Entre o concreto, o trânsito intenso e os prédios da capital fluminense, uma imensa área verde se impõe como respiro fundamental para milhões de pessoas: o Parque Estadual da Pedra Branca, maior parque urbano do mundo, com mais de 12,3 mil hectares de Mata Atlântica na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Por que o Parque Estadual da Pedra Branca ganhou destaque nacional?
Em 2024, um levantamento da plataforma Bulbe Energia colocou o Parque Estadual da Pedra Branca na 7ª posição entre as áreas protegidas mais buscadas do Brasil. Esse resultado reflete o trabalho do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, que reforçam ações de proteção da fauna e da flora.
O Parque Estadual da Pedra Branca se estende por 17 bairros da Zona Oeste, como Jacarepaguá, Realengo e Vargem Grande, formando um mosaico de áreas verdes, morros, vales e nascentes em meio ao cenário urbano. Na prática, funciona como regulador climático, ajudando a reduzir ilhas de calor, preservar mananciais e manter a qualidade do ar.
Quais fatores explicam o aumento da procura pelo Parque da Pedra Branca?
O interesse crescente acompanha um movimento nacional de valorização das unidades de conservação, com aumento de cerca de 50% nas buscas online sobre parques e áreas protegidas em 2024. Entre os motivos, estão a demanda por espaços ao ar livre, o fortalecimento do ecoturismo e atividades de baixo custo na região metropolitana.
Algumas características ajudam a entender por que o Parque Estadual da Pedra Branca se consolidou como um dos destinos mais procurados para turismo de natureza e lazer no Rio de Janeiro:
- Proximidade com bairros populosos da Zona Oeste, integrada ao cotidiano de moradores;
- Diversas trilhas com níveis de dificuldade variados, mirantes e cachoeiras;
- Infraestrutura básica de recepção em núcleos como Camorim, Pau da Fome, Realengo e Vargem Grande;
- Atividades de educação ambiental, pesquisa científica e incentivo ao turismo sustentável;
- Posto avançado Quilombola em Vargem Grande, em referência ao Quilombo Cafundá Astrogilda.
Que biodiversidade e serviços ambientais o parque protege?
Reconhecido internacionalmente como uma Important Bird and Biodiversity Area (IBA) pela BirdLife International, o parque abriga populações relevantes de espécies sensíveis à perda de habitat. Em seus mais de 12,3 mil hectares de Mata Atlântica, já foram registradas mais de 450 espécies de animais, além de inúmeras nascentes, cachoeiras e mirantes.
Entre as espécies registradas estão 43 espécies de peixes associadas a rios e nascentes, 20 espécies de anfíbios indicadores da qualidade ambiental, 27 espécies de répteis, 338 espécies de aves e 51 espécies de mamíferos, incluindo animais de médio e grande porte típicos da Mata Atlântica, o que reforça a relevância do parque. Veja características do parque:
Características do Parque Estadual da Pedra Branca
Tudo o que você precisa saber sobre a maior floresta urbana do Rio de Janeiro
Localização
Extensão
Vegetação
Fauna
Relevância
Atividades
Paisagem
Conservação
Como a gestão do maior parque urbano do mundo influencia a vida na capital fluminense?
Em uma metrópole marcada por contrastes sociais e pressão imobiliária, o parque cumpre função estratégica ao contribuir para a estabilidade de encostas, a manutenção de corredores ecológicos e a oferta de espaços públicos de contato com a natureza.
Com o aumento da visitação, torna-se essencial planejar o uso para evitar sobrecarga de trilhas, rios e áreas sensíveis, investindo em monitoramento de visitantes, sinalização, educação ambiental com moradores e escolas, além de parcerias com instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil. Veja imagens do parque no vídeo divulgado pelo Governo do Rio de Janeiro, via Instagram: