O anúncio de um novo viaduto em Paranaguá, sobre a Avenida Roque Vernalha, marca uma mudança importante na mobilidade urbana do Litoral do Paraná. Com investimento de R$ 73,6 milhões do Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades, a obra na Rua Paulo Canhola é apontada como resposta a um gargalo histórico de trânsito na cidade, ligado à passagem de trens, ao crescimento do fluxo de veículos e à necessidade de melhorar o acesso a bairros, serviços públicos e ao porto.
Como está o projeto do viaduto da Avenida Roque Vernalha?
O projeto do viaduto da Avenida Roque Vernalha está em fase final de elaboração pela prefeitura de Paranaguá, com previsão de início das obras ainda neste ano. O governador Carlos Massa Ratinho Junior assumiu o compromisso de tirar a intervenção do papel, em parceria com o prefeito Adriano Ramos, tratando a obra como prioridade para a cidade e para o Litoral do Paraná.
A iniciativa busca atender uma demanda que se arrasta há décadas, sobretudo para quem depende diariamente do eixo viário que corta a cidade. A via é estratégica para o acesso a bairros, escolas, serviços de saúde e ao porto, o que torna o viaduto uma peça central no planejamento de mobilidade urbana de Paranaguá.
Como o viaduto da Avenida Roque Vernalha vai mudar a mobilidade em Paranaguá?
O novo viaduto em “U”, com alças de acesso, tem como objetivo principal separar de forma definitiva o tráfego urbano da linha férrea Curitiba–Paranaguá. Hoje, os trens passam pelo trecho da Vila Paranaguá em intervalos de cerca de 40 minutos, gerando interrupções frequentes e longas filas, com previsão de aumento de composições e intervalos próximos de 10 minutos no futuro.
Ao permitir a travessia em desnível, o viaduto tende a reduzir o tempo de deslocamento e dar maior previsibilidade para motoristas, pedestres e usuários do transporte coletivo. A Avenida Roque Vernalha, com cerca de 2,7 quilômetros, atende diretamente mais de 60 mil pessoas e, com a obra, deve ter menor estrangulamento viário e impacto reduzido das filas em horários de pico.
| Aspecto | Mudança prevista |
|---|---|
| Fluxo de veículos | Redução das paradas causadas pelos trens no cruzamento, permitindo tráfego contínuo e menos congestionamento. |
| Tempo de deslocamento | Menos interrupções → deslocamentos mais rápidos e previsíveis para motoristas. |
| Segurança viária | Maior segurança para motoristas e pedestres ao eliminar cruzamento em nível com a ferrovia. |
| Capacidade de tráfego | Suporte ao aumento previsto da frequência de trens (de ~40 min para ~10 min) sem impactar o trânsito. |
| Atendimento à população | Beneficiar diretamente mais de 60 mil pessoas que circulam pela via diariamente. |
| Urbanismo e infraestrutura | Inclui rampas de acesso, calçadas acessíveis e passarela para pedestres, melhorando a conectividade local. |
Por que o novo viaduto é considerado uma obra histórica?
A intervenção é tratada pela prefeitura como uma das maiores obras da história recente de Paranaguá. Por décadas, moradores da cidade e do Litoral mencionaram o viaduto como um sonho distante, ao lado de demandas como a Ponte de Guaratuba e a duplicação de rodovias estaduais estratégicas, reforçando seu caráter simbólico e estrutural.
A travessia em nível com a ferrovia provoca congestionamentos conhecidos por trabalhadores, estudantes e profissionais ligados à cadeia portuária. Com o viaduto, o poder público pretende reduzir perdas de tempo, facilitar o escoamento de mercadorias e qualificar o ambiente urbano, compatível com a relevância econômica de Paranaguá para o Estado do Paraná.
Quais obras complementam o novo viaduto em Paranaguá?
O viaduto sobre a Avenida Roque Vernalha integra um pacote de investimentos que deve transformar Paranaguá em um grande canteiro de obras ao longo deste ano. Somados, os aportes recentes ultrapassam R$ 240 milhões, segundo a Secretaria das Cidades, indicando uma estratégia de reestruturação urbana mais ampla.
Além do viaduto, outras intervenções vêm sendo executadas ou programadas para reforçar a infraestrutura viária, turística e de serviços, compondo um conjunto de ações articuladas:
- Concretagem da Avenida Atilio Fontana, melhorando o acesso a bairros e áreas industriais.
- Requalificação da margem do Rio Itiberê e do Mercado do Peixe, com foco em turismo e lazer.
- Construção de um boulevard na Rua Conselheiro Sinimbu, ampliando espaços de convivência.
- Programa de pavimentação de bairros Asfalto Novo, Vida Nova, com cerca de R$ 100 milhões em recursos.
Quais são os impactos esperados do viaduto da Avenida Roque Vernalha?
Os impactos esperados envolvem tanto o cotidiano da população quanto a dinâmica econômica local. Na mobilidade, a tendência é de redução de atrasos em deslocamentos diários, maior fluidez para o transporte coletivo, menor desgaste para motoristas e aumento da segurança viária, com a diminuição do risco de acidentes em cruzamentos com a ferrovia.
Na esfera econômica, a melhoria na circulação de veículos pode favorecer o acesso ao porto, ao comércio e a serviços ao longo da Avenida Roque Vernalha e de suas conexões. A obra tende a gerar empregos temporários na construção civil, valorizar imóveis nas áreas beneficiadas e, ao lado das demais intervenções, contribuir para reposicionar Paranaguá no contexto regional, desde que os prazos sejam cumpridos e o projeto seja bem integrado ao sistema viário existente. Veja imagens do projeto no vídeo divulgado pelo governador do Paraná, Ratinho Junior:
FAQ sobre o novo viaduto da Avenida Roque Vernalha
- O viaduto da Avenida Roque Vernalha já tem prazo de conclusão definido? Até o momento, foi divulgado que as obras devem começar ainda neste ano, mas o prazo exato de conclusão não foi detalhado publicamente.
- O projeto do viaduto em Paranaguá prevê alterações para pedestres e ciclistas? Informações específicas sobre passarelas, ciclovias ou calçadas ampliadas não foram divulgadas, mas esse tipo de estrutura costuma ser avaliado na fase final de projeto.
- Haverá interdições na Avenida Roque Vernalha durante a construção do viaduto? A expectativa é de que ocorram bloqueios parciais ou desvios temporários de tráfego, procedimento comum em obras viárias dessa dimensão, com planejamento a ser anunciado pela prefeitura.
- O aumento da circulação de trens já começou ou ainda é uma previsão? O cenário de maior frequência de trens é tratado como uma previsão para um futuro próximo, o que motivou a antecipação da obra para evitar um agravamento dos congestionamentos.