A decisão da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de investir R$ 123,1 milhões na manutenção e recuperação de helicópteros recoloca em destaque a situação da frota aérea do órgão em 2026. Com parte significativa das aeronaves parada, o contrato busca restabelecer a capacidade operacional em ações de patrulhamento, resgate e apoio em rodovias federais, especialmente em áreas de difícil acesso e em operações de grande porte.
Qual é a situação atual da frota de helicópteros da PRF?
Hoje, o cenário é considerado sensível dentro da própria corporação: dos 17 helicópteros disponíveis, oito estão fora de operação. A nova contratação, estruturada por meio de licitação, prevê não apenas reparos, mas também modernização tecnológica e suporte contínuo, com acompanhamento técnico, fornecimento de peças e atendimento às exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A frota aérea da PRF é formada por seis Bell 407, um Bell 412EP, sete Leonardo AW119MKII e três Eurocopter EC 120B. Esses últimos já estão em processo de desfazimento e não entram no novo pacote de serviços, por não serem mais considerados aptos ao voo, o que reforça a necessidade de maximizar a disponibilidade dos demais modelos.
Como está a condição operacional de cada modelo de helicóptero?
O foco do investimento recai sobre os modelos que ainda podem ser recuperados ou que exigem manutenção pesada para permanecerem em condições de operação. Entre os Leonardo AW119MKII, três estão inoperantes após acidentes; documentos da licitação apontam que as matrículas PR-FKA e PR-FKF podem retornar, desde que passem por recuperação estrutural e tecnológica.
Já o helicóptero PR-FKC segue em avaliação pela fabricante, que analisa se a restauração é tecnicamente viável. No grupo dos Bell 407, a aeronave PT-YZK já é tratada como irrecuperável e usada como fonte de componentes, enquanto a PT-YZF ainda pode voltar a voar, dependendo de um plano de recuperação aprovado e de toda a documentação exigida pela Anac.
Como será distribuído o orçamento de R$ 123,1 milhões na frota?
O valor total do contrato foi distribuído de acordo com o tipo de aeronave, refletindo a complexidade técnica e o papel operacional de cada modelo. O Bell 412EP, único helicóptero bimotor da frota, terá serviços estimados em R$ 25,6 milhões, sendo usado em missões que exigem maior segurança, transporte de equipes e atuação em cenários mais críticos.
O grupo dos Bell 407 concentrará cerca de R$ 43,4 milhões, com forte impacto no patrulhamento aéreo de grandes corredores rodoviários. Já os Leonardo AW119MKII devem consumir R$ 54,1 milhões, valor que inclui reparos em aeronaves acidentadas e modernização tecnológica de aviônicos, navegação e comunicação para melhorar a segurança e a integração com outras forças.
Qual a importância da frota aérea da PRF?
A frota de helicópteros da PRF cumpre papel estratégico em operações de segurança pública nas rodovias federais. As aeronaves são empregadas em monitoramento de trânsito, ações contra o crime organizado, combate ao transporte ilegal de cargas e drogas, além de apoio em ocorrências com vítimas, como acidentes graves e resgates em áreas isoladas ou de difícil acesso.
Em regiões remotas ou com extensas áreas rurais, o helicóptero permite deslocamento rápido de equipes, transporte de feridos e coordenação de operações conjuntas com polícias estaduais e órgãos ambientais. Quando parte significativa da frota está parada, o alcance e a agilidade das ações ficam reduzidos, justificando a prioridade dada ao investimento em manutenção e modernização.