O pagamento por aproximação passou a fazer parte da rotina de milhões de consumidores, principalmente em compras rápidas do dia a dia. Em poucos segundos, a transação é concluída apenas encostando o cartão, o celular ou o smartwatch na maquininha, sem necessidade de inserir o cartão ou digitar a senha em valores limitados, o que trouxe praticidade e também dúvidas sobre riscos, fraudes e medidas de proteção.
O que é pagamento por aproximação e como funciona no dia a dia?
O pagamento por aproximação utiliza, principalmente, a tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite a troca de informações entre cartão, dispositivo móvel e terminal a poucos centímetros de distância. Em valores até um limite definido pelo emissor, a compra é concluída sem senha, em poucos segundos.
No cartão físico, a função é possível graças a um chip com antena indicada pelo símbolo de ondas. Em celulares e relógios inteligentes, a função depende de carteiras digitais e da tokenização, que substitui os dados reais por códigos únicos, reduzindo a exposição das informações sensíveis.
Como a tecnologia NFC e MST atua nos pagamentos por aproximação?
Além do NFC, alguns dispositivos utilizam a tecnologia MST (Magnetic Secure Transmission), que emite um sinal magnético e simula a passagem da tarja no leitor da maquininha. Isso amplia a compatibilidade com terminais que não possuem NFC, sem exigir troca de equipamento.
Nas versões modernas, a MST funciona com padrões compatíveis com EMV e com tokenização, transmitindo um token dinâmico em vez dos dados reais do cartão. Dessa forma, NFC e MST oferecem um nível de proteção alinhado aos meios eletrônicos atuais quando bem implementados.
Pagamento por aproximação é seguro ou aumenta o risco de fraude?
A segurança depende tanto da tecnologia quanto do comportamento do usuário e do lojista. A comunicação NFC tem alcance muito curto e usa criptografia, e muitos dispositivos exigem biometria ou desbloqueio prévio, o que dificulta o uso por terceiros.
As fraudes costumam ocorrer em ambientes vulneráveis, como maquininhas adulteradas ou tentativas de cobrança em locais muito cheios. Perda ou roubo do cartão com função ativa também permite compras de baixo valor até o bloqueio, por isso o monitoramento e a comunicação imediata ao banco são fundamentais.
Quais cuidados o consumidor deve ter com pagamento por aproximação?
Algumas práticas simples tornam o uso mais seguro e ajudam a reduzir prejuízos em caso de perda, roubo ou uso indevido. É importante usar os recursos do aplicativo do banco e observar o ambiente de compra presencial. Confira alguns cuidados com o pagamento:
- Acompanhar o extrato com frequência: verificar o aplicativo ou internet banking para identificar cobranças não reconhecidas.
- Ativar alertas de compra: receber notificações por SMS, e‑mail ou aplicativo a cada transação realizada.
- Ajustar o limite sem senha: reduzir o valor máximo para aproximação ou desativar a função, se desejar.
- Proteger o cartão e o celular: guardar em locais que evitem aproximações indesejadas e sempre usar bloqueio de tela e biometria.
O que lojistas podem fazer para reforçar a segurança das transações?
Os estabelecimentos são responsáveis pelas maquininhas e pelo ambiente da venda, devendo evitar adulterações e acessos indevidos. Manter contato apenas com suporte autorizado e controlar o acesso físico aos terminais é essencial.
Também é importante treinar a equipe para reconhecer abordagens suspeitas e organizar o fluxo de pagamento, garantindo que o cliente veja o valor na tela antes de aproximar o cartão ou o celular, o que aumenta a confiança e reduz conflitos.