O anúncio da construção do Roberts Bank Terminal 2 marca um novo capítulo na infraestrutura portuária do Canadá. Trata-se de um porto gigante de contêineres de grande porte, estimado em cerca de R$ 17 bilhões, planejado para a costa do Pacífico, na Colúmbia Britânica, inserido em um corredor logístico estratégico e, ao mesmo tempo, em uma área de alta sensibilidade ambiental.
Como o porto Roberts Bank Terminal 2 se destaca?
A “ilha” operacional será formada por aterros e intervenções costeiras para acomodar pátios, guindastes, sistemas de automação e frentes de cais para navios porta-contêineres de grande porte.
O terminal será implantado ao lado de instalações já existentes, como Deltaport e Westshore Terminals, ampliando a capacidade do complexo de Roberts Bank sem dispersar a atividade portuária. A meta é criar um bloco adicional de movimentação de 2,4 milhões de TEUs anuais, consolidando a região como um dos eixos do Pacific Gateway e reduzindo gargalos projetados para a próxima década.
Quais são as principais exigências ambientais na costa do Pacífico?
A autorização federal para o Roberts Bank Terminal 2 foi condicionada ao cumprimento de 370 exigências legais de caráter ambiental e social. A área da foz do rio Fraser é rota de aves migratórias, zona de alimentação de mamíferos marinhos e parte de um complexo estuarino sensível, o que eleva o rigor sobre qualquer intervenção física.
Essas condições foram estruturadas após avaliação de impacto com participação de moradores, organizações ambientais, especialistas e representantes indígenas. Para dar clareza ao tipo de controle exigido, as principais frentes de monitoramento e mitigação incluem:
- Proteção da fauna marinha: redução de ruído subaquático, risco de colisão com embarcações e alterações bruscas de habitat.
- Monitoramento de aves migratórias: acompanhamento de rotas, áreas de descanso e oferta de alimento nas zonas intertidais.
- Qualidade da água e sedimentos: critérios rígidos para dragagem, disposição de materiais e controle de poluição.
- Direitos de comunidades indígenas: salvaguardas para pesca, uso tradicional do território e consultas contínuas.
Como o porto gigante se integra ao Pacific Gateway?
O Roberts Bank Terminal 2 integra a estratégia do Pacific Gateway, corredor que conecta o Canadá a mercados asiáticos pela costa do Pacífico. A ampliação de capacidade de contêineres responde a uma demanda projetada para meados da década de 2030, quando terminais existentes podem atingir limites operacionais sem novas expansões.
Além da frente de cais, o projeto enfatiza a integração de modais, evitando que o ganho de capacidade no mar se transforme em gargalo em terra. A engenharia prevê extensões de acesso elevado até o continente, melhorias ferroviárias rumo ao interior do país, adequação da malha rodoviária e sistemas de pátio voltados à alta rotatividade de contêineres. Veja imagens da região do porto no vídeo divulgado pelo canal @unCOUVER, via TikTok:
@uncouver BC's Dirty Secret. The Robert's Bank Superport and Westshore Terminals. #fossilfuels #britishcolumbia #vancouver #canada #exports ♬ original sound – unCOUVER
Quais os impactos da construção do porto gigante na região?
O avanço do Roberts Bank Terminal 2 depende do cumprimento gradual das etapas de licenciamento, de engenharia e de monitoramento ecológico. Cada fase precisa demonstrar aderência às condições impostas, e a operação plena é projetada para meados da década de 2030, sujeita a ajustes conforme o ritmo de implantação e de atendimento às exigências ambientais.
Espera-se ampla disponibilidade de dados sobre fauna, qualidade da água, ruído e uso do território, mantendo o empreendimento em evidência nos debates sobre infraestrutura e meio ambiente no Canadá. A combinação entre um porto colossal de contêineres e uma área crítica de migração marinha faz do Roberts Bank Terminal 2 um dos casos mais observados de expansão logística em zonas costeiras. Veja os impactos na região:
Geração de empregos diretos e indiretos, estimulando a economia local e regional.
Movimentação de mais carga, fortalecendo o comércio internacional e exportações canadenses.
Melhoria de estradas, ferrovias e conexões para suportar o aumento do tráfego de mercadorias.
Risco para habitats marinhos, aves migratórias e ecossistemas costeiros, exigindo mitigação.
Aumento do tráfego e mudanças no uso do solo podem afetar qualidade de vida e atividades tradicionais.
Reforço da posição do Canadá como hub de exportação no Pacífico Norte, atraindo investimentos.