O novo ciclo de investimentos da Sanepar marca uma etapa decisiva na corrida pela universalização do saneamento no Paraná, com um plano que prevê a aplicação de R$ 13,077 bilhões entre 2026 e 2030 para ampliar o acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário em 345 municípios atendidos, incluindo 344 cidades paranaenses e uma em Santa Catarina, com foco na expansão das redes, modernização da infraestrutura existente e melhoria dos indicadores sociais, de saúde pública e de proteção ambiental.
Como será o investimento de R$ 13 bilhões em saneamento no Paraná?
O plano da Sanepar distribui os R$ 13,077 bilhões de forma segmentada para garantir avanço equilibrado entre água, esgoto e infraestrutura de apoio. Desse total, mais de R$ 12,5 bilhões serão aplicados diretamente em abastecimento de água tratada e coleta e tratamento de esgoto, e uma parcela menor será destinada a automação, governança e meio ambiente.
Cerca de R$ 6,75 bilhões serão investidos na expansão e modernização dos sistemas de esgoto, priorizando redes coletoras, estações de tratamento e eficiência operacional. Já o abastecimento de água receberá aproximadamente R$ 5,85 bilhões, com foco em aumentar a capacidade de produção, reforçar reservatórios, adutoras e redes de distribuição, além de incluir medidas de adaptação às mudanças climáticas e de redução de perdas.
Quais os impactos do projeto na qualidade de vida dos moradores?
A universalização do saneamento é tratada pela companhia como elemento central para o desenvolvimento sustentável e a melhoria da saúde pública. A ampliação da coleta e tratamento de esgoto reduz a circulação de agentes causadores de doenças de veiculação hídrica, diminui a pressão sobre o sistema de saúde e contribui para elevar indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em comunidades vulneráveis.
No campo da água tratada, o reforço de investimentos busca garantir segurança hídrica em cenário de crescimento populacional e eventos climáticos extremos. Reservatórios mais robustos, sistemas de captação diversificados e redes modernizadas aumentam a resiliência a períodos de estiagem e melhoram a qualidade da água distribuída, favorecendo também a valorização imobiliária e a regularização urbana em áreas periféricas. Veja os benefícios para a população:
| Área impactada | Impactos na qualidade de vida |
|---|---|
| Saúde pública | • Redução de doenças de veiculação hídrica• Menos internações e gastos com saúde• Melhoria nas condições sanitárias |
| Meio ambiente | • Menor lançamento de esgoto in natura• Preservação de rios e mananciais• Recuperação de ecossistemas locais |
| Desenvolvimento urbano | • Valorização imobiliária• Expansão urbana mais organizada• Infraestrutura mais moderna |
| Inclusão social | • Ampliação do acesso em áreas vulneráveis• Redução de desigualdades regionais• Melhores condições de moradia |
| Economia local | • Geração de empregos diretos e indiretos• Atração de investimentos privados• Aumento da produtividade |
| Qualidade de vida | • Mais conforto e segurança sanitária• Redução de odores e alagamentos• Melhora no bem-estar da população |
Como o plano de investimentos se organiza por ano?
O ciclo 2026–2030 foi estruturado com metas anuais de aplicação de recursos para dar previsibilidade às obras e contratos. Para 2026, o plano prevê R$ 2,62 bilhões, sendo cerca de R$ 1,44 bilhão para esgotamento sanitário, R$ 918,4 milhões para abastecimento de água e aproximadamente R$ 261,8 milhões em outras melhorias de infraestrutura, em linha com a tendência de crescimento frente aos R$ 2,36 bilhões projetados para 2026.
Além dos valores, a Sanepar reforça a adoção de práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança), com recursos para Compliance Ambiental, proteção de mananciais, inclusão de áreas desassistidas e mecanismos de transparência e monitoramento. As parcerias entre setor público e privado ganham relevância para viabilizar projetos de maior complexidade técnica e financeira em grandes centros e regiões metropolitanas.
Quais são os principais desafios para a universalização do saneamento no Paraná?
Apesar do volume expressivo de recursos, a universalização plena do saneamento enfrenta desafios operacionais, regulatórios e territoriais. A Sanepar atua em municípios com perfis muito distintos, que vão de regiões metropolitanas densas a pequenas cidades dispersas, o que torna alguns projetos mais complexos, onerosos e dependentes de planejamento integrado com os municípios.
Entre os principais obstáculos, destacam-se obras em áreas consolidadas com pouco espaço para novas redes, adaptação a normas ambientais mais rigorosas e necessidade de infraestrutura hídrica resiliente a mudanças no regime de chuvas. Nesse contexto, o investimento planejado de R$ 13,077 bilhões é um instrumento para enfrentar esses gargalos e aproximar o Estado das metas legais de universalização. Veja os desafios:
- Financiamento elevado: necessidade de grandes investimentos para ampliar redes de água e esgoto, sobretudo em municípios menores.
- Desigualdade regional: áreas rurais e periferias urbanas têm acesso mais limitado aos serviços.
- Infraestrutura defasada: sistemas antigos exigem modernização e redução de perdas de água.
- Capacidade técnica municipal: falta de equipes e planejamento em cidades de pequeno porte.
- Cumprimento de prazos legais: desafio de atender às metas do Marco Legal do Saneamento até 2033.
- Licenciamento e obras: entraves ambientais e burocráticos que atrasam a execução de projetos.
FAQ sobre o plano de investimentos da Sanepar
- O plano de investimentos da Sanepar vale para quais municípios? Abrange os 345 municípios onde a empresa opera atualmente, sendo 344 no Paraná e um em Santa Catarina.
- O que é universalização do saneamento? É a meta de garantir que toda a população tenha acesso adequado a água tratada, coleta e tratamento de esgoto, conforme padrões definidos em legislação.
- Por que o esgotamento sanitário recebe parte maior dos recursos? Porque a coleta e o tratamento de esgoto ainda apresentam maiores defasagens em muitas cidades e têm impacto direto sobre rios, saúde pública e desenvolvimento urbano.
- Como as mudanças climáticas influenciam o investimento em água? Elas exigem sistemas mais resilientes, com diversificação de fontes, ampliação de reservatórios e tecnologia para enfrentar períodos de seca e eventos extremos de chuva.