O Exército Brasileiro oficializou a aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, em meio às repercussões do chamado “inquérito do golpe”, com sua transferência para a reserva remunerada a partir de 2 de março de 2026.
O que diz a portaria do Exército sobre a aposentadoria de Mauro Cid?
O ato que oficializa a aposentadoria de Mauro Cid foi assinado pelo general de Brigada Luiz Duarte de Figueiredo Neto, diretor de Assistência ao Pessoal do Exército, determinando sua passagem para a reserva remunerada, com remuneração proporcional ao tempo de serviço.
O processo começou em agosto de 2025, quando Cid pediu aposentadoria antecipada, e, após análise do Comando do Exército, o pedido foi deferido em janeiro de 2026 e formalizado em portaria interna de caráter administrativo. As informações são da coluna Igor Gadelha, pelo portal Metrópoles.
Por que a aposentadoria chama atenção na cena política?
A aposentadoria de Mauro Cid ganha destaque pelo cargo que ocupava e pelo papel central nas investigações do “inquérito do golpe”, já que, como ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, ele acompanhou agendas sensíveis e depois firmou delação premiada, colaborando com detalhes sobre a tentativa de abalar o resultado das eleições de 2022.
Aos 46 anos, após cerca de 30 anos de serviços, ele recorreu à previsão de aposentadoria antecipada em regulamentos militares, em meio à forte exposição pública e à condenação em primeira instância ligada à suspeita de tentativa de ruptura institucional.
Quais os dados sobre a aposentadoria de Mauro Cid?
Para entender de forma objetiva o impacto funcional e financeiro da passagem de Cid para a reserva remunerada, vale destacar os principais pontos oficiais já confirmados pelo Exército:
- Cargo: tenente-coronel do Exército Brasileiro
- Idade da aposentadoria: 46 anos
- Tempo de serviço: cerca de 30 anos na Força
- Situação funcional: transferência para a reserva remunerada a partir de 2 de março de 2026
- Renda estimada: aproximadamente R$ 16 mil líquidos mensais
- Moradia: saída da casa funcional na Vila Militar de Brasília, conforme normas para militares da ativa
Quais são os efeitos da ida de Cid para a reserva?
Na esfera administrativa, Cid deixa a escala de serviço da ativa e passa a ser militar da reserva, com remuneração proporcional, deveres restritos às hipóteses legais de eventual convocação e perda do direito à moradia funcional na Vila Militar de Brasília.
Institucionalmente, sua transferência ocorre em meio ao debate sobre o papel de militares na política e encerra sua trajetória na ativa, enquanto seu nome segue atrelado às investigações conduzidas pelo Judiciário e pelo Ministério Público, inclusive no chamado “inquérito do golpe”.
Quais os impactos da aposentadoria de Mauro Cid?
A oficialização da aposentadoria não encerra sua participação em processos e inquéritos em curso, pois, como delator e réu, ele permanece obrigado a cumprir decisões judiciais, comparecer a audiências e cooperar nos termos de sua delação premiada.
No cenário político e jurídico de 2026, a trajetória de Mauro Cid continua central para compreender os desdobramentos da tentativa de golpe, enquanto a aposentadoria marca apenas o fim formal de sua carreira na ativa, sem afastá-lo do foco das investigações e da cobertura jornalística.