O envelhecimento da população brasileira tem colocado em destaque o papel da família no cuidado diário com idosos em situação de vulnerabilidade. Nesse cenário, o Bolsa Cuidador Familiar do Paraná surge como estratégia para apoiar quem dedica tempo e energia ao cuidado de idosos frágeis no próprio lar, dentro do projeto Paraná Amigo da Pessoa Idosa, instituído pela Lei Estadual nº 22.189/2024.
O que é o Bolsa Cuidador Familiar do Paraná e para que ele serve?
O programa Bolsa Cuidador Familiar é um benefício criado pelo governo do Paraná em 2025, voltado a idosos em situação de vulnerabilidade que dependem de cuidados contínuos, mas não estão institucionalizados. O auxílio corresponde a meio salário mínimo por mês (cerca de R$ 759 em 2025) e é pago ao cuidador familiar responsável pelo idoso, seguindo critérios definidos em norma estadual.
A finalidade central é fortalecer o cuidado residencial como alternativa à institucionalização precoce, garantindo mais estabilidade no acompanhamento diário e integrando ações de saúde e assistência social. Ao mesmo tempo, o programa cria um cadastro detalhado dos idosos acompanhados, permitindo planejar políticas futuras com base em dados reais de demanda.
Quais são os requisitos para receber o Bolsa Cuidador Familiar?
Para acessar o Bolsa Cuidador Familiar, é necessário que tanto o cuidador quanto a pessoa idosa atendam a requisitos que priorizam famílias em vulnerabilidade econômica e social. As informações são verificadas pelas equipes municipais, por meio de entrevistas, visitas domiciliares e análise de documentos.
Entre os critérios mais comuns para participação no auxílio cuidador familiar no Paraná, destacam-se:
- Residência conjunta: cuidador e idoso devem morar no mesmo domicílio;
- Maioridade: cuidador com pelo menos 18 anos completos;
- Inscrição no CadÚnico: família registrada no Cadastro Único;
- Renda per capita: inferior a um salário mínimo por pessoa;
- Condição do idoso: fragilidade física ou clínica que exija cuidados frequentes, sem estar em instituição de longa permanência.
Como funciona o projeto piloto do Bolsa Cuidador Familiar no Paraná?
O Bolsa Cuidador Familiar está sendo implantado de forma gradual, por meio de um projeto piloto em municípios selecionados. Essa etapa permite testar fluxos de atendimento, instrumentos de avaliação e estratégias de acompanhamento antes da expansão para todo o estado.
As secretarias municipais de assistência social e saúde trabalham de forma integrada para identificar idosos vulneráveis, mapear cuidadores familiares, verificar renda e CadÚnico, registrar dados em sistemas como o SIPI-PR e realizar visitas periódicas. Esse modelo gera aprendizados para aprimorar critérios e padronizar a gestão do cuidado domiciliar.
Como solicitar o Bolsa Cuidador Familiar no município de residência?
Para solicitar o auxílio cuidador familiar, o interessado deve procurar a rede de assistência social do município ou a unidade de saúde que acompanha o idoso. Em geral, o primeiro contato é feito nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou junto às equipes da atenção primária em saúde.
Normalmente são exigidos documentos pessoais do cuidador e do idoso, comprovante de residência, comprovantes de renda, laudo médico que descreva a necessidade de cuidados e comprovante de inscrição no CadÚnico ou NIS. Alguns municípios oferecem pré-cadastro on-line, por isso é importante confirmar o procedimento nos canais oficiais locais.
Por que o Bolsa Cuidador Familiar é importante para o futuro do cuidado de idosos?
A criação do Bolsa Cuidador Familiar do Paraná responde ao avanço do envelhecimento populacional e ao aumento de doenças crônicas e limitações funcionais. Ao priorizar o cuidado no domicílio, o programa reduz a pressão sobre instituições de longa permanência e serviços hospitalares, reconhecendo o cuidador familiar como parte essencial da proteção social.
O uso de sistemas como o SIPI-PR permite conhecer melhor o perfil dos idosos atendidos, identificar demandas específicas e aperfeiçoar políticas públicas. Com a articulação entre assistência social, saúde e outras áreas, o modelo se apresenta como referência para outros estados que desejam fortalecer o cuidado familiar à pessoa idosa.