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Funcionária com TDAH receberá indenização de R$ 20 mil após ser constrangida com prêmio de “mais lenta do setor”

Por Guilherme Silva
03/fev/2026
Em Geral
Funcionária com TDAH receberá indenização de R$ 20 mil após ser constrangida com prêmio de “mais lenta do setor”

Justiça reconhece assédio contra funcionária com TDAH e fixa indenização por danos morais

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Uma funcionária diagnosticada com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) garantiu o direito a uma indenização de R$ 20 mil na Justiça do Trabalho. A decisão puniu a empresa por permitir que a colaboradora fosse humilhada com um “troféu” pejorativo e piadas constantes sobre seu ritmo de produção.

Quais provas confirmaram as humilhações sofridas?

Para comprovar a gravidade dos fatos, a vítima anexou ao processo o “troféu” ofensivo recebido e laudos médicos que atestam crises de ansiedade. A defesa alegou que o ambiente era hostil e excludente, afetando severamente sua saúde mental durante o contrato.

A corporação negou qualquer conduta discriminatória e afirmou que os comentários visavam apenas melhorar o atendimento ao cliente. A defesa sustentou que as interações eram respeitosas e rejeitou a existência de um ambiente de trabalho abusivo.

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O que motivou o processo por danos morais?

A autora relatou enfrentar dificuldades para acompanhar o ritmo dos colegas devido à sua condição neurológica, o que motivou apelidos cruéis como “lerda” e “dorminhoca”. O ápice do assédio moral ocorreu quando o supervisor participou de uma votação para eleger a pessoa mais lenta do setor.

O comportamento abusivo da equipe incluía ataques diretos à dignidade da profissional e intolerância religiosa explícita. Veja as atitudes que configuraram a perseguição no ambiente laboral:

🛑 Atitudes que configuraram a perseguição laboral

O comportamento abusivo incluía ataques à dignidade e intolerância no ambiente de trabalho
🗣️
Violência verbal e estigmas
Uso de termos pejorativos que reforçavam estigmas sobre a capacidade cognitiva da profissional.
📜
Ridicularização pública
Entrega de um certificado simbólico com o objetivo de humilhar o desempenho perante a equipe.
🙈
Omissão da liderança
Conivência dos gestores diante das agressões psicológicas e da intolerância religiosa recorrente.

Qual foi a decisão final da Justiça do Trabalho?

O magistrado reconheceu que houve constrangimento contínuo e destacou a negligência dos gestores em não proteger a integridade da trabalhadora. Embora a condenação inicial fosse maior, o Tribunal Regional do Trabalho fixou o valor definitivo da reparação em R$ 20 mil.

O caso estabelece precedentes importantes sobre os limites da cobrança por produtividade e a responsabilidade civil das organizações perante a lei:

  • Empresas respondem judicialmente por omissão diante de condutas abusivas
  • Brincadeiras repetitivas toleradas pela chefia configuram assédio moral
  • Diagnósticos de TDAH exigem acolhimento e adaptação, jamais discriminação
Créditos: depositphotos.com / seb_ra
Estátua da justiça – Créditos: depositphotos.com / seb_ra

Como garantir que meus direitos sejam respeitados?

Entenda que o respeito no ambiente corporativo é um direito inegociável e nenhuma meta de produtividade justifica o tratamento desumano. A decisão judicial reforça que limitações pessoais ou crenças religiosas não podem ser alvo de zombaria sob o pretexto de feedback profissional.

Monitorar comportamentos tóxicos e denunciar abusos nos canais competentes é o único caminho para frear a cultura do assédio. Caso você presencie ou sofra situações similares, reúna provas documentais e busque orientação jurídica especializada para defender sua dignidade.

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