O anúncio de novas desapropriações para a construção da Ponte Salvador–Itaparica recoloca o projeto entre os principais empreendimentos de infraestrutura do Brasil em 2026. A ponte gigante, tratada como uma obra de grande porte pelo Governo da Bahia, é apresentada como peça central para integração entre a capital baiana e o interior do estado, com impactos diretos sobre mobilidade, logística, economia regional e geração de empregos ao longo dos próximos anos.
Qual é a dimensão do projeto da Ponte Salvador–Itaparica?
A construção da Ponte Salvador–Itaparica envolve um sistema viário amplo, que vai além da simples ligação entre dois pontos. O projeto inclui uma estrutura principal de aproximadamente 12,4 km sobre o mar e acessos terrestres que conectarão Salvador e a Ilha de Itaparica às rodovias BR-101, BR-116 e BR-242.
O sistema será dividido em cinco trechos, contemplando acessos viários em Salvador, a ponte principal, a chegada à Ilha de Itaparica, o desvio de Mar Grande e a recuperação e duplicação de parte da BA-001. Esse desenho amplia o alcance da obra e tende a consolidá-la como uma intervenção de infraestrutura regional, com efeitos sobre diversos municípios ao longo do traçado.
Como funcionam as desapropriações para a ponte gigante na Bahia?
O decreto mais recente declara como de utilidade pública uma área total de 478.337,49 m² em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, com caráter de urgência para acelerar os procedimentos. A responsabilidade pela efetivação das desapropriações foi atribuída à Concessão Sistema Rodoviário Ponte Salvador Ilha de Itaparica, empresa que administra o projeto.
Caberá à concessionária conduzir todos os atos administrativos e judiciais, realizar a liquidação e o pagamento das indenizações aos proprietários e buscar judicialmente, se necessário, a imissão na posse dos bens. Após o encerramento dos processos, os imóveis desapropriados passam a integrar o patrimônio do Estado da Bahia, garantindo segurança jurídica à implantação dos trechos viários e aos futuros contratos de operação.
Quais os impactos econômicos a Ponte Salvador–Itaparica pode gerar?
A obra da ponte é tratada pelo governo como um dos principais vetores de geração de trabalho na Bahia nos próximos anos, associando construção pesada, serviços de apoio e cadeia de suprimentos. Com investimento estimado em torno de R$ 12 bilhões entre recursos privados e contrapartida estadual, o projeto tem potencial para milhares de contratações diretas e indiretas.
Além dos empregos imediatos, a obra mobiliza setores complementares e tende a estimular novos negócios em diferentes segmentos, antes, durante e após a conclusão da ponte, como:
- Cerca de 7.000 empregos diretos e indiretos previstos durante a fase de construção (maioria para mão de obra local na Bahia).
- Programas de qualificação profissional e estímulo à economia local acompanhando o projeto.
- Investimento total estimado em aproximadamente R$ 12 bilhões em infraestrutura.
- Pode impulsionar setores como logística, comércio, indústria, turismo, serviços e mercado imobiliário.
- Beneficia economicamente cerca de 250 municípios da Bahia, com impacto potencial na atividade econômica local e regional.
- Facilita transporte de mercadorias e redução de custos logísticos para empresas.
- Redução significativa no tempo de viagem, favorecendo o turismo e a circulação de pessoas e bens.
- Pode atrair mais investimentos em hospedagem, lazer e serviços na região costeira.
- A integração física esperada tende a estimular o crescimento econômico em áreas historicamente menos favorecidas, gerando renda local.
Quais são os próximos passos até o início das obras da ponte gigante?
Com o decreto em vigor desde 9 de janeiro de 2026, o foco imediato está na conclusão dos processos de desapropriação em Vera Cruz e na organização dos canteiros de obras. A previsão oficial de início das atividades em campo é junho de 2026, quando máquinas, equipamentos e equipes técnicas devem ser mobilizadas ao longo dos cinco trechos previstos.
Na esfera administrativa, permanecem em destaque o acompanhamento das indenizações, a liberação gradual das áreas necessárias e a coordenação entre a concessionária, o Governo do Estado e órgãos de controle. Em paralelo, setores ligados a turismo, transporte e logística observam o avanço das etapas, avaliando oportunidades que poderão surgir com a nova ligação direta entre Salvador, a Ilha de Itaparica e as principais rodovias federais da Bahia. Veja imagens de como a ponte gigante irá ficar (Reprodução/YouTube/Concessionária Ponte Salvador-Itaparica):
FAQ sobre a Ponte Salvador–Itaparica
- A Ponte Salvador–Itaparica será pedagiada? A ponte faz parte de um sistema concedido à iniciativa privada, o que normalmente envolve cobrança de pedágio, mas os valores e formatos de cobrança serão definidos em contratos e regulamentos específicos.
- Quanto tempo a travessia deve durar pela nova ponte? A expectativa é que a travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica, hoje feita principalmente por ferry boat, passe a ser realizada em poucos minutos de carro, dependendo do fluxo de veículos e das condições de tráfego nos acessos.
- O ferry boat entre Salvador e Itaparica vai deixar de existir? Não há definição pública de extinção imediata do serviço. Em muitos casos, sistemas de transporte aquaviário e rodoviário passam a coexistir, atendendo públicos e necessidades diferentes.
- A ponte poderá influenciar o preço de imóveis na região? Grandes obras de infraestrutura costumam impactar o mercado imobiliário local, com tendência de valorização em áreas próximas a acessos, mas esse movimento depende de fatores como planejamento urbano, oferta de serviços, proteção ambiental e demanda efetiva.