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Aposentados com uma dessas 16 doenças podem ter isenção do Imposto de Renda e receber até R$ 20 mil de volta

Por Guilherme Silva
18/fev/2026
Em Geral
Aposentados com uma dessas 16 doenças podem ter isenção do Imposto de Renda e receber até R$ 20 mil de volta

Aposentados com doenças graves têm direito à isenção de Imposto de Renda e restituição de valores retroativos

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A Receita Federal assegura por lei que aposentados, pensionistas e militares na reserva que sofram de moléstias graves fiquem isentos do IRPF sobre seus proventos. Este benefício, fundamentado na Lei 7.713/1988, visa aliviar os custos com tratamentos e garantir dignidade financeira aos portadores de enfermidades crônicas em 2026.

Quais são as dezesseis doenças graves que garantem o direito à isenção?

A legislação brasileira estabelece uma lista taxativa de condições que permitem o acesso ao benefício, não sendo aceitas patologias que não se enquadrem rigorosamente nestes critérios. A isenção é válida mesmo que o diagnóstico tenha ocorrido após o início da aposentadoria, abrangendo desde condições degenerativas até estágios avançados de infecções.

Para obter o direito, é indispensável a comprovação por laudo médico técnico que ateste a gravidade da moléstia e sua data de início. O benefício retroage à data do diagnóstico, permitindo que o contribuinte recupere valores retidos indevidamente pela fonte pagadora nos últimos cinco anos de tratamento.

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Meu INSS - Créditos: depositphotos.com / rafapress
Aplicativo Meu INSS com dinheiro abaixo – Créditos: depositphotos.com / rafapress

Quem pode solicitar o benefício e quais rendimentos são isentos?

O direito é restrito a aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos inativos de todas as esferas e militares reformados ou na reserva. É importante destacar que a isenção incide exclusivamente sobre o valor da aposentadoria ou pensão, não alcançando rendas extras como aluguéis ou salários de consultoria.

A tabela abaixo detalha as principais categorias de doenças listadas e o impacto que o reconhecimento oficial traz para o benefício tributário do cidadão:

Direito Tributário 2026

Isenção de IR por Moléstia Grave

Impacto do reconhecimento oficial de doenças na carga tributária de aposentados e pensionistas
Categoria de Moléstia Exemplos na Lei 7.713/88 Impacto no Imposto
Oncológicas e Infecciosas Neoplasia maligna, AIDS e Hanseníase Isenção total nos proventos
Degenerativas e Mentais Parkinson e Alienação mental Isenção total nos proventos
Órgãos Vitais Nefropatia e Cardiopatia graves Isenção total nos proventos
Físicas e Sensoriais Cegueira, Paralisia e Esclerose múltipla Isenção total nos proventos
🏛️
Informação Importante: A isenção do Imposto de Renda para moléstia grave em 2026 é exclusiva para rendimentos de aposentadoria, pensão ou reforma. Rendimentos provenientes de atividade assalariada (trabalho na ativa) não gozam deste benefício, mesmo que a patologia esteja listada. O direito pode ser pleiteado administrativamente ou via judicial, retroagindo à data do diagnóstico comprovado em laudo pericial.

Qual é o passo a passo para requerer a isenção junto ao órgão pagador?

O primeiro passo é obter o laudo técnico e realizar o requerimento diretamente no canal do órgão responsável pelo pagamento, como o portal Meu INSS. Após a análise, que costuma levar entre 30 e 90 dias, a fonte pagadora deixará de descontar o IRPF diretamente no contracheque do beneficiário.

Como pode ocorrer a devolução de valores que chegam a R$ 20 mil:

  • A isenção pode gerar restituição retroativa se houve descontos indevidos.
  • É possível revisar os últimos cinco anos, conforme a data do diagnóstico.
  • O valor varia conforme benefício e tempo de retenção.
  • Benefícios maiores tendem a gerar reembolsos mais altos.
  • O pagamento ocorre via Receita Federal, RPV ou precatório.

Se o pedido for negado administrativamente, o cidadão pode ingressar com uma ação judicial. Quando há comprovação de retenção indevida, os valores recuperados frequentemente variam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, dependendo do histórico de descontos.

Idoso surpreso em frente ao INSS
Idoso surpreso em frente ao INSS

Como estruturar um laudo médico para garantir a devolução de valores?

Um laudo bem fundamentado é a chave para não apenas parar de pagar o imposto, mas também receber a restituição do que foi retido indevidamente pela União. O documento deve ser emitido por médico com CRM ativo, preferencialmente de serviço público, descrevendo o caráter crônico da enfermidade.

A clareza técnica evita que o processo caia em exigências burocráticas que forçariam o beneficiário a buscar a via judicial. Existem diretrizes fundamentais que os documentos devem seguir para que o Governo Federal processe o pedido com agilidade em 2026:

  • Apresente um laudo pericial contendo o CID específico da doença.
  • Garanta que o documento médico cite expressamente a Lei 7.713/88.
  • Indique a data do diagnóstico inicial para possibilitar o cálculo retroativo.
  • Mantenha a assinatura e o carimbo do médico legíveis no requerimento.

Onde o contribuinte encontra segurança jurídica para manter o benefício?

A segurança do benefício reside na manutenção periódica dos laudos em casos de doenças tratáveis, embora moléstias irreversíveis garantam isenção vitalícia. A Receita Federal cruza os dados anualmente, e o erro comum de omitir a informação na Declaração de Ajuste Anual pode gerar problemas de malha fina.

Declarar corretamente os rendimentos como isentos protege o patrimônio e evita questionamentos sobre a origem dos recursos recuperados via retroativo. O conhecimento sobre a legislação tributária brasileira é a melhor ferramenta para que o aposentado foque sua renda no que realmente importa em 2026: a sua saúde.

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