Boatos sobre suspensão de aposentadorias por falta da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) geraram dúvidas entre beneficiários do INSS, mas o governo federal esclarece que quem já recebe aposentadoria, pensão ou outros auxílios, não terá pagamento interrompido apenas por ainda não possuir o novo documento, já que o foco das mudanças está em novos pedidos de benefícios e na modernização da identificação biométrica.
O que é a biometria do INSS e qual o papel da CIN nesse processo?
A biometria no INSS identifica o cidadão por meio de características físicas, principalmente digitais registradas em bancos de dados públicos. Esse sistema cruza informações biométricas com CPF, histórico contributivo e registros trabalhistas para confirmar a identidade do titular do benefício.
Desde 21 de novembro de 2025, todo novo pedido de benefício previdenciário ou assistencial exige cadastro biométrico válido. São aceitas biometrias vinculadas à Carteira de Identidade Nacional, à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ao Título de Eleitor, permitindo o uso de documentos já existentes durante a transição.
Como funciona o cronograma da biometria do INSS até 2028?
As regras de biometria seguem um cronograma por fases, com exigências que aumentam gradualmente. Entre 2025 e 2027, a biometria pode ser comprovada por diferentes documentos oficiais com digitais registradas, integrados à base de dados do governo federal.
A partir de 2028, a previsão é que a CIN se torne a única biometria aceita para novos requerimentos e manutenção de benefícios. Nesse período de transição, o governo afirma que não haverá corte automático de benefícios apenas pela ausência da CIN, priorizando orientação e adaptação.
Quem já é aposentado precisa atualizar o documento para a nova CIN?
Aposentados, pensionistas e demais beneficiários em pagamento não têm o benefício bloqueado automaticamente por falta da CIN durante a fase de implantação. A manutenção dos pagamentos continua baseada em regras como prova de vida, atualização cadastral e requisitos de cada modalidade.
Se o INSS identificar necessidade de atualização biométrica ou de dados pessoais, o contato será individualizado por canais como Meu INSS e agências da Previdência. Nessas situações, o segurado recebe orientações sobre documentos aceitos e, se necessário, sobre como solicitar a CIN sem interromper o benefício.
A seguir, confira uma explicação completa divulgada no perfil Escobar Advogados (@escobaradvogados) no Instagram, que já soma mais de 1 milhão de seguidores, de como funcionará a biometria para os beneficiários:
Quem pode ter regras diferenciadas para biometria no INSS?
Alguns grupos têm maior dificuldade de deslocamento ou de acesso a órgãos de identificação, e por isso contam com regras diferenciadas. Nesses casos, o INSS pode adotar procedimentos específicos ou alternativas de comprovação de identidade, conforme normas internas.
A seguir, estão os principais grupos que podem ter regras diferenciadas para a biometria no INSS:
- Pessoas com mais de 80 anos, especialmente com limitações de locomoção ou saúde;
- Segurados com dificuldade de locomoção comprovada por laudo médico;
- Moradores de áreas de difícil acesso, como regiões rurais e ribeirinhas;
- Migrantes, refugiados e apátridas com obstáculos documentais;
- Residentes no exterior, sem acesso direto aos institutos de identificação.
Como o segurado pode se preparar para usar biometria e CIN no INSS?
Antecipar a organização de documentos e a verificação de biometria já cadastrada reduz atrasos em futuros pedidos de benefícios. A CIN tende a ser integrada a vários serviços públicos, aumentando sua utilidade no dia a dia do segurado.
É recomendável verificar se há digitais na CNH ou Título de Eleitor, acompanhar periodicamente o Meu INSS para avisos, consultar o órgão de identificação estadual sobre a emissão da CIN, organizar CPF e comprovante de residência e observar se há enquadramento em situações que permitem tratamento diferenciado quanto à biometria.