O Tribunal de Justiça do Ceará condenou o Banco Santander e o BRB a restituir R$ 16 mil a um cliente vítima de fraude digital. A decisão estabelece que as instituições devem devolver o valor integral perdido e pagar mais R$ 6 mil por danos morais, reforçando a responsabilidade bancária sobre falhas de segurança.
Como funciona o golpe do pix na venda de produtos online?
O estelionato digital ocorre quando criminosos utilizam anúncios falsos em redes sociais para atrair compradores interessados em produtos de alto valor. A vítima realiza as transferências acreditando na legitimidade da oferta, mas percebe a fraude apenas quando o produto não é entregue pelo vendedor real.
No caso analisado, o prejuízo de 16 mil reais foi causado por uma sucessão de transferências para contas de estelionatários. O impacto financeiro imediato gerou um abalo psicológico que justificou a condenação dos bancos ao pagamento de danos morais significativos.
Como evitar cair no golpe do Pix ao comprar na internet?
A segurança nas transações digitais depende de uma postura defensiva do usuário ao lidar com perfis desconhecidos em plataformas de vendas. Antes de concluir qualquer pagamento instantâneo, é fundamental cruzar os dados do beneficiário com a identidade real do proprietário do item anunciado.
O banco tem responsabilidade em caso de golpe do Pix?
A responsabilidade objetiva das instituições financeiras baseia-se no risco da atividade, conforme definido pela Súmula 479 do STJ. A justiça entendeu que permitir a abertura de contas por fraudadores sem a devida conferência de dados configura um defeito na prestação do serviço bancário.
Os bancos não comprovaram a regularidade das contas que receberam os valores desviados, o que selou o destino da ação judicial. Como as empresas lucram com as movimentações, devem assumir os riscos quando seus sistemas falham em detectar operações fraudulentas evidentes.
Por que devo registrar o Boletim de Ocorrência após o golpe?
O registro policial é a peça fundamental para comprovar a cronologia dos fatos e a boa-fé do consumidor lesado no processo. Ao documentar a ocorrência imediatamente, a vítima cria um lastro probatório que dificulta as alegações de negligência levantadas pelas defesas jurídicas dos bancos.
Além do boletim, o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED) junto ao Banco Central é um passo indispensável para tentar reaver os fundos. Essas ações administrativas demonstram que o cliente buscou todas as vias possíveis para mitigar o prejuízo antes de ingressar na esfera judicial.
No vídeo a seguir, o canal Advogado Sincero, que conta com 12,3 mil inscritos e já soma 21 mil visualizações neste conteúdo, aborda o que acontece juridicamente após um golpe do Pix, explicando quem costuma ganhar ou perder na justiça:
Quais os passos para conseguir o reembolso do pix na justiça?
O entendimento consolidado pelo TJCE serve como guia para que outros consumidores busquem seus direitos diante da falha de segurança bancária. A reparação total dos valores e a indenização por danos morais são direitos garantidos quando a falha sistêmica é comprovada.
- Conserve todos os comprovantes das transferências que totalizam o prejuízo financeiro.
- Guarde os protocolos de atendimento e a resposta negativa do banco sobre o ressarcimento.
- Procure auxílio jurídico para fundamentar o pedido de danos morais com base na jurisprudência.