O programa SP nos Trilhos marca, em 2025, um novo patamar para a mobilidade sobre trilhos no Estado de São Paulo, com uma carteira superior a 40 projetos e investimentos estimados em cerca de R$ 190 bilhões, reunindo obras urbanas, regionais e turísticas que somam mais de 1.000 quilômetros de novas linhas e integram Grande São Paulo, interior e litoral, com impacto direto na mobilidade diária, na geração de empregos e na redução das desigualdades regionais.
Como será a expansão ferroviária em São Paulo?
Esse ciclo de expansão ferroviária prevê aproximadamente 150 mil postos de trabalho ao longo de sua implementação, envolvendo desde a construção pesada até serviços especializados de operação e manutenção. A ampliação da rede deve estimular economias locais, favorecer o acesso a serviços públicos e encurtar distâncias entre polos de emprego, estudo e lazer.
A expansão prevista pelo SP nos Trilhos é considerada a maior da história paulista em extensão e volume de recursos. Ao todo, mais de 1.000 quilômetros de novas linhas e extensões devem conectar áreas densamente povoadas da capital a municípios do entorno e a cidades médias do interior, incluindo metrô, trens metropolitanos, trens regionais e VLTs. Veja os benefícios do projeto:
| Dimensão | Benefícios |
|---|---|
| Mobilidade urbana | • Ampliação e modernização da malha ferroviária• Redução do tempo de deslocamento• Integração entre trens metropolitanos, metrô e ônibus |
| Economia | • Geração de empregos diretos e indiretos• Estímulo ao desenvolvimento regional• Aumento da competitividade logística |
| Logística e transporte | • Maior capacidade de escoamento de cargas• Redução de custos logísticos• Menor dependência do transporte rodoviário |
| Sustentabilidade | • Diminuição das emissões de CO₂• Transporte mais eficiente e limpo• Menor impacto ambiental |
| Qualidade de vida | • Menos congestionamentos• Mais segurança no transporte• Conforto e regularidade para usuários |
| Planejamento de longo prazo | • Investimentos estruturantes• Modernização da infraestrutura ferroviária• Base para crescimento urbano ordenado |
Qual é o papel da Linha 6–Laranja e dos trens metropolitanos?
Um dos marcos do programa é a Linha 6–Laranja, tida como a maior obra de mobilidade urbana em execução no Brasil, com mais de 75% de conclusão em 2025, 15,3 quilômetros de extensão, 15 estações e mais de 10 mil trabalhadores mobilizados. A operação será escalonada entre Brasilândia e Perdizes em 2026 e até São Joaquim em 2027, reforçando o eixo Norte–Centro da capital.
O programa também avança sobre a rede de trens metropolitanos, com foco na modernização da infraestrutura e na ampliação da oferta de serviço. Destaca-se a concessão das Linhas 11–Coral, 12–Safira e 13–Jade, o Lote Alto Tietê, com investimentos de R$ 14,3 bilhões até 2040, oito novas estações, modernização de 27 e extensão de 22,6 quilômetros de trilhos.
Como as linhas já concedidas serão expandidas?
Nas linhas já concedidas do metrô e da malha metropolitana, o SP nos Trilhos prevê ampliações que levam transporte de alta capacidade a áreas densamente povoadas. A Linha 4–Amarela caminha para ser estendida até Taboão da Serra, enquanto a Linha 5–Lilás deverá chegar ao Jardim Ângela, com investimento estimado em R$ 2,72 bilhões.
Na Região Metropolitana, o Lote ABC–Guarulhos propõe a modernização da Linha 10–Turquesa e a criação da futura Linha 14–Ônix, com investimentos estimados em R$ 19 bilhões. Já a Linha 16–Violeta, com 19 quilômetros, 16 estações e demanda prevista de 475 mil passageiros por dia, concluiu a etapa de participação pública e segue para as fases seguintes de estruturação.
O que está previsto para trens intercidades e interior do Estado?
Fora do eixo central da Grande São Paulo, o programa aposta nos trens intercidades como alternativa para deslocamentos de média distância, conectando polos econômicos regionais. O TIC Eixo Norte, ligando Campinas à capital, será o primeiro trem de média velocidade do país, com investimentos de R$ 14,2 bilhões, viagem em cerca de 60 minutos e integração ao Trem Intermetropolitano e à Linha 7–Rubi.
Outro projeto em destaque é o TIC Sorocaba, com investimentos estimados em R$ 12 bilhões e expectativa de atender até 50 mil passageiros por dia, após encerrar a fase de audiências públicas em 2025. O programa ainda estrutura os eixos Leste e Sul dos trens intercidades e sistemas de VLT para Campinas, Sorocaba e Baixada Santista, além de projetos de turismo ferroviário com potencial de movimentar R$ 1,8 bilhão em cerca de dez anos. Veja mais detalhes no vídeo divulgado pelo Governo do Estado de São Paulo no YouTube:
Quais são os impactos econômicos e sociais do programa?
A dimensão econômica do SP nos Trilhos vai além dos investimentos diretos em obras e equipamentos, impactando o uso do solo, o mercado de trabalho e o desenvolvimento regional. A ampliação da malha ferroviária tende a valorizar imóveis em áreas atendidas, favorecer a instalação de novos negócios próximos às estações e reduzir o tempo de deslocamento de trabalhadores e estudantes.
Entre os impactos econômicos e sociais esperados, destacam-se resultados que ajudam a explicar a relevância do programa para o Estado de São Paulo:
- Geração estimada de cerca de 150 mil empregos ao longo do ciclo de implantação.
- Dinamização de economias locais, com novos serviços e comércio no entorno das estações.
- Redução do tempo de viagem e maior integração entre moradia, emprego, estudo e lazer.
- Melhoria do acesso a saúde, educação e cultura para áreas periféricas e municípios mais distantes.
FAQ sobre megaprojeto SP nos Trilhos
- SP nos Trilhos é um programa apenas da capital? Não. Embora inclua grandes obras em São Paulo e na Região Metropolitana, o programa abrange também o interior e o litoral, com trens intercidades, VLTs e projetos de turismo ferroviário.
- Quando o primeiro trem intercidades deve começar a ser construído? A previsão divulgada é de início das obras do TIC Eixo Norte, entre Campinas e a capital, no primeiro semestre de 2026.
- O SP nos Trilhos prevê integração entre diferentes modais? Sim. Os projetos são estruturados para se conectar a linhas de metrô, trens metropolitanos, trens intercidades, VLTs e sistemas de ônibus, formando uma rede integrada.
- Como o turismo ferroviário entra no SP nos Trilhos? O programa reserva uma carteira específica de iniciativas de turismo sobre trilhos, com potencial estimado de movimentar R$ 1,8 bilhão em cerca de dez anos, associando passeios ferroviários a atividades culturais e de lazer.