A Anvisa ordenou o recolhimento e a suspensão imediata do suplemento alimentar Power Honey, da empresa Alemed Nutracêutica Indústria e Comércio Ltda. A medida, publicada no Diário Oficial da União em 28 de novembro de 2025, foi motivada pelo excesso de conservantes e pelo uso de propagandas com promessas terapêuticas sem comprovação científica.
Por que o suplemento Power Honey foi proibido pela vigilância?
O principal motivo da interdição foi a presença de conservantes em níveis acima do limite permitido pela legislação sanitária. Análises técnicas detectaram concentrações excessivas de benzoato de sódio e sorbato de potássio na fórmula líquida. O consumo dessas substâncias fora dos padrões de segurança pode representar riscos à saúde, como reações alérgicas ou irritações gastrointestinais.
Além das irregularidades químicas, a Anvisa identificou que a rotulagem e o nome da marca induzem o consumidor ao erro. O produto utilizava termos proibidos para a categoria de suplementos, sugerindo funções curativas típicas de medicamentos. Essa prática infringe as normas de transparência que exigem informações precisas sobre os reais ingredientes presentes na composição.
Quais alegações terapêuticas foram consideradas enganosas no rótulo?
O Power Honey era divulgado com a promessa de ser um “estimulante natural”, termo que não possui autorização para suplementos alimentares. No Brasil, é proibido sugerir que um alimento possa tratar ou prevenir doenças sem evidências clínicas aceitas pelo órgão regulador. Tais alegações confundem o público sobre a finalidade nutricional do produto.
Para entender as restrições impostas pela resolução oficial (RE nº 4.770/2025), observe as determinações abaixo:
- Proibição total de fabricação e distribuição em todo o território nacional.
- Suspensão imediata de qualquer peça publicitária ou divulgação em sites.
- Interrupção do consumo recomendado devido à desconformidade dos aditivos.
- Obrigatoriedade de recolhimento de todos os lotes nos pontos de venda.
Como o excesso de conservantes afeta a segurança do consumidor?
Conservantes possuem limites rígidos de ingestão diária para evitar efeitos adversos no organismo dos usuários. Quando um fabricante ignora essas métricas, o produto deixa de cumprir seu papel suplementar e passa a ser uma irregularidade sanitária. A fiscalização ocorrida no final de 2025 agiu para impedir que lotes fora dos padrões continuassem acessíveis.
Para diferenciar as funções gerais dessas substâncias e as falhas encontradas neste caso específico, consulte a tabela:
Qual o papel da Alemed Nutracêutica diante desta resolução?
A empresa Alemed Nutracêutica Indústria e Comércio Ltda é a responsável direta por retirar as unidades do mercado. Enquanto vigorar a proibição, o produto Power Honey não pode ser comercializado ou fabricado. A regularização depende de uma nova avaliação da Anvisa, caso a empresa consiga adequar a fórmula e o marketing às leis vigentes.
O descumprimento das ordens administrativas pode resultar em multas pesadas e interdição definitiva do estabelecimento. Entenda como funciona no dia a dia a responsabilidade das empresas em zelar pela veracidade das informações nutricionais. Em regra, a transparência é o que garante a segurança do consumidor e a viabilidade da marca.
Como verificar se um suplemento alimentar é seguro antes da compra?
É possível consultar a situação de diversos produtos e empresas regulados no portal do Governo Federal para evitar fraudes. Desconfiar de suplementos que prometem efeitos imediatos ou curas milagrosas é uma atitude prudente para proteger sua saúde. A informação oficial atualizada é a melhor ferramenta contra produtos em situação irregular.
Para manter a segurança da sua suplementação, siga estas orientações práticas de verificação:
- Consulte o site da Anvisa ao encontrar promessas exageradas em rótulos.
- Verifique se a embalagem contém o nome e o CNPJ do fabricante de forma clara.
- Evite adquirir produtos que apresentem discrepâncias entre a web e o rótulo.
- Denuncie estabelecimentos que ainda comercializam o suplemento Power Honey.
Por que a vigilância sobre aditivos químicos é vital para a saúde?
A fiscalização sobre a quantidade de conservantes impede que o consumo de substâncias químicas ultrapasse os níveis considerados seguros. A proteção dos cidadãos depende diretamente das análises conduzidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Na minha opinião, o cumprimento dos limites químicos é inegociável para garantir que a inovação não ignore a segurança pública.
Veja como aplicar isso na prática analisando criticamente o verso das embalagens antes de consumir qualquer suplemento líquido. A suspensão deste produto demonstra que a ciência deve guiar o mercado em 2026 e nos anos seguintes. Mantenha sua saúde protegida priorizando sempre o que foi devidamente testado e autorizado conforme a legislação sanitária.