A entrega da nova ponte sobre o Rio Tocantins marca uma virada na ligação rodoviária entre o Maranhão e o Tocantins. Após um ano de transtornos provocados pelo colapso da antiga estrutura, a travessia entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), na BR-226, volta a ser feita por uma ponte fixa, sem custo para os usuários e com maior previsibilidade para quem depende desse eixo todos os dias, especialmente trabalhadores, estudantes e transportadores de carga.
Como foi o período de travessia por balsas entre Maranhão e Tocantins?
Durante o período de obras, moradores, estudantes, comerciantes e caminhoneiros passaram a depender de balsas para cruzar o Rio Tocantins. As travessias enfrentavam filas, variações de horário, limitações de capacidade e maior tempo de deslocamento, impactando principalmente quem precisava atravessar o rio mais de uma vez ao dia.
Com a nova estrutura liberada ao tráfego, a região retoma a circulação contínua de veículos, reorganizando o dia a dia nas duas margens e ao longo da BR-226. A solução provisória das balsas, oferecida gratuitamente pelo Governo do Brasil, garantiu mobilidade mínima, mas não atendia plenamente ao volume intenso de motocicletas, automóveis e caminhões que utilizam esse corredor diariamente.
Como a nova ponte foi entregue?
A nova Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira foi concluída em intervalo considerado enxuto para uma obra dessa dimensão. Em 22 de dezembro de 2024, a antiga estrutura colapsou; no dia seguinte, o DNIT declarou situação de emergência, permitindo contratação acelerada e, em 31 de dezembro, já havia empresa responsável pelo projeto e pela construção.
Com a rápida definição da contratada, os trabalhos de engenharia e de instalação do canteiro começaram ainda em 2024, mobilizando cerca de 500 profissionais em turnos diurnos e noturnos. Em apenas dez meses, o empreendimento alcançou aproximadamente 90% de execução física, viabilizando a entrega em um ano, com cerca de 630 metros de extensão, 19 metros de largura e investimento aproximado de R$ 171,97 milhões. Veja os detalhes do projeto:
- Cerimônia oficial de inauguração, com presença de autoridades federais, estaduais e locais
- Ligação entre Maranhão e Tocantins, conectando Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO)
- Investimento público de R$ 171,97 milhões na obra
- Liberação do tráfego de veículos, integrando a BR-226
- Estrutura moderna, com pista pavimentada, sinalização e itens de segurança
- Objetivo de melhorar a mobilidade, reduzir o tempo de deslocamento e fortalecer a economia regional
Quais os benefícios da nova ponte para Estreito e Aguiarnópolis?
A retomada da ponte que liga Maranhão e Tocantins impacta diretamente a rotina de quem depende da travessia para trabalhar, estudar, acessar serviços de saúde e órgãos públicos ou manter vínculos familiares. A previsibilidade no trajeto facilita o planejamento diário, reduz custos de deslocamento e recupera a integração entre as duas margens do Rio Tocantins.
Com a volta da travessia rodoviária fixa, comerciantes locais próximos à ponte e ao longo da BR-226 tendem a registrar maior movimento em restaurantes, postos de combustíveis, oficinas e pequenos comércios. A melhoria da circulação também fortalece laços comunitários entre moradores dos dois estados e favorece o transporte intermunicipal de passageiros.
| Benefícios | Descrição |
|---|---|
| Melhora da mobilidade | • Retoma a ligação rodoviária direta entre Estreito e Aguiarnópolis, substituindo balsas e rotas longas alternativas. |
| Redução de custos e tempos de viagem | • Diminui custos de transporte e tempo de deslocamento para moradores, trabalhadores e transportadores. |
| Segurança e previsibilidade | • Travessia segura e confiável, reduzindo riscos e incertezas do uso de balsas ou desvios. |
| Integração regional | • Reestabelece integração entre Maranhão e Tocantins, fortalecendo laços sociais e econômicos. |
| Fortalecimento logístico | • Reposiciona a BR-226 como corredor estratégico para o transporte de cargas, especialmente do agronegócio da região Matopiba. |
| Crescimento econômico local | • Estimula atividades comerciais e serviços (posto, restaurantes, hospedagem), com maior fluxo de veículos e pessoas. |
| Potencial desenvolvimento futuro | • Infraestrutura preparada para possível duplicação e maior capacidade de tráfego. |
Qual é o papel da Ponte JK no corredor logístico do Matopiba?
Inserida na BR-226, a nova ponte integra o corredor rodoviário que conecta regiões do Norte e Nordeste e compõe o Matopiba, fronteira agrícola que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Essa região responde por cerca de 19% da produção nacional de soja e ampliou sua produção de grãos de 18 milhões para aproximadamente 35 milhões de toneladas entre as safras 2013/2014 e 2022/2023.
Ao restabelecer a ligação plena entre Maranhão e Tocantins, a ponte devolve eficiência ao escoamento de grãos, insumos, fertilizantes e produtos industrializados, reduzindo atrasos em períodos de safra. O traçado da BR-226, com a Ponte JK como ponto-chave, favorece o acesso a outros corredores rodoviários e a portos estratégicos, e já considera futuro aumento de fluxo com possível duplicação do trecho. A construção da nova ponte utilizou o método de balanço sucessivo, indicado para grandes vãos quando não é viável instalar escoramentos apoiados no leito do rio. Foram executadas 26 fundações e pilares, além da montagem de 2.088 pré-lajes e 45 vigas pré-moldadas, combinando elementos industrializados e regime de obra contínua em situação de emergência. Veja imagens da nova ponte no vídeo divulgado pelo DNIT:
FAQ sobre a ponte que reconecta Maranhão e Tocantins
- Por que a ponte recebeu o nome Juscelino Kubitschek de Oliveira? O nome homenageia o ex-presidente associado à expansão da infraestrutura rodoviária e à integração nacional, em harmonia com o papel da ponte.
- A antiga ponte foi totalmente demolida? Após o colapso em 2024, partes comprometidas foram removidas e descartadas para liberar o leito do rio e a área de implantação da nova estrutura.
- Há limite de velocidade específico sobre a ponte? A velocidade é definida pela sinalização do órgão rodoviário, considerando segurança viária e características do tráfego local.
- A ponte pode receber ciclistas e pedestres? A circulação de ciclistas e pedestres depende da configuração da via e da sinalização, sendo a prioridade voltada ao tráfego de veículos, sobretudo de carga e transporte intermunicipal.