligando diretamente o complexo à MS-377. Com isso, espera-se melhor distribuição do tráfego de caminhões, redução de trânsito pesado em áreas urbanas e queda de acidentes, desgaste de veículos e custos operacionais.
Para ilustrar de forma objetiva como essa infraestrutura pode alterar o cotidiano da região e das empresas, os principais usos dos acessos podem ser resumidos nos pontos a seguir:
- Transporte de matéria-prima: entrada de grandes volumes de madeira das áreas de plantio às linhas de produção.
- Escoamento da celulose: saída de caminhões rumo a centros de distribuição, terminais ferroviários e portos.
- Deslocamento de trabalhadores: facilitação do acesso diário de funcionários e prestadores de serviço.
- Integração logística regional: conexão mais eficiente com corredores estaduais e federais, apoiando outras cadeias produtivas.