O Governo Federal mantém o pagamento unificado que atinge o patamar de R$ 750 para lares com ao menos um dependente na primeira infância. O valor combina o piso assistencial de R$ 600 com o adicional específico para o desenvolvimento infantil.
Como funciona a composição do benefício de R$ 750 neste ano?
A estrutura do Bolsa Família em 2026 utiliza o Benefício Primeira Infância para injetar R$ 150 extras por cada criança de zero a seis anos. Essa soma garante que uma família com apenas um filho nessa faixa etária receba o montante mínimo de R$ 750 todos os meses.
Famílias com maior número de dependentes pequenos podem ultrapassar esse valor, uma vez que o adicional é cumulativo por indivíduo. O MDS esclarece que o foco dessa política é garantir a segurança alimentar e nutricional nos primeiros anos de vida, fase crucial para o crescimento.
Quais são os critérios de renda para ter direito ao pagamento?
Para ingressar no programa, a renda mensal por pessoa da família deve ser de, no máximo, R$ 218, caracterizando situação de vulnerabilidade social. O cidadão precisa estar com os dados rigorosamente atualizados no CadÚnico para que o sistema processe a elegibilidade automaticamente.
Veja abaixo a simulação de valores conforme a composição familiar atualizada para o ciclo de 2026:
Quais regras de saúde a família precisa cumprir para manter o auxílio?
A manutenção dos repasses financeiros está condicionada ao acompanhamento médico regular e ao cumprimento do calendário vacinal estabelecido pelo Ministério da Saúde. O descumprimento dessas obrigações pode gerar o bloqueio imediato do benefício e a suspensão dos saques nas agências da Caixa.
Para evitar sanções administrativas, os beneficiários devem observar os seguintes compromissos de cuidado:
- Atualização constante da caderneta de vacinação conforme as normas do PNI nacional.
- Acompanhamento nutricional com medição de peso e altura nas unidades básicas de saúde.
- Realização de consultas de pré-natal para gestantes cadastradas no núcleo familiar atendido.
Qual é a frequência escolar exigida para crianças e adolescentes?
O Ministério da Educação monitora a presença em sala de aula para garantir que o auxílio financeiro atue no combate à evasão escolar. Para crianças de quatro a cinco anos, a frequência mínima exigida é de 60%, subindo para 75% nos casos de jovens entre seis e 18 anos incompletos.
O registro é feito diretamente pelas secretarias municipais e enviado ao MDS para cruzamento de dados mensal. Caso a meta de assiduidade não seja atingida, a família recebe uma advertência antes de sofrer cortes definitivos no valor recebido via Bolsa Família.
Existem outros complementos financeiros além do valor para crianças pequenas?
O programa oferece o Benefício Variável Familiar, que destina R$ 50 para gestantes e jovens com idade entre sete e 18 anos. Há ainda o Benefício Variável Nutriz, um suporte adicional de R$ 50 voltado para auxiliar na alimentação de bebês com até seis meses de vida.
A soma de todos esses componentes permite que lares em extrema pobreza alcancem uma rede de proteção robusta e multifacetada em 2026. Manter o contato com o CRAS local é a maneira mais eficiente de garantir que todos os adicionais devidos sejam corretamente aplicados ao cadastro.