A crise que atinge a rede de supermercados Alcampo, uma das maiores da Espanha, deu origem a um processo de demissões em massa e fechamento de unidades iniciado em 2024 e agravado em 2025, com efeitos diretos projetados para 2026, afetando trabalhadores, consumidores e o equilíbrio do varejo alimentar em várias regiões espanholas.
Como foi a fase mais crítica da Alcampo?
A demissão em massa na Alcampo está ligada ao fechamento de 16 lojas em regiões como Madrid, Castilla y León, Galícia, Navarra e País Basco. Até 2025, a companhia mantinha mais de 520 unidades em funcionamento e empregava cerca de 23 mil pessoas em toda a Espanha.
Com o agravamento da crise, a rede passou a concentrar investimentos em áreas específicas, abandonando pontos pouco rentáveis ou com custos operacionais elevados. A direção também tenta negociar indenizações, reduções de jornada e remanejamentos internos para diminuir a pressão social e evitar novos conflitos trabalhistas. As informações são do portal Em Foco.
Quais são as principais causas do declínio da rede em 2026?
A percepção de que a rede de supermercados popular Alcampo afunda em 2026 decorre de fatores econômicos e estruturais combinados. A empresa encerrou 2024 com prejuízos milionários em relação a 2023, refletindo queda operacional, redução de vendas e perda gradual de participação de mercado.
Entre os motivos estão a migração para compras digitais, preferência por lojas menores e a queda no negócio de combustíveis, que reduziu receitas complementares. A integração de mais de 220 lojas adquiridas elevou as despesas com pessoal e os custos de adaptação, num cenário ainda agravado por um ciberataque, eventos climáticos e concorrentes mais ágeis no comércio online.
Como a rede de supermercados lida com o impacto social das demissões?
O plano de reestruturação prevê o desligamento de ao menos 196 funcionários, número que pode ser ajustado com remanejamentos ou contratos com jornadas reduzidas. As indenizações seguem o tempo de casa e os parâmetros da legislação trabalhista espanhola, incluindo compensações financeiras e acordos específicos em cada unidade.
Quase 200 famílias são diretamente afetadas, mas a empresa incluiu cláusulas de proteção: trabalhadores com deficiência igual ou superior a 33% e vítimas de violência de gênero foram excluídos das listas de demissão. A Alcampo também recorre a comissões de acompanhamento com sindicatos para monitorar a aplicação dos critérios e reduzir contestações jurídicas.
Quais medidas a Alcampo adota para reagir à crise e apoiar trabalhadores?
Diante da demissão em massa e dos fechamentos, a Alcampo contratou uma empresa especializada em outplacement para apoiar a recolocação profissional. O plano oferece orientação de carreira, revisão de currículos, simulação de entrevistas e acompanhamento em processos seletivos no varejo e em outros serviços.
Para facilitar a transição profissional e reduzir o tempo de inatividade, a empresa também mapeia oportunidades em setores com maior demanda e estimula a requalificação. Entre as principais iniciativas oferecidas aos trabalhadores afetados estão:
- Mapeamento de vagas em redes de supermercados, atacarejos e comércio alimentar de proximidade.
- Cursos de capacitação em logística, atendimento ao cliente, operação de caixa e gestão de estoque.
- Apoio psicológico em alguns centros, para lidar com o impacto emocional da perda do emprego.
- Orientação sobre direitos trabalhistas e acesso a benefícios públicos de desemprego.