O anúncio de que o Porto de Imbituba investirá R$ 90,5 milhões na recuperação e reforço do molhe de abrigo marca uma nova etapa na modernização da infraestrutura portuária em Santa Catarina, com recursos assegurados por meio de um Termo de Compromisso entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), dando respaldo financeiro e institucional para tirar do papel um projeto aguardado há anos pelo setor e essencial para a segurança da navegação.
Qual o impacto do investimento no molhe de abrigo do Porto de Imbituba?
O investimento de R$ 90,5 milhões no molhe de abrigo do Porto de Imbituba será destinado à recuperação e ao reforço estrutural da obra marítima, incluindo correções em pontos desgastados e fortalecimento de segmentos que precisam suportar maiores esforços. O objetivo é elevar o nível de segurança, reduzir riscos de danos e ampliar a confiabilidade do porto em diferentes condições de mar, em linha com padrões internacionais de infraestrutura portuária.
Segundo a SPAF, a obra integra um pacote de projetos de infraestrutura apresentados à União e selecionados pelo MPor, no qual o planejamento técnico e a maturidade dos estudos foram decisivos. A licitação para a contratação da empresa executora está em fase final de homologação e a previsão é que a Ordem de Serviço seja assinada pelo governador Jorginho Mello em janeiro de 2026, permitindo o início efetivo dos trabalhos logo em seguida.
Como o reforço do molhe de abrigo melhora a eficiência?
Na prática, o molhe de abrigo do Porto de Imbituba funciona como uma barreira de proteção entre o mar aberto e a área de atracação, reduzindo o impacto de ondas e correntes sobre manobras de navios. Ao ser recuperada e reforçada, essa estrutura favorece operações mais estáveis e previsíveis, aspecto crítico diante do aumento do porte dos navios que escalam a costa brasileira e da necessidade de maior regularidade nas janelas de atracação.
A obra dos molhes se soma a um conjunto de investimentos que compõem o planejamento estratégico do porto, voltados a ampliar capacidade, segurança e competitividade. Entre as intervenções públicas previstas, destacam-se:
- Dolfins: estruturas de amarração que auxiliam na atracação segura de navios de diferentes tamanhos;
- Derrocagem: retirada de formações rochosas submersas para ampliar a segurança da navegação;
- Dragagem: aprofundamento e manutenção do canal de acesso e da bacia de evolução;
- Drenagem e recuperação de molhes: melhoria do escoamento de águas e reforço das estruturas marítimas;
- Portarias e acessos: qualificação dos pontos de entrada, controle e circulação interna do porto.
Quais os impactos dos investimentos públicos no porto?
Somadas, essas ações públicas, estimadas em mais de R$ 300 milhões, ampliam a capacidade do Porto de Imbituba de receber mais navios, operar com maior regularidade e atender novas rotas internacionais. A tendência é que o terminal se consolide como alternativa relevante no sistema portuário do Sul do país, encurtando distâncias logísticas de diversos setores produtivos e fortalecendo cadeias exportadoras e importadoras.
O reforço do molhe de abrigo deve gerar redução de interrupções por questões de segurança, melhor aproveitamento das janelas de atracação e desempenho mais estável em períodos de ressaca. Esses ganhos de eficiência tendem a beneficiar armadores, operadores e usuários do porto, ao mesmo tempo em que criam ambiente favorável para novos investimentos privados em terminais, armazéns e serviços logísticos integrados.
Quais os impactos econômicos e institucionais do investimento de R$ 90,5 milhões?
Em termos regionais, a modernização do Porto de Imbituba pode contribuir para atrair novos empreendimentos industriais, fortalecer cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, mineração e carga conteinerizada e estimular a geração de empregos indiretos em transporte, armazenagem e serviços conexos. Como se trata de um porto público com vocação multipropósito, a melhoria do abrigo permite maior diversificação de cargas e novas oportunidades logísticas para empresas de Santa Catarina e estados vizinhos.
No plano institucional, o projeto reforça a articulação entre o governo federal e o governo de Santa Catarina na área de infraestrutura portuária, sinalizando continuidade de política pública para o setor. A participação do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Termo de Compromisso com a SPAF, indica alinhamento de prioridades e tende a facilitar a liberação de futuros recursos para obras complementares, como dragagens de manutenção periódicas e melhorias de acesso terrestre. Veja os benefícios:
| Impactos Econômicos | Impactos Institucionais |
|---|---|
| • Geração de empregos diretos e indiretos durante as obras | • Fortalecimento da autoridade portuária e da governança |
| • Aumento da segurança e eficiência das operações portuárias | • Maior confiabilidade institucional junto a investidores |
| • Redução de custos logísticos e operacionais no médio prazo | • Ampliação da capacidade de planejamento de longo prazo |
| • Atração de novos investimentos privados | • Melhoria da imagem do porto no cenário nacional |
| • Estímulo à economia regional (transporte, comércio e serviços) | • Adequação a exigências técnicas e regulatórias |
FAQ sobre o Porto de Imbituba
- O que é exatamente um molhe de abrigo? Trata-se de uma estrutura construída com blocos de concreto, pedras ou outros materiais, projetada para proteger a área interna do porto da ação direta das ondas, criando um ambiente mais calmo para a atracação e operação dos navios.
- Por que o molhe do Porto de Imbituba precisa de recuperação? Com o passar dos anos, a ação constante do mar, das correntes e das intempéries provoca desgaste e deslocamento de elementos estruturais, exigindo obras de manutenção pesada e reforço para manter níveis adequados de segurança e desempenho.
- Quem é responsável pela execução das obras no Porto de Imbituba? A administração do Porto de Imbituba será responsável pela contratação do Projeto Executivo e pela execução das obras, utilizando recursos repassados pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos.
- Quando as obras do molhe de abrigo devem começar? A expectativa é que a Ordem de Serviço seja assinada em janeiro de 2026, após a fase final de homologação da licitação, permitindo o início das intervenções conforme o cronograma a ser definido no contrato.