O verão de 2026 deve ser marcado por mudanças importantes na mobilidade em rodovias do litoral gaúcho. Com a previsão de intenso fluxo de veículos rumo às praias, o governo do Rio Grande do Sul direciona mais de R$ 350 milhões para obras em rodovias estratégicas, de norte a sul do Estado, incluindo restauração de pavimentos, duplicação de pistas, construção de pontes e melhorias na sinalização, com foco tanto na temporada de férias quanto no uso cotidiano das estradas.
Quais os investimentos nas rodovias do litoral gaúcho para o verão de 2026?
As intervenções são executadas pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), ligado à Secretaria de Logística e Transportes (Selt), com prioridade em segurança viária e redução de congestionamentos. O objetivo é preparar a malha rodoviária para o aumento de veículos no verão de 2026, sem descuidar do transporte de cargas e do escoamento de safras ao longo do ano.
Entre os principais eixos contemplados está a RSC-101, que atravessa o litoral norte em direção à Lagoa dos Patos e à Planície Costeira. O contrato de recuperação foi ampliado em 2025, com acréscimo de R$ 51,8 milhões, totalizando R$ 146,8 milhões para 186 quilômetros entre Osório e Tavares, passando por Mostardas, Capivari do Sul e Palmares do Sul.
Quais melhorias estão em andamento na RSC-101 e na ERS-786?
Atualmente, as frentes de trabalho na RSC-101 se concentram em Mostardas e Capivari do Sul, com fresagem do pavimento antigo, novo revestimento asfáltico e reforço estrutural para aumento da capacidade de carga. A pintura horizontal é destacada como fundamental para a segurança noturna e em dias de baixa visibilidade, complementada por melhorias pontuais na sinalização vertical.
No eixo urbano-litorâneo, a ERS-786 recebe obras em diferentes trechos, com foco em organização do tráfego local e turístico. Em Tramandaí, segue a duplicação na região de Nova Tramandaí, com investimento de R$ 15,2 milhões, prevendo pavimentação, ciclovia, duas faixas por sentido e nova iluminação, somados a R$ 3,5 milhões em serviços de recuperação asfáltica concluídos em 2025.
Como as duplicações e ciclovias reforçam a segurança nas estradas?
Em Imbé, a ERS-786 passou por transformação com a duplicação da avenida Paraguassú, entre as avenidas Caxias do Sul e Ovídio Barbieri, em um trecho de 2,7 quilômetros. O investimento de R$ 17,1 milhões, sendo R$ 12,7 milhões do governo estadual em parceria com a Prefeitura, incluiu pistas duplas, ciclovia, estacionamentos centrais e laterais e novo sistema de iluminação para organizar o fluxo de veículos, pedestres e ciclistas.
No litoral sul, a ERS-734, que liga Rio Grande à praia do Cassino, passa por ampla duplicação em 6,53 quilômetros, com investimento superior a R$ 87 milhões. O projeto prevê pista dupla, ciclovia, calçadas e iluminação, compondo um corredor viário urbano; paralelamente, o trecho já duplicado no Cassino recebe conservação e ajustes de sinalização, com aporte de R$ 2 milhões. Veja os benefícios na região:
| Medida | Impactos diretos na segurança |
|---|---|
| Duplicações de rodovias | • Reduz colisões frontais ao separar fluxos opostos• Melhora a fluidez e diminui ultrapassagens perigosas• Aumenta a capacidade e reduz congestionamentos• Facilita acesso de emergência e manutenção |
| Ciclovias | • Separam ciclistas do tráfego motorizado• Diminuem atropelamentos e conflitos com veículos• Organizam a circulação em trechos urbanos e turísticos• Incentivam mobilidade segura e previsível |
Qual é o papel das novas pontes e do Plano Rio Grande nas conexões do litoral?
Os investimentos nas rodovias do litoral gaúcho são acompanhados por novas pontes que reforçam a integração regional e a resiliência da infraestrutura. Em 2025, foram entregues a ponte que liga Caraá e Santo Antônio da Patrulha, de 60,55 metros e investimento de R$ 6,5 milhões, e a ponte sobre o rio em Três Cachoeiras, no km 7 da ERS-494, com 40,35 metros e aporte de R$ 5,2 milhões, ambas com duas pistas e capacidade ampliada para cargas.
Na mesma região, está em fase final a ponte sobre o Rio Três Forquilhas, na ERS-417, entre Itati e Três Forquilhas, com 88 metros de extensão e investimento superior a R$ 8 milhões. Todas essas obras integram o Plano Rio Grande, liderado pelo governador Eduardo Leite, voltado à proteção da população, reconstrução de áreas afetadas e modernização de infraestrutura estratégica, com ênfase em conexões litorâneas mais seguras. Veja os detalhes do projeto no vídeo divulgado pelo Governo do Rio Grande do Sul, no Instagram:
Quais são os benefícios dos investimentos no litoral gaúcho?
A Secretaria de Logística e Transportes destaca que as obras respondem às características de cada região litorânea, priorizando duplicações, ciclovias e iluminação em áreas turísticas e reforço estrutural em trechos de conexão rural. Para orientar a população sobre os efeitos práticos dessas intervenções, alguns pontos são ressaltados pelo governo estadual e pelo Daer:
- Redução de acidentes por melhoria de pavimento, sinalização horizontal e iluminação em trechos urbanos e rodoviários.
- Facilitação do deslocamento de famílias durante o veraneio, com menos congestionamentos em acessos às praias.
- Apoio ao escoamento da produção agrícola e industrial, graças ao aumento da capacidade de carga das estradas e das pontes.
- Estímulo à economia local, com impacto positivo em turismo, comércio e serviços ao longo de todo o ano.
Além disso, parte das intervenções integra contratos plurianuais e ações permanentes de conservação, com continuidade após o verão de 2026. Com mais de R$ 350 milhões aplicados em pavimentos, duplicações e pontes, o Estado busca consolidar uma infraestrutura de transporte de longo prazo para o litoral norte e sul, contemplando rodovias como RSC-101, ERS-786 e ERS-734, além de estruturas estratégicas em diferentes municípios.
FAQ sobre rodovias do litoral gaúcho
- As obras vão provocar bloqueios ou desvios durante o verão de 2026? A tendência é de intervenções planejadas para reduzir impactos no tráfego, especialmente nos períodos de maior fluxo turístico.
- Como essas melhorias afetam o transporte público e os ônibus intermunicipais? A recuperação de pavimentos, duplicações e melhor sinalização tendem a tornar o transporte coletivo mais regular, seguro e com menor tempo de viagem.
- Há previsão de manutenção contínua após a conclusão das obras? Sim. Parte dos investimentos está vinculada a contratos plurianuais e ações permanentes de conservação, garantindo que os benefícios não se limitem apenas ao verão de 2026.