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Nova ponte de R$ 1,9 bilhão entre Brasil e Paraguai é inaugurada após passar 3 anos “parada” e promete turbinar a economia entre os países

Por Felipe Dantas
14/jan/2026
Em Geral
Nova ponte de R$ 1,9 bilhão entre Brasil e Paraguai é inaugurada após passar 3 anos "parada" e promete turbinar a economia entre os países

Nova ponte entre Brasil e Paraguai - Foto: © Ricardo Stuckert/PR

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A nova ponte de integração entre Brasil e Paraguai começa enfim a receber veículos, após um período de três anos praticamente parada. A liberação do tráfego foi anunciada em dezembro de 2025, marcando uma nova etapa na ligação rodoviária entre Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e Presidente Franco, no lado paraguaio. A obra, concluída e inaugurada em 2022, permaneceu sem uso efetivo por causa de pendências operacionais e de infraestrutura.

Como é a nova ponte entre Brasil e Paraguai?

Nova ponte de R$ 1,9 bilhão entre Brasil e Paraguai é inaugurada após passar 3 anos "parada" e promete turbinar a economia entre os países
Nova ponte entre Brasil e Paraguai – Foto: © Ricardo Stuckert/PR

A nova ponte entre Brasil e Paraguai, conhecida como ponte de integração sobre o Rio Paraná, tem 760 metros de extensão e foi construída com duas pistas simples de 3,6 metros de largura cada. Essa configuração permite o tráfego em ambos os sentidos, com foco inicial em caminhões, especialmente aqueles dedicados ao transporte internacional de mercadorias.

O projeto conecta diretamente Foz do Iguaçu a Presidente Franco, criando uma alternativa à Ponte Internacional da Amizade. Inserida em um corredor logístico mais amplo, integrado a rodovias brasileiras e paraguaias, a ponte deve encurtar percursos para o transporte de produtos agrícolas, industriais e de comércio em geral.

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Por que a nova ponte de integração ficou três anos sem uso efetivo?

A diferença entre a inauguração em dezembro de 2022 e a efetiva liberação do tráfego em dezembro de 2025 está ligada a entraves operacionais. Embora a parte física da obra estivesse pronta, faltavam postos aduaneiros, acessos viários definitivos e sistemas de controle de fronteira, o que inviabilizava o fluxo regular de veículos com segurança.

Além da infraestrutura, ajustes burocráticos e acordos entre os dois países foram necessários para alinhar normas de fiscalização, segurança, transporte e comércio exterior. As negociações diplomáticas, que começaram há cerca de 33 anos, exigiram equilíbrio entre interesses logísticos, aduaneiros e políticos até a operação plena. Veja os detalhes:

  • Falta de acessos viários: as estradas de ligação, sobretudo no lado paraguaio, não ficaram prontas junto com a ponte.
  • Infraestrutura aduaneira incompleta: postos de fronteira, alfândega e áreas de fiscalização demoraram a ser concluídos.
  • Entraves burocráticos e acordos bilaterais: definições operacionais entre Brasil e Paraguai levaram mais tempo que o previsto.
  • Licenças e ajustes ambientais: exigências técnicas atrasaram a liberação plena do tráfego.
  • Impactos da pandemia e do orçamento: atrasos em obras, repasses e cronogramas afetaram o início do uso efetivo.

Como a nova ponte impacta o trânsito na Ponte da Amizade?

O principal objetivo da nova ligação é desafogar o tráfego na Ponte da Amizade, hoje responsável por concentrar o fluxo rodoviário da região. Cerca de 400 caminhões cruzam diariamente a ponte atual, dividindo espaço com veículos leves e turistas, o que gera congestionamentos em horários de pico e datas de maior movimento.

Com a abertura gradual da nova ponte, o plano é direcionar parte relevante do trânsito de cargas, inicialmente com caminhões sem carga. A redistribuição do fluxo tende a reduzir filas, encurtar tempos de deslocamento e oferecer maior previsibilidade para trabalhadores, turistas, comerciantes e transportadores que atuam na Tríplice Fronteira.

AspectoPonte da Amizade (antes)Ponte da Amizade (após nova ponte)
Fluxo de caminhõesMuito altoReduzido
CongestionamentosFrequentesMenos frequentes
Tempo de travessiaElevadoMenor
Tráfego turísticoMisturado com cargasMais fluido
Capacidade operacionalSaturadaAliviada

Qual é o papel político e econômico da nova ponte entre Brasil e Paraguai?

A inauguração da operação contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro dos Transportes, Renan Filho, às margens da Cúpula do Mercosul. A obra reforça a integração regional, amplia a infraestrutura compartilhada e facilita o comércio dentro do bloco, ao criar uma segunda rota oficial entre os dois países na área da Tríplice Fronteira.

Do ponto de vista econômico, a ponte tende a favorecer o escoamento de produtos agrícolas, industriais e de importação, estimulando investimentos em logística, armazenagem e serviços de transporte internacional. A existência de uma rota alternativa também aumenta a resiliência do sistema viário fronteiriço, reduzindo a dependência exclusiva da Ponte da Amizade. Veja imagens da ponte no vídeo divulgado pelo governo federal:

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Um post compartilhado por Canal Gov (@canalgov)

FAQ sobre a nova ponte Brasil–Paraguai

  • A nova ponte é exclusiva para caminhões? Inicialmente, a liberação é voltada a caminhões sem carga, mas o projeto prevê uso ampliado, com diferentes tipos de veículos, conforme avanço das etapas operacionais.
  • Qual é a diferença entre Presidente Franco e Ciudad del Este? As duas cidades são paraguaias e vizinhas, mas a nova ponte conecta Foz do Iguaçu diretamente a Presidente Franco, enquanto a Ponte da Amizade liga Foz a Ciudad del Este.
  • A travessia pela nova ponte será pedagiada? Até o momento, as informações divulgadas concentram-se na liberação gradual do tráfego; eventuais cobranças ou modelos tarifários dependem de definições posteriores das autoridades.
  • A ponte altera rotas turísticas em Foz do Iguaçu? A tendência é que a nova estrutura tenha impacto maior no transporte de cargas, mas, com o tempo, pode oferecer rotas alternativas também para deslocamentos turísticos pela região fronteiriça.
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